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sexta-feira, 17 de julho de 2009

TIMOR: ARROZ AMARGO


Em publicação do passado 15 de Julho, a ABC – Rádio Austrália, edita a primeira entrevista em que Xanana Gusmão fala publicamente sobre o “Escândalo do Arroz”, aquilo a que também passaram a chamar “Ricegate”. Cremos que vale a pena “descascar” um pouco o que foi declarado nesta entrevista, daquela rádio australiana, que teve como apresentador Stephanie Mar, sendo oradores Xanana Gusmão e também Arsénio Bano, da Fretilin. http://timorlorosaenacao.blogspot.com/2009/07/escandalo-do-arroz-ricegate-o-que.html ( «««««clicar para ler o resto da peça)

À MARGEM: O meu espírito ingénuo levou-me acreditar, já lá vão uns 15 anos, que a gente envolvida na autodeterminação do povo sacrificado de Timor, sob a "bota" da Indonésia, com toda a honestidade procuravam retirar-lhe a canga da submissão de que pelo uso da força se viriam a sujeitar por cerca de duas dezenas de anos.

Enganei-me redondamente!

Eles, os defensores, trabalharam para eles e os irmãos deles, depois de estarem no poder que fossem colher urtigas.
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Nunca tive nenhuma admiração ou tenha dado valor ao Xanana Gusmão que nas montanhas de Timor Leste tenha feito emboscados aos soldados indonésios; que os pobres moradores do sitío, onde se aquartelava com os seus homens, lhe tenham ofertado umas galinhas; um porco ou uma vaca para alimentar o seu regimento, de combatentes.
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Tive simpatia pela luta do Dr. Ramos Horta (que o conheço há 15 anos) que viria, com o tempo, esvair-se, porque comecei a verificar que dentro dele não havia nenhum Gandi da paz e um prémio Nobel. Segundo aquilo que tenho lido, na imprensa, Ramos Horta está acomodar-se ao caso do negócio do arroz e o envolvimento da filha de Xanana Gusmão.
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Ora o primeiro ministro Xanana Gusmão, que nunca se lhe conheceu perfil para ser presidente da república e primeiro-ministro, tem neste momento uma malga de arroz quente no bolso que até parece que não o incomoda muito.
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O lutador das montanhas a quem (eu ouvi) o falecido ministro dos Estrangeiros, da Indonésia, Ali Alatas, lhe chamar "ladrão de gado", é acusado de que uma sua filha está envolvida numa empresa, como sócia, que se dedica à importação de arroz para matar a fome ao povo timorense.
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Mas o homem, quando interpelado pela comunicação social, apresenta-se arrogante, irrita-se e enfurece-se!
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Devem ser as verdades que o magoam muito... Ou um primeiro-ministro vestido de pele de crocodilo, cujo estes tambem se enfurecem e choram em alturas próprias.
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Moral da história: dão uma malga de arroz a um pobre e ficam com um saco.
José Martins

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