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quarta-feira, 1 de julho de 2009

PORTUGAL - ESTADO DE SITIO - OFFSHORE SOCIALISTA


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A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração.
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É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
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Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho.
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É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
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Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
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Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
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Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.
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António Ribeiro Ferreira, Jornalista

A MÁ LÍNGUA DO MIGUEL SOUSA TAVARES


Parece anedota, mas é verdade!
Na vanguarda do disparate
Miguel Sousa Tavares in "Expresso"

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Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
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Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

UAU! AÍ ESTÁ ELE! NA BOA CLARO... A PAIXÃO PELA POLÍTICA!


Antigo primeiro-ministro avança coligado com o CDS-PP
Santana Lopes apresenta hoje candidatura à Câmara de Lisboa

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A candidatura à Câmara Municipal de Lisboa "Lisboa com Sentido", encabeçada por Pedro Santana Lopes, é hoje apresentada formalmente no jardim do Arco do Cego.O ex-primeiro-ministro e ex-líder do PSD é candidato pela segunda vez ao cargo de presidente da Câmara de Lisboa, depois de ter vencido as autárquicas de Dezembro de 2001 e de ter ocupado o cargo até 2004, quando foi chamado a substituir Durão Barroso na liderança do PSD e do Governo.
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Na sequência da queda do seu Governo e da derrota do PSD nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005, Santana Lopes regressou à presidência da Câmara de Lisboa por mais seis meses.A candidatura da direita reúne os apoios do CDS-PP, Partido Popular Monárquico (PPM) e Movimento Partido da Terra (MPT).Na corrida à Câmara de Lisboa falhou a tentativa de coligação à esquerda, que já tem três candidatos conhecidos: António Costa (PS), que se recandidata a mais um mandato, Ruben de Carvalho (PCP) e Luis Fazenda (BE).
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O movimento "Cidadãos Por Lisboa" já anunciou estar a recolher assinaturas para a candidatura de Helena Roseta, que nas anteriores autárquicas foi eleita vereadora.Apenas o ex-presidente da autarquia e actual vereador Carmona Rodrigues se mantém em segredo sobre se avança ou não nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
01.07.2009 - 08h09 Lusa

A FUGA DOS RATOS

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O "delfim" David Damião (x foto da esquerda), conversa com o embaixador António Monteiro. Foto da direita junto a jornalistas portugueses à Cimeira ASEM96, em Banguecoque (Fotos de José Martins)
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A Fuga dos Ratos(imagem editada daqui)Do Portugal Profundo, crio uma etiqueta útil à compreensão desta fase tardo-socratina de véspera de derrota, através do registo de abandono do líder pelos amigos, aliados e correlegionários socialistas, com relevo para aqueles que saiam do Governo e de instituições dependentes.
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Ligue, o leitor, o Bach, e reveja o trânsito inevitável da glória do mundo na tocata apressada e a fuga ligeira. Continue a ler.Trata-se de uma corrida em que têm mais hipóteses de salvação os que fugirem mais cedo e procurarem, com mais tempo, abrigar-se num lugar seguro e discreto. Aqueles que hesitam na partida, os que não arranjam colocação nas balsas deitadas ao mar ou os que não conseguem seduzir os novos tripulantes com traições de última hora, sujeitam-se a ficar sem lugar e a sofrer, eventualmente, um destino tão cruel como o comportamento sobranceiro que tiveram nos anos de poder.
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Claro que alguns dos aninhados acabarão por ser removidos pelo novo poder que não lhes aceitará a posição em prateleiras tão douradas - estou a lembrar-me do socialista ministro das Finanças Teixeira dos Santos que consta querer ir para Governador do Banco de Portugal, em substituição do socialista Vítor Constâncio.Chamo-lhe «A Fuga dos Ratos», usando a metáfora da fuga dos espertos dos navios que metem água e que se começam a afundar.
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Peço aos leitores que colaborem, lembrando aqueles que já partiram e radarizando nos jornais e no Diário da República a sua fuga apressada.Inauguro «A Fuga dos Ratos», recuperando pessoas que saíram com mais antecedência, provavelmente porque previram o descalabro que viria:1. Manuel Lobo Antunes - Maio de 2008 (de secretário de Estado Adjunto dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus para Representante Permanente do COREPER em Bruxelas)2. João Figueiredo - Junho de 2008 (de secretário de Estado da Administração Pública para juiz conselheiro do Tribunal de Contas) 3. José Miguel Júdice - Junho de 2008 (da presidência da sociedade Frente Tejo)Nesta fase, merece grande destaque a fuga de David Damião, assessor de imprensa do primeiro-ministro Sócrates, o polícia mau.
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Diz Pedro da Anunciação, no Sol de 26-6-2009, que David Damião vai para conselheiro da embaixada de Portugal em Londres, para onde tinha embarcado depois da demissão de António Guterres. Parece que a nomeação de Maria Elisa para a mesma embaixada é que era reprovável...
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Limitação de responsabilidade (disclaimer): a fuga dos ratos, ou das galinhas, é apenas uma metáfora literária marítima, no sentido dos espertos que abandonam o navio ao sinal de água no porão, e sem qualquer conotação desvalorativa da honestidade dos personagens
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À MARGEM: Conheci o David Damião em 1996 de quando a Cimeira da ASEM, em
Banguecoque.
Assessor de Imprensa e ponta de lança, do PM António Guterres.
Rapaz jovem, alto, de olhos de Lince a que nada lhe escapava à volta.
Depois da caída de Guterres não sei o que teria feito, ou se lhe teriam arranjado algum "tacho", venho agora a saber que seguiu para Londres!
O embaixador Lima Pimentel que era um dos assessores diplomáticos do "António", (assim tratava o amigo Guterres), colocou-o como embaixador em Viena de Áustria, que viria depois (a toque de caixa na pena do jornalista Carlos Albino) para Banguecoque.
Mais tarde e de quando José Sócrates tomou conta do Governo lá temos o "delfim" David Damião, regressar ao seu posto de assessor de imprensa no Palácio de S.Bento.
O seu lugar na embaixada de Portugal em Londres continua aberto e à espera do delfim, que se lhe não conhece obra nenhuma a não ser a de "polícia mau".
José Martins
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A BAIXA POLÍTICA DO DIMINUTO GRANDE LÍDER, KIM JONG SÓCRATES


Portugal não é uma horta onde meia dúzia vão colher as "couves". Pertence a 10 milhões de almas!
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009. O labirinto socratino .
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As reacções adversas dos cidadãos activos, das oposições (em que se destacou a Dra. Ferreira Leite), de accionistas de referência (por exemplo, o BES), de socialistas (veja-se a violência anti-socratina do porta-voz Ricardo Eu-sou-Controlado Costa na SIC-Notícias no 24-6-2009 à noite, por contraponto à nuance medrosa de António), do próprio presidente do Conselho de Administração da PT (!...) Henrique Granadeiro, e finalmente do Presidente da República (hoje, 25-6-2009), a inabilidade de Sócrates no Parlamento em 24-6-2009 e o temor de levantamento dos pequenos accionistas, desfizeram a manobra do inflacionado prémio euromilhões (150 milhões de euros - o valor de «um pequeno-almoço para a PT» na opinião do mano Costa em 24-6-2009) de controlo editorial da TVI, através da expulsão de José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes.
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Pode ainda a dividida PT, na fuga em frente do amigo socratino Zeinal Bava, tentar ainda fazer o negócio, conforme a Prisa deseja, por oportunidade de liquidez, enquanto a Mediapro/Globomedia e Telefonica não entram, por aquisição ou fusão, no capital da Prisa, e Sócrates carece, para limpar a face chamuscada. Pode até Bava, na luta inglória pela sobrevivência como CEO da PT, assegurar a ignorância total do Governo («o assunto não foi abordado na comissão executiva» da empresa, registou o DN de 26-6-2009) e atacar (na RTP-1 de 25-6-2009) todas as oposições e até o Presidente da República, para camuflar a opacidade (e obrigação de informação prévia ao mercado...), expor a sua interpretação particular da ética, chamar «especulações» aos próprios comunicados que a sua empresa emite (!) e chegar ao cúmulo de chamar «insulto» à evidência crua dos factos nus.
O que disse não merece comentário de resposta: bastar-lhe-á o ricochete do eco das suas próprias palavras. Bava tem é de se explicar detalhadamente aos accionistas, ao Estado - depois de Outubro... - e aos contribuintes que são também donos de parte da empresa, através da participação pública, as bolandas em que pôs neste caso a empresa que lhe delegaram para administrar com prudência, prestação de contas e responsabilidade: quando, com quem, como e porquê.
O resto é apenas o desbragamento de um gestor socratino que se deslumbrou com o poder e ainda não se deu conta da figura penosa que fez e mantém.
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De pouco lhe adianta a orquestrada lavagem de última hora, que requereu: veja-se o Sol de 26-6-2009, o DN de 26-6-2009, o «i» de 26-6-2009 e o CM de 26-6-2009. Ou o alijar das culpas para o próprio alvo (DN de 26-6-2009). Ou desviar o problema da empresa para «fuga de comunicação» alheia. Embora se possa comparar a notícia-balão propositadamente colocada no «i» em 23-6-2009 - «"Não me desagradaria uma opção dessas" [de comprar apenas 30% à PT] comentou ao i fonte do conselho de administração da PT» (sublinhado meu) - com a justificação de Zeinal Bava à RTP em 25-6-2009 - «Este tema ainda nem sequer foi discutido na comissão executiva, muito menos no conselho de administração»...
Independentemente do negócio de venda de parte da Media Capital à Prisa se realizar, ou não, a manobra de desalojar Moniz e Moura Guedes da TVI foi travada. Agora é a própria Prisa a garantir a sua continuidade e linha editorial!...
O feitiço cretino virou-se contra o feiticeiro só...A Prisa e a Mediapro, e até o patrocinador Zapatero, têm de acautelar um modo de vida com o novo poder de Lisboa; para eles, há vida depois de Outubro.
Para Sócrates é que não. Está cercado no labirinto enlouquecedor da sua ilusão funesta.Pós-Texto 1 (10:41 de 26-6-2009):Sócrates cedeuA última batalha pela supressão da independência da TVI evolui de hora a hora - ontem, 25-6-2009, aliás, de meia em meia hora. Como muitas batalhas, a sorte decide-se num golpe, numa carga, na audácia temperada pela avaliação das forças. A sorte deste recontro está decidida e o lado justo venceu: crava o estandarte, ocupa o terreno, porta-se com graça.Sócrates cedeu finalmente: «nunca o novo accionista entrará na Media Capital antes das próximas eleições» é a última versão, filtrada para o DN de 26-6-2009, para sossegar os oponentes e permitir a regorganização das forças dispersas em retirada.
Ao mesmo tempo, tenta-se controlar os danos, num esforço cada vez mais difícil, pois cada vez mais os fiéis de ocasião se tornam neutros e os neutros hostis, negoceia-se a inserção do título lixiviante - «Governo pressionado a vetar negócio da PT» -, como se o algoz fosse uma vítima de circunstâncias alheias.Sócrates deixou cair o amigo Bava, a quem encomendou o serviço de que agora se demarca. Um serviço de que os mandantes se querem ver livres e os sucessores não aceitam.Nada de novo.
Cada um por si e os servos pelos senhores. Bava é apenas mais um - veja-se, como exemplo, o longo friso dos amigos Carlos Guerra, José Manuel Marques, Rui Gonçalves.Usou, deitou fora. E quem é usado nem sequer se pode justificar sem custos, sem sofrer algum preço pelo que fez. É esse o perigo de expor o perigoso saldo da desprotecção: cada apaniguado tenderá a resistir aos últimos serviços e o senhor, que se descobre não proteger os servos, estará cada vez mais só.
Sócrates está cercado.Pós-Texto 2 (11:23 de 26-6-2009):Sócrates recua e manda parar negócio da PT sobre a TVITal como se percebia, o negócio de compra de 30% da Media Capital/TVI pela PT foi abortado pelo mesmo Governo que o tinha encomendado.Sócrates acaba de declarar esta manhã de 26-6-2009 (ver Diário IOL), o que tinha ontem à noite mandado filtrar para os media matutinos:«O Governo decidiu hoje falar esta manhã com a administração da PT para comunicar que nós nos oporemos a que esse negócio possa ser feito.
Demos já essa orientação aos representantes do Estado na empresa».Com esta declaração também descobre que se percebe que sabia do negócio e reconhece que, afinal, manda na PT...Pós-Texto 3 (11:40 de 27-6-2009):Cofina: PT IIA descapitalizada Cofina foi lançada para o papel de PT II (Lusa, 26-6-2009): comprar a TVI para, ao abrigo da liberdade empresarial, despedir Moniz e Manuela.
A hipótese não justifica mais do que estas duas linhas: já teve um «investimento financeiro» na TVI (que vendeu em Maio de 2003), nem tem dinheiro, nem lhe dão financiamento para a operação. Nem o BCP várico-socratino se arrisca a esse envolvimento, pois com as sondagens públicas como vão (ver a da Marktest, com inquérito realizado entre 16 e 20-6-2009), é hora de cada rato arranjar uma toca e limpar os bigodes do queijo onde se lambuzou. Cada um por si - e Sócrates... por ele...Pós-Texto 4 (12:24 de 27-6-2009):Sócrates e Bava O CM de hoje, 27-6-2009, traz uma notícia tautológica da análise política doméstica. Fica aqui, sem necessidade de comentários:«Depois de despedidoMoniz ia sair da TVI para a PTO negócio estava feito e as três partes envolvidas estavam de acordo.
O CM sabe que os espanhóis da Prisa, donos da Media Capital, iam assumir publicamente o odioso do despedimento de José Eduardo Moniz e pagar-lhe uma indemnização que variava entre os 2,5 milhões e os 3 milhões de euros.[Legenda:] Zeinal Bava dava emprego a José Eduardo Moniz e satisfazia o desejo de Sócrates de o afastar da TVI.»Pós-Texto 5 (12:45 de 27-6-2009):O negócio de compra da TVI pelo GovernoTambém o Expresso de hoje, 27-6-2009, na sua primeira página, revela a farsa da ignorância de Sócrates sobre o negócio que ele próprio encomendou ao imprudente neo-amigo Bava e a Henrique Granadeiro.
O velho amigo Henrique Granadeiro recuou publicamente à última hora, deixando Bava com o órfão nos braços e talvez ainda se consiga aninhar, depois de Outubro, num qualquer tacho... O neo-amigo António Mexia não cairia nesta insensatez em que o deslumbrado Zeinal se deixou embarcar.
Conta o Expresso:«Governo já conhecia negócio PT/TVI desde o início do ano. O Governo acompanhou todo o processo de venda de parte da Media Capital (dona da TVI) pelos espanhóis da Prisa. Desde Janeiro que a hipótese de a PT entrar na empresa era defendida pelo Executivo de Sócrates, podendo ser feita directamente ou via Espanha, onde a Prisa pode sofrer uma recomposição accionista. Sócrates e Zapatero estiveram sempre a par.
Os protestos contra um negócio que colocava a TVI na alçada do Estado deram cabo da transacção.[Legenda:] Granadeiro e Sócrates reuniram-se na 3.ª feira [23-6-2009], mas dizem que não falaram do assunto.»Agora, ninguém quer ficar com a castanha da notícia-balão (a ver se pegava) premeditada que se tirou da fogueira da vaidade e foi colocada no «i» de 23-6-2009 - «"Não me desagradaria uma opção dessas" [de comprar apenas 30% à PT] comentou ao i fonte do conselho de administração da PT».
A desculpa da «fuga de comunicação» alheia nem sequer resiste à prova dos factos: foi a PT, em consonância com o Governo, que lançou a notícia.O negócio de compra da TVI para afastamento de Moniz e Moura Guedes falhou porque nesta conjuntura de cerco a Sócrates, só podia falhar. Sócrates não o quis fazer antes das eleições europeias porque acreditava na vitória e não queria que a polémica inevitável lhe prejudicasse a votação.
Com o resultado das europeias europeias em que tomou consciência da derrota nas legislativas, arrependeu-se do adiamento, e, num ano de desespero, pressionou os amigos na PT para que o negócio se consumasse. Jogou e perdeu.Perdeu a última grande batalha desta campanha ofensiva, uma espécie de Waterloo socratina, aquela de cuja vitória precisava para mostrar aos inimigos e, principalmente, aos correlegionários que ainda era o dono do poder. Já não é. A partir de agora é um homem só e como leproso.
Cada um por si: o navio arde e os ratos partem.Actualizações: este post foi actualizado às 2:10, 10:41 e 11:23 de 26-6-2009, 11:40, 12:24 e 12:45 de 27-6-2009 e 17:16 de 28-6-2009.27 votes Publicado por António Balbino Caldeira em 6/25/2009 11:17:00 PM85 Comentarios Quinta fase da guerra para o controlo socratino da TVIA reacção, ontem, 24-6-2009, à tarde no inoportuno debate parlamentar, do CDS-PP e do Bloco de Esquerda e, à noite na entrevista na SIC, de Manuela Ferreira Leite, contra a intervenção do Governo na «linha editorial» da TVI, mediante a compra de 30% da Media Capital pela governamentalizada PT, e a própria inábil resposta sub-consciente de Sócrates, tornaram muito difícil esta manobra para o controlo da restante comunicação social de significado.
Desalojar José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, que era o objectivo declarado profusamente nos media, tornou-se agora muito complicado com o teste de algodão de demonstração do motivo da manobra: se Moniz for demitido/substituído/rescindido/removido isso expõe o propósito do negócio socratino-bávico.Convencido da viabilidade do negócio, após a reacção suave em 23-6-2009 (em que avultou o silêncio dos media e... demasiados blogues) à notícia-balão desse dia no «i», Sócrates deu ordem para o negócio avançar rapidamente, sonhando ainda com a ilusão de reverter o resultado das europeias em vitória tangente em Outubro.
Porém, a reacção política cresceu a um nível inimaginável, as casas de investimento, até ligadas a accionistas de referência (como o BES) deram parecer negativo, e puseram em causa o prémio político de preço adicional pela compra por 150-200 milhões de euros de uma quota que vale cerca de metade, e movimentos da sociedade civil ameaçaram com providência cautelar para impedir o negócio. Fazendo eco dessas críticas insuportáveis, o presidente do Conselho de Administração, mais reservado do que o precipitado Zeinal Bava, veio tentar apagar o fogo aceso pela dupla Bava-Sócrates, declarando à Lusa, citada pelo «i» de hoje, 25-6-2009, contra a própria informação retardada da noite de 23-6-2009:«Toda esta turbulência não tem qualquer fundamentação. Se houvesse qualquer perspectiva de negócio com a Media Capital teria de ser resolvido no conselho de administração».
Por isso, Sócrates decide avançar para a quinta fase da guerra de eliminação da força de Moniz/Moura Guedes na TVI: a mandatada Prisa propor uma indemnização para que o casal saia do comando da informação da TVI. Para tanto titula CM de hoje, 25-4-2009: «Três milhões para tirar Moniz da TVI». A Prisa, para assegurar o prémio político de venda de uma quota no grupo pelo dobro do preço que vale, tem de despedir Moniz e desalojar Moura Guedes, antes da tomada do controlo pela PT.
Pois, se fosse a nova administração, que resultasse da nova estrutura accionista, a fazê-lo todo o país diria que foi Sócrates, via PT, quem eliminou a linha editorial independente da TVI para a estação assumir (mais) uma postura alinhada com o Governo. O problema é que, se Moniz decidir não aceitar a indemnização, for demitido e contar as pressões que sofreu, Sócrates ficará,a na véspera das eleições, com a mais terrível nódoa de controlo da comunicação social naquela que é «pressão irresistível de controlar».
Prossegue a socialista strategia della tensione (identificada há muito pelo Dr. José Maria Martins). E nós... organizamos a resistência.14 votesPublicado por António Balbino Caldeira em 6/25/2009 10:38:00 AM45 ComentariosQuarta-feira, 24 de Junho de 2009Providência cautelar contra a compra de 30% da Media Capital pela PTO Movimento para a Democracia Directa - DD, associação cívica não partidária, pondera a apresentação de uma providência cautelar para impedir o negócio de compra de 30% da Media Capital (empresa detentora da TVI) pela PT.
No seu blogue, o vice-presidente do Movimento para a Democracia Directa, Dr. José Maria Martins justifica a interposição da providência cautelar.A causa declarada, até ostensivamente nos jornais (ver Expresso de 21-6-2009 e Público de 24-6-2009), desta compra, para a tomada de controlo pelo Governo através da PT, é a vontade do executivo de José Sócrates suprimir a independência da TVI, com a expulsão/demissão da jornalista Manuela Moura Guedes e do Director de Informação José Eduardo Moniz.
Não tendo resultado o ataque indirecto da ERC (Deliberação 11/CONT-TV/2009 de 27-5-2009 sobre o Jornal Nacional da TVI(!..) e do Conselho Deontológico do Sindicato dos Socialistas Sindicato dos Jornalistas (Comunicado «Posição do CD a propósito a última edição do "Jornal Nacional – 6.ª feira"», datado de 29-5-2009), o executivo de José Sócrates tenta resolver o problema das notícias desfavoráveis, assentes em factos e documentos jamais desmentidos, comprando a estação televisiva e desalojando os seus editores!...
Os motivos em ponderação para a providência cautelar são os seguintes:1. Perda da independência editorial dos meios de comunicação face ao Governo, protegida pela Constituição.Lembre-se que o Governo detém um poder de controlo sobre a PT, com as acções preferenciais (golden share). O Estado «detém uma participação preferencial ("golden share") constituída por 500 acções do tipo A e uma participação ordinária de 1,18 por cento do capital».
Essa participação permite ao Governo: «direito de veto sobre a aplicação dos resultados do exercício, sobre a definição dos "princípios gerais de política de participações em sociedades" e, também, sobre "aquisições e alienações, nos casos em que aqueles princípios as condicionem à prévia autorização da assembleia geral"».2. A concentração de meios e abuso de posição dominante da PT face às outras operadoras de telecomunicações, com a integração de meios de comunicação social (TVI, rádios, etc.) e conteúdos da Media Capital.3.
O carácter pernicioso do negócio para a PT, para os seus accionistas institucionais e pequenos accionistas, e para o próprio Estado, a confirmar-se a intenção de compra e os valores referidos nos media (150 a 200 milhões de euros). A PT voltaria assim, se nada fosse interposto, por uma decisão da sua administração, liderada pelo amigo CEO Zeinal Bava, aos meios e conteúdos de media de onde tinha saído em 2005 precisamente para evitar concentração excessiva.
De acordo com notícia de Paulo Moutinho no Jornal de Negócios de 24-6-2009:«O BPI avalia os 30% da Media Capital, a empresa detentora da TVI, em menos de 100 milhões de euros, um valor substancialmente inferior ao que a operadora liderada por Zeinal Bava deverá pagar numa operação sobre a qual o Espírito Santo Research mantém uma visão “cautelosa”.»Estranha-se ainda que os media governamentalizados admitam a consumação da compra (num negócio de 150-200 milhões de euros) sem a indispensável decisão pela assembleia geral da PT...
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Não é crível que os pequenos accionistas, e accionistas de referência estrangeiros, deixem passar facilmente o negócio em assembleia geral.Por outro lado, a responsabilidade do Estado excede a sua golden share, e posição accionista, pois a PT é uma empresa estratégica para Portugal e a sua saúde financeira, num ambiente de depressão económica profunda, deve motivar uma cautela acrescida.A garantia da liberdade de expressão e a defesa das condições de realização de eleições livres e justas são preocupações que têm de ser asseguradas pelos cidadãos portugueses.
Nesse sentido, a manutenção da independência dos meios de comunicação face ao poder político, neste caso a TVI, é imprescindível.10 votesPublicado por António Balbino Caldeira em 6/24/2009 04:25:00 PM42 ComentariosTerça-feira, 23 de Junho de 2009Dead Men Walking .Imagem picada daquiDepois da sobreposição pós-eleições europeias da pele de cordeiro aos músculos de lobo feroz, abandonada rapidamente após a estreia e sem «bravos!» da plateia, nem os aplausos das frisas da alcateia temporária, vem o predador, como um zombie, ameaçar reagir à pateada.
Os olhos de carneiro mal morto são substituídos pela cólera costumeira. É tarde: o tempo não perdoa. Depois da queda no Outono, virá o Inverno gélido dos processos - e aí o caçador, já sem a imunidade do poder, vai poder ensaiar, de novo, a postura de underdog.Apesar do início da migração dos ratos e dos manifestos da undécima hora, Sócrates promete lutar. E, nele, a luta é principalmente a repressão. A sua natureza. Valia mais que perdesse com graça - morituri te salutant -, mas só conhece a raiva.Por aí, novamente a notícia cíclica da invasão de computadores de suspeitos (do quê?) e castigo penal - via (@) Portugal dos Pequeninos, via Corta-Fitas, via João Miranda.
E principalmente, mais uma tentativa de desalojar José Eduardo Moniz/Manuela Moura Guedes da TVI. Sócrates entende, e bem, que a independência da TVI face ao poder socialista é a principal força que se lhe opõe. Vamos na quarta fase da ofensiva socratina para tomar conta da TVI.A primeira fase foi tentar a substituição através do novo administrador Pina Moura: não resultou.A segunda fase foi a orquestração da condenação de Manuela Moura Guedes no 28 de Maio (!) de 2009 pela ERC e pelo Conselho Deontológico do Sindicato dos Socialistas Jornalistas (no dia seguinte, 29-5-2009), com um ataque massiço de mails da célula internética secreta (a mesma da orquestra dos insultos das caixas de comentários dos blogues de referência e de um ou outro esbirro blóguico), seguido de exploração política.
Não surtiu o efeito imediato pretendido.A terceira fase é um ataque directo, interno. Cria-se instabilidade e depois, porque não resultou, tenta-se o derrube, uma tentativa que está em curso, e que conta com a mudança na política espanhola derivada da perda das eleições europeias, intercalares, pelo PSOE. Zapatero entendeu que debaixo da animosidade entre a Prisa e o PP de Aznar, estava afinal uma aliança camuflada e, quando tomou o poder, não entendeu que fosse suficiente o contra-golpe da noite pré-eleitoral.
Por isso, fez criar um novo diário (o Público) em ataque frontal a El País e dois canais de televisão em cima dos da Prisa. Mais: ainda entrou na luta pela sucessão de Jesús de Polanco e tratou de asfixiar o grupo pela parte financeira. Porém, as condições políticas mudaram em Espanha: o PSOE perdeu as intercalares eleições europeias, a crise pode durar mais dois anos na sua fase mais aguda, o que lhe deteriorará ainda mais a base eleitoral, e a Prisa ainda dura... Estão criadas as condições para um armistício, para o qual até pode usar o contacto desavindo de Juan Luis Cebrián.
Sócrates percebeu que as condições mudaram e, pediu ajuda ao seu amigo Zapatero para exercer os maus ofícios junto de Cebrián e Prisa, com o objectivo de conseguir o bingo da substituição de José Eduardo Moniz na TVI. Simultaneamente, aventa a possibilidade de intermediar a compra choruda da TVI por algum grupo económico dependente (PT?) de forma a atenuar o passivo da Prisa em Espanha - coisa que o Expresso de 20-6-2009 adianta, intrigando, mas com algum fundo de verdade.Contudo, não havia tempo para a Prisa substituir o casal Moniz/Manuela Moura Guedes.
Os homens da Prisa sabem que não é possível ao PS reverter os 26,6% de Junho: em Outubro, o PS cairá abaixo dos 25%. Portanto, por mais que a Prisa precise do PSOE em Espanha, e Portugal seja considerado um país satélite, não era crível que, a três meses das eleições legislativas (!), a Prisa desperdice o capital de independência da TVI perante o novo poder não-socialista emergente. A não ser que queiram vender em Portugal, para entrar com dinheiro fresco na recuperação do grupo em Espanha, possibilitada agora pelo armistício com o poder socialista após a queda das eleições europeias..i, 1.ª página, 23-6-2009A quarta fase surge na sequência da alteração da circunstância da Prisa em Espanha e é anunciada hoje, 23-6-2009, na manchete de primeira página do «i»: «Portugal Telecom, Oliveira e Ongoing lutam pela TVI».
É a intermediação pelo Governo da venda da TVI por valores astronómicos a um investidor controlado pelo poder socialista. À Prisa acena com milhões para que esta financie a recuperação em Espanha, agora que a fraqueza de Zapatero leva ao armistício com o grupo económico. Aos compradores potenciais ordena a compra - na PT, ao director-geral Granadeiro e aos grupos bancários e institucionais dependentes do Estado que participam do seu capital social - ou agita financiamentos (como foi feito com a compra de meios pela Controlinveste) e subsídios para suportar a proposta patriótica de pôr a TVI em boas mãos.
Em 2005 a PT vendeu, por pressão dos accionistas e da Alta Autoridade para a Comunicação Social, a deficitária Lusomundo Media à descapitalizada Controlinveste (que apesar dos despedimentos e da dificílima situação líquida é candidata à compra da TVI...). Agora, em plena marcha para a fossa da depressão económica, a PT é candidata à compra da TVI!...
Não creio que a dependente Ongoing tenha músculo financeiro sem apoio do Estado, para a compra, e a Controlinveste ainda estará numa situação mais difícil. Portanto, se for, como parece ser, esse o caso, a PT entra na política, os seus accionistas entram na política para favorecer o Partido Socialista de José Sócrates na véspera da eleição legislativa. Será que os accionistas da PT, nomeadamente os investidores estrangeiros e os pequenos accionistas aceitam que o negócio de compra da TVI seja feito contra as condições económicas, ao arrepio da estratégia em curso na empresa e com esta urgência (governativa) sem sequer a oportunidade de uma assembleia geral?...
Com que reputação ficará a PT perante os investidores?!...Sócrates apanhou o patrão fora e julga que é dia santo na loja. Mas creio que o Presidente da República ainda tem uma palavra a dizer sobre este negócio aos dirigentes e accionistas da PT e aos investidores interessados nos subsídios de compra da TVI.Sócrates acha que a neutralização da independência da TVI lhe pode garantir ainda a recuperação para a vitória em Outubro. Na verdade, com o controlo directo da RTP e o controlo indirecto da SIC/TSF/Expresso e grupo Controlinveste, além da neutralização do Correio da Manhã (da Cofina) devido a dificuldades economico-financeiras, falta apenas dominar a TVI para se completar o domínio total dos media pelo Partido Socialista de José Sócrates.
Os socialistas socratinos lutam com todas as forças, suas e emprestadas, para se manter no poder.Porém, só um cego não vê - e não há pior que aquele que recusa - que o poder socialista está moribundo. O povo fartou-se dos treze anos de miséria económica e controlo político. Não há nada, nesta altura, que leve o povo a mudar de ideias relativamente a José Sócrates. Não há nada que o faça passar dos 26,6% das europeias para a vitória nas eleições de Outubro. Por maior que sejam o ribombar da fanfarra, mais inconformados os berros da família e esganiçados os guinchos das viúvas, estes três meses que faltam para as eleições são apenas a marcha fúnebre do poder de José Sócrates.
Mais ainda: o povo espera que o novo poder não acuda, directa ou indirectamente, com fundos públicos aos grupos de media envolvidos no serviço nojento de favorecimento do Partido Socialista de José Sócrates. A deriva financeira desses grupos não resulta apenas da depressão económica, é também a consequência do alheamento enjoativo do público. A resposta do novo poder aos grupos mediáticos colaboracionistas e aos editores de confiança do poder socratino deve ser: vão pedir ao PS que vos ajude!Este ano, o Verão está muito instável, com manhãs enevoadas, tardes tórridas e noites chuvosas. Mas depois da queda das folhas mortas no Outono, vem o inevitável Inverno dos processos. Os processos não são apenas os próprios, anunciados.
Mas também os que resultarem da auditoria geral aos negócios socialistas do Estado (os de última hora e os outros) que será realizada, por pressão popular, depois das legislativas, num ambiente político que não consentirá sentenças sistémicas (via Carlos Loureiro das Blasfémias).Não parece haver muito mais a fazer com os instrumentos habituais (e comprar um meio de comunicação independente para o virar para o seu lado não é habitual...) para inverter a situação.
Embora, eu acredite que Sócrates levará mais longe a sua estratégia de tensão. É normal os moribundos estrebucharem. E a espécie espernear. Mas é tarde também para esses. É tarde para António Costa (25,6 contra 38,6%) e de pouco lhe adiantam os movimentos de última hora na área judicial. É tarde.Dead men walking.Pós-Texto 1 (10:19 de 24-6-2009):Noticia o Público de hoje, 24-6-2009 e eu nem preciso de comentar para que os leitores se apercebam do controlo quase-total dos media (com a compra da aldeia gaulesa da TVI) na véspera das eleições legislativas e das condições de realização de eleições livres e justas:Entrada da Portugal Telecom no capital da dona da TVI pode ser anunciada ainda hojePúblico24.06.2009 - 07h36Por Ana Brito
A entrada da Portugal Telecom (PT) na Media Capital, dona da TVI, poderá ser anunciada hoje. A operadora liderada por Zeinal Bava confirmou ontem, através de comunicado ao mercado, que está em negociações com a espanhola Prisa.O objectivo é comprar 30 por cento do capital da Media Capital, disse ao PÚBLICO fonte da operadora.
Nos corredores da empresa de Queluz, já se dá mesmo o negócio por fechado e várias fontes contactadas pelo PÚBLICO afirmam que este movimento será aproveitado pelos espanhóis para substituírem o director-geral da estação, José Eduardo Moniz.Encontrado um parceiro de negócio em Portugal e estando quase certa uma parceria com a Telefónica em Espanha, a Prisa começa a ver a luz ao fundo do túnel.
A gigante espanhola, dona de títulos como El País e vista como próxima do executivo de José Luís Zapatero, atravessa a pior crise da sua história, com uma dívida que atinge os cinco mil milhões de euros. (...)Os rumores sobre a entrada da PT na Media Capital foram recorrentes nos últimos meses e muito se especulou sobre o assunto. O negócio tem tido diversas interpretações e são ainda pouco claros os benefícios que a PT retirará de uma participação que não lhe dá nem a maioria accionista, nem de gestão da Media Capital.
Apenas que a empresa liderada por Zeinal Bava poderá eventualmente beneficiar da produção de conteúdos da TVI no serviço de televisão paga Meo e futuramente na oferta de canais pagos da televisão digital terrestre (TDT), embora tenha defendido diversas vezes não estar interessada neste negócio. (...)não falta quem (...) garanta que o que aqui está em causa tem contornos políticos.«Em Espanha e Portugal, dois grandes grupos estão a ser chamados a socorrer uma importante empresa, que é dona de uma emissora de televisão com conflitos públicos com o Governo português.
O Expresso noticiou recentemente que a TVI e o director da estação, José Eduardo Moniz, foram o tema central de reuniões entre os executivos português e espanhol.O semanário escrevia ainda que o Governo não estaria disposto a facilitar a continuidade de Moniz, informação que o PÚBLICO procurou confirmar junto da Prisa e do director da TVI e que ambos se recusaram comentar.»Actualizações: este psot foi actualizado às 2:54 de 26-6-2009.
Enviado, o texto, a este blogue por um leitor, que não divulgamos por razãos deontológicas, que nos regemos.

MENTES EXCEPCIONAIS


Mentes...
por João Carvalho 30.06.09
Tem andado a circular por aí um "documento" sobre «Mentes Famosas» da História da Humanidade:
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Leonardo da Vinci – mente excepcional;
Galileu Galilei – mente extraordinária;
Isaac Newton – mente brilhante;
Albert Einstein – mente genial;
José Sócrates – mente muito.
A lista merece reparo, por um exagero que comete e que pode configurar uma injustiça para outros. É que a obra de Einstein já tem sido contestada...
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AGORA É QUE VAI SER LINDO! AI,VAI SER MESMO BONITO!

O novo sistema a ser implantado nas escolas portuguesas na próxima época.

RAMOS HORTA COM UMA BATATA QUENTE NO BOLSO


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Ciclicamente Timor Leste anda nas manchetes pelo pior, quase nunca pelo melhor ou pelo mais positivo. Desta vez por envolvimento do primeiro-ministro Xanana Gusmão em favorecimentos em empresa de sua filha, Zenilda, e também em outra de uma nora, Carminda, casada com um filho do chefe do governo timorense.
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RAMOS HORTA
...Em defesa de Xanana Gusmão disse Horta à midia australiana que “apoia plenamente o Sr. Gusmão.” Que ele “merece o benefício da dúvida”. E também que só "porque alguém se tornou presidente, tornou-se Primeiro-Ministro, se tornou um ministro, não significa que a sua família têm que ir para o desemprego, que todos têm de vender o seu negócio e parar," disse Ramos Horta......
P.S. "Quem parte e reparta se não fica com a melhor parte é tolo e não percebe da arte".