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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ALZHEIMER: " ADEQUADA TERAPIA E COMO EVITAR ESSA PRAGA DOS TREMELICÓQUES AOS VELHOS"



Foto tirada na Senior Center em Boca Raton, Flórida. É claro que nos Estados Unidos é a prática como "Como prevenir Alzheimer"
O exercício do dia foi: Mantenha sua cabeça de trabalho
Tente criar algo através de sua memória.
Faça algo que traz boas lembranças !!!!!!!!!!!!!

PORRA,PORRA NÃO DEIXAM EM PAZ O "GARANHÃO" BERLUSCONI!

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Itália PM enfrenta "julgamento imediato"

Promotores dizem que eles recolhidos indícios suficientes de que Silvio Berlusconi pagou por sexo com jovens menores de idade e ter abusado.


O primeiro-ministro Silvio Berlusconi admite que ele ajudou a lançar uma dançarina exótica [Reuters]

Procuradoria da Républica de Itália vai pedir na quarta-feira um julgamento imediato para o aguerrido primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que é acusado de pagar por sexo com uma garota de menor de idade e abusando de seu poder para encobri-lo.

O pedido, significa que a Procuradoria da República acredita que t~em provas suficientes no processo para o levar ao uma audiência, preliminar, está aumentar a pressão sobre o primeiro-ministro de 74 anos de idade, cujo governo de centro-direita está pendurado no poder por um fio.

Ministério Público de Milão Edmondo Bruti Liberati disse que tem provas suficientes de que Berlusconi pagou por sexo com um "número significativo" de mulheres jovens, incluindo uma menor de Marrocos a dançarina de "nigth club" Karima El Mahroug quando ela era menor de 18 anos de idade e ilegal a prostituição na Itália.

A Procuradoria da República, também afirmam que ele mais tarde, exerceu pressão indevida sobre a polícia depois de ter detido a El Mahroug, conhecida pelo seu nome artístico "Ruby", com alegações de roubo. Dizem que Berlusconi temia que seu relacionamento com ela seria descoberto.

Uma vez que o pedido do Ministério Público para uma avaliação imediata é submetido, o juiz terá cinco dias para decidir, embora o prazo poderá ser prorrogado por alguns dias. Se o juiz concorda com o pedido, o julgamento poderia começar dentro de alguns meses.

O declínio de popularidade

Berlusconi nega qualquer irregularidade e diz que nunca pagou por sexo. Ele diz que os promotores por motivos políticos de esquerda estão a persegui-lo e tentar destruir sua carreira.

O sexo, abuso de poder e outros escândalos vêm em um momento difícil para Berlusconi, cuja permanência no poder foi enfraquecida por uma cisão em seu partido Povo da Liberdade no ano passado, que lhe custou uma maioria segura no parlamento.

As últimas sondagens de opinião mostram que o inquérito tenha danificado Berlusconi, mas não emitiu um golpe de nocaute. Uma pesquisa publicada no Corriere della Sera na segunda-feira disse que apenas 34 por cento dos entrevistados achava que o magnata da mídia devem permanecer como primeiro-ministro.

Ainda assim, a maioria das pesquisas dizem que sua coaligação de centro-direita ainda é provável ganhar uma eleição, antecipada, a menos que uma oposição dividida, que vão desde ex-neo-fascistas radicais leftwingers, conseguiu apresentar uma frente unida.

"Sobrinha de Mubarak"

Escutas vazadas do inquérito ter sido espirrado sobre a mídia com referências a pacotes de dinheiro, falar de sexo, jogos e dons que aspirantes a atrizes teria recebido depois de participar em festas na casa de Berlusconi.

Berlusconi equipe de defesa apresentou provas de dezenas de pessoas dizendo que as partes foram normais ", jantares de convívio."

Quanto às alegações de abuso de poder, Berlusconi reconheceu fazendo uma chamada à polícia em nome de El Mahroug, dizendo que ele tinha sido dito que a Ruby era sobrinha do presidente egípcio Hosni Mubarak. Seus advogados argumentam que ele não fez nada impróprio e estava apenas tentando evitar uma crise diplomática potencialmente embaraçosas.

Se for aprovado, o pedido de Berlusconi a julgamento é susceptível de desencadear uma longa batalha jurídica, como seus advogados dizem que a Procuradoria de Milão não tem direito de presidir o caso.

Berlusconi já enfrenta a retomada de três tentativas de corrupção e de fraude fiscal no mês seguinte, depois de Suprema Corte da Itália derrubou a imunidade automática da acusação que ele gozava, graças a uma lei aprovada pelo seu governo.

A VERGONHA DOS GENERAIS COM UM PAÍS EM CRISE.


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Mais de dez Generais!!!
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Não reencaminho como recebi pois tenho a acrescentar que quando o meu Pai foi Comandante Geral da GNR( até Abril de 74) havia apenas dois Oficiais Generais em serviço nessa Força Militarizada ( O Comandante Geral-General e o 2º Comandante Geral-Brigadeiro). Será preciso acrescentar algo mais? Quem é que vai nisto? O Governo, o Ministro do Interior, o Chefe do Estado Maior do Exército? .
Reencaminho conforme recebi.Acrescento somente que a GNR tem mais de 10 (DEZ) Generais no seu activo.
Não há Orçamento do Estado que aguente tanto desmando.
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A VERGONHA DOS GENERAIS COM UM PAÍS EM CRISE.
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Haja alguém que queira por mão nisto!!!
Mourato Nunes, oficial superior do Exército que esteve à frente da GNR durante cinco anos, tendo saído em Maio de 2008, não vê "qual é o problema" e acha que o caso devia ser "motivo de orgulho para a GNR"
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DN: "o militar em causa foi autorizado a este exercício de funções em regime de mobilidade interna" pelo período de um ano. Indignação Afinal o Sr. General para se movimentar em Portugal necessita de condutor pago pela GNR! Por isso é que os Dignos Generais gostam de vir terminar a sua carreira à GNR, para eles é a Quinta onde se colhem bons frutos, mesmo depois de a deixar.
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E as viúvas dos nossos dignos militares mortos em serviço ou por causa deste?
E, os nossos homens incapacitados por motivo de serviço?
E, os filhos que ficaram sem o sustento e o pilar da sua sustentabilidade?
E aos Homens e Mulheres que durante anos e cada vez são precisos mais, serviram a Guarda Nacional Republicana!
Sim a todos estes o que se lhes dá?
Nada, pois a estes não se lhe é reconhecido conveniência para o interesse público, esse interesse só existiu enquanto o Homem foi cobrador de impostos, fonte de receita, foi cozinheiro, foi sapateiro, foi correeiro, foi mecânico, foi carpinteiro, foi electricista, foi marceneiro, foi um pouco de tudo e terminou não sendo nada, em comparação com as regalias de alguns que apenas por aqui passaram 5 anos e têm o que se sabe, fora o que não se sabe.
E ainda se diz; “qual é o problema, ainda deviam era ter orgulho”
O problema é que presunção e água benta cada um toma a que quer, Sr. General.
Orgulho sente quem serve esta Força de Segurança mais de 30 anos e não se serve dela.E, só mais uma coisa, a monarquia e a nobreza acabaram em Portugal, por isso, Sr. General, tenha humildade e vergonha na cara!!!
E assim vale a pena, ser tropa em Portugal é que não é só motorista, o mesmo também aufere, fora a reforma mais 1500 euros mensais de despesas de representação e a sua filha um rico emprego, será que este País está em crise?
GNR paga motorista particular a ex-comandante geral
Oficiais e associações estão indignados e querem explicações do actual chefe máximo da GNR, Nelson Santos, que autorizou.
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O anterior Comandante-geral da GNR, tenente-general Mourato Nunes, tem um militar pago por esta força de segurança ao seu serviço como motorista particular. Mourato Nunes, oficial superior do Exército que esteve à frente da GNR durante cinco anos, tendo saído em Maio de 2008, não vê "qual é o problema" e acha que o caso devia ser "motivo de orgulho para a GNR" (ver caixa).
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Em Janeiro deste ano, Mourato tomou posse como director--geral do Instituto Geográfico Português (IGP) e foi nesta qualidade que requereu ao actual comandante-geral, General Nelson Santos, que lhe cedesse um militar para seu condutor. De acordo com um despacho de Nelson Santos, ao que o DN teve acesso, datado de Fevereiro de 2010, "foi autorizado o exercício de funções, em regime de mobilidade interna, do cabo José António Mendes Matos Alves, no IGP (...) com data reportada a Janeiro de 2010, mantendo-se a responsabilidade da Guarda pelo pagamento do militar".
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O despacho enquadra legalmente a situação na Lei 12/A, que estabelece os regimes de vinculação dos funcionários públicos, segundo a qual estas autorizações podem ser concedidas por "conveniência para o interesse público", que deve estar "devidamente fundamentado", mas as associações da GNR desconhecem e duvidam que possa haver qualquer justificação para esta cedência.
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Os oficiais, pela voz do seu dirigente associativo, sublinham que "os efectivos já são escassos e um militar da guarda deve estar afecto prioritariamente à actividade operacional ou em seu apoio". Para o major José Dias, "só se justificaria a colocação de um militar nestas funções por razões de segurança, se se verificasse alguma ameaça".
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No entanto, lembra, "nesse caso competiria ao Corpo de Segurança Pessoal da PSP, que tem a exclusividade da segurança pessoal, destacar um elemento, e não à GNR". Este oficial defende ainda que, quando os militares são requisitados, "deve ser o organismo que os requisita a pagar e não a Guarda".
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Os dirigentes das duas maiores associações profissionais desta força estão indignados. "Numa instituição carente de pessoal e tratando-se de um agente de autoridade, com estatuto de polícia criminal, uma situação destas só se justifica à luz de interesse público, e desconhecemos qual possa ser neste caso", afiança José Manajeiro, da Associação de Profissionais da Guarda.
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"É com grande preocupação que vamos tendo conhecimento desta e de outras requisições, pois prejudica o trabalho dos homens que estão ao serviço nos postos, pois quantos mais estiverem destacados neste tipo de serviço, menos há para a segurança dos cidadãos", acrescenta: O dirigente da Associação Socioprofissional Independente da Guarda, José Alho, ironiza: "assim vai este País... que permite que um general na reserva tenha um motorista à conta do erário público"
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O porta-voz oficial do comando-geral da GNR é lacónico no esclarecimento enviado ao DN: "o militar em causa foi autorizado a este exercício de funções em regime de mobilidade interna" pelo período de um ano.
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Indignação
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1656802
Despacho n.º 26123/2009
Mantendo -se na dependência directa do meu Gabinete o Secretariado para a Cooperação entre os Países de Língua Portuguesa em Matéria de Segurança Pública, determino, ao abrigo do disposto nos n.os 3 e 4 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, que seja abonado ao seu dirigente máximo, tenente -general Carlos Manuel Mourato Nunes, um suplemento mensal por despesas de representação do montante de € 1500.
O presente despacho produz efeitos desde 26 de Outubro de 2009.
9 de Novembro de 2009. — O Ministro da Administração Interna, Rui Carlos Pereira.
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28.6.10MOURATO NUNES
Diário da República, 2.ª série -- N.º 87 -- 5 de Maio de 2010 23815
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
Gabinete do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar
Despacho n.º 7888/2010
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1 -- Nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 2.º e do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio a licenciada Ana Margarida Mendonça Mourato Nunes, técnica superior do mapa de pessoal do Instituto Geográfico Português, para exercer funções de assessora do meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através de acordo de cedência de interesse público, ao abrigo do disposto no artigo 22.º do Decreto -Lei n.º 69 -A/2009, de 24 de Março.
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2 -- A nomeada auferirá a remuneração mensal estabelecida para o cargo de adjunto, incluindo o abono para as despesas de representação, acrescido dos respectivos subsídios de férias, de Natal e de refeição.
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3 -- O presente despacho de nomeação produz efeitos a partir de 1 de Maio de 2010.
8 de Abril de 2010. -- O Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar,
Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos

PORCA MISÉRIA...UM PÂNDEGO SAI DE CASA DE CARRO,FICA SEM ELE, NA RUA E SEGUE NO PÉ"

Plataforma electrónica entre DGCI, PSP e GNR


Penhora de automóveis tem novo sistema de apreensão “em tempo real”

08.02.2011 - 18:45 Por Pedro Crisóstomo - Público

O sistema de penhoras da Direcção Geral dos Impostos (DGCI) tem uma nova plataforma para facilitar a apreensão de veículos penhorados aos proprietários com dívidas em execução fiscal. A partir de agora, a PSP e a GNR passarão a saber em tempo real quais os veículos a remover das ruas.

Remoção dos veículos vai ser efectuada logo que os automóveis sejam identificados na via pública


(Fábio Teixeira)

A gestão da informação entre a DGCI, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) vai ser feita via electrónica, permitindo às forças policiais conhecer a lista dos veículos que devem remover, o local para onde deverão ser levados e onde serão posteriormente leiloados.

Embora seja uma situação de “recurso de última instância”, o sistema vai permitir que, num mês, a Direcção Geral dos
Impostos possa efectuar a penhora, o registo e a venda do veículo apreendido, explica o Ministério das Finanças em comunicado.

Caso os devedores da lista cumpram o pagamento entretanto, o sistema comunica o cancelamento do pedido de apreensão “imediatamente e em tempo real”, segundo asseguram as Finanças.

No caso da apreensão, logo que o automóvel seja detectado na via pública é levado pelas forças da PSP, da GNR ou de outras entidades reconhecidas pelas autoridades para o efeito. Antes de ir a leilão, será ainda dada possibilidade aos devedores de efectuarem o pagamento dos montantes em dívida. Nessa circunstância, o veículo é libertado.

A medida dirige-se “em especial” aos devedores que possuem “património ou rendimentos suficientes” para pagar as dívidas, mas que “persistem em não regularizar a sua situação tributária”.

DR.MANUEL SOBRINHO SIMÕES: A OPINIÃO DE UM PORTUGUÊS INTELIGENTE

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A opinião de um português inteligente (Dr. Manuel Sobrinho Simões)
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Vale a pena ler e talvez.....aprender..
E como este há muitos mais. O problema é que, por uma razão para mim misteriosa, não são eles qu
e estão nos lugares de poder e decisão. Para aí, alcandoraram-se os incompetentes, os pouco honestos e os ignorantes das matérias que são chamados a tutelar. E o povo não se importa...
A opinião de um português inteligente
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O empobrecimento das famílias entristece-o. A desgovernação do país tira-o do sério. Manuel Sobrinho Simões, médico, investigador e professor universitário, diz que Portugal continua a ser vítima do conflito de interesses que grassa entre as conveniências dos partidos e dos políticos e as necessidades do país e dos portugueses. Uma análise interessada para ajudar a sair da crise e a permanecer no euro. Nem que tenhamos de fazer o pino.
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_Em três semanas tivemos quatro dias de descanso extra. Ele foi a tolerância de ponto para Lisboa, a greve geral, um feriado civil e na próxima quarta-feira teremos um religioso. Como é que avalia a nossa relação com o trabalho?
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No nosso país, uma pessoa que trabalhe todos os dias e que tenha de assinar ponto é visto como um falhado. Quando me tornei professor catedrático até os meus amigos de Arouca ficaram decepcionados quando perceberam que a minha vida ia continuar a fazer-se das mesmas rotinas. E mais recentemente, no Hospital de São João (Porto), a maior parte dos professores da Faculdade de Medicina foram contra a fiscalização do horário de trabalho dos médicos através da leitura da impressão digital - o dedómetro - mas eu fui a favor.
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É humilhante? É. Sobretudo para quem tem funções de direcção. Mas tem de ser assim, porque infelizmente muitos de nós não cumprimos. Caricaturando a coisa, pode dizer-se que em Portugal só quem não sabe fazer mais nada é que trabalha, isto é, tem uma rotina, cumpre horários, produz e presta contas. _Esses traços são distintivos só dos portugueses?
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Não, este problema não é só nosso. A Europa conseguiu garantir boas condições de vida aos seus cidadãos à custa da exploração dos povos e dos países da Ásia, da América Latina e de África. Uma boa parte do Estado Providência assentou na exploração das matérias-primas e do trabalho daqueles países. Com o aparecimento de economias emergentes muito competitivas e a deslocalização das fábricas, a Europa começou a criar menos riqueza e as dificuldades em conseguir manter o chamado estado social começaram a aparecer. Não é por acaso que a França tem de mudar a idade da reforma. É um sintoma.
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_Prenúncio do fim do Estado social?
Com o crescimento da Índia, da China e do Brasil, a Europa ressentiu-se e as pessoas começaram a perceber que vão ter de mudar de vida, que o tempo das mordomias já passou.
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_Mas para nós, portugueses, esse tempo mal começou...
Pois é, mas para nós vai ser ainda pior. Os portugueses, além de europeus, são culturalmente mediterrânicos, o que não nos afasta muito dos gregos, dos italianos e dos espanhóis do Sul, com todas as influências que são ditadas pela geografia, pelo clima e pela religião. Sermos judaico-cristãos é muito diferente de sermos calvinistas e protestantes. Além disso nunca corremos o risco de morrer de frio e estamos na periferia, não tivemos guerras e ninguém nos chateou. Na verdade, somos muito individualistas e estamos mais próximos dos norte-africanos do que dos povos do Norte da Europa. Somos um país mais mediterrânico do que atlântico, com todas as implicações que isso tem até na nossa produtividade.
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_Então a diferença entre nós e o resto da Europa, sobretudo os nórdicos, não está nos genes?
Claro que não. A diferença entre nós e os nórdicos não está nos genes, é fruto da cultura e da educação, da geografia, do clima e da religião. Eles tinham frio, era-lhes difícil cultivar cereais e não tinham vinho. Para sobreviverem tiveram de estimular a inovação e a cooperação. Ao contrário de nós, que tínhamos um bom clima, uma agricultura fértil e peixe com fartura. E depois tivemos África, a seguir o Brasil e logo os emigrantes. Não precisámos de nos organizar e não precisámos de nos esforçar. Não era preciso. Não planeávamos, desenrascávamos. Continuamos assim, gostamos de resolver catástrofes.
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_É sindicalizado?
Não.
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_Fez greve?
Sim, eu e a maioria dos professores de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina. Fizemos greve e estamos furiosos mas assegurámos o serviço no hospital e demos aulas na Faculdade, onde também não faltámos por causa dos alunos. É uma questão de respeito.
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_Estão furiosos com quê?
Com a desgovernação. Não é só com a desgovernação do actual governo, é com o desnorte dos últimos vinte e tal anos. O que nos está a acontecer não resulta apenas da desorientação dos últimos dois anos, já há muito que gastamos acima do que podíamos e devíamos. E o mais grave é que demos sinais errados às pessoas. Agora, vamos ter de evoluir de novo para uma sociedade com capacidade de produção real, com agricultura e pesca.
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_Mas todos temos na memória os subsídios que foram concedidos aos agricultores para não produzirem.
Foi terrível. E para piorar as coisas, muitos ficaram deprimidíssimos e frequentemente alcoólicos. Destruíram as vinhas, a sua âncora, que lhes dava prestígio e dignidade pessoal nas suas comunidades, e começaram a passar os dias na taberna. Isto aconteceu em todo o Minho. E no Alentejo também.
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_Podemos dizer que o nosso super-Estado tem descurado as necessidades reais dos cidadãos e da sociedade?
Desde o tempo do Dr. Salazar que o Estado faz questão de proteger os seus e nós temos aprovado esse amparo. Mas os nossos cidadãos não têm grandes conhecimentos e perguntam pouco, até temos aquela afirmação extraordinária que é «se não sabes porque perguntas?». Ora quando temos dúvidas é que devemos perguntar. Por estas e por outras, nas últimas décadas, dominado por ciclos eleitorais curtos, o Estado passou a viver acima das suas possibilidades e a substituir-se à realidade. E, de repente, a realidade caiu em cima do povo.
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_Os portugueses têm razões para se sentirem enganados ou não quiseram ver a realidade?
As duas são verdade. Podemos ofuscar o real durante algum tempo, mas não para sempre. As imagens da Grécia, com reformas aos 55 anos ou até mais cedo para as chamadas profissões de desgaste rápido, permitiram-nos perceber que se eles tinham entrado em colapso também nós corríamos o risco de vir a acontecer-nos o mesmo. Até essa altura, creio que muitas pessoas acreditavam, lá no seu íntimo, que nem os países, nem a segurança social, nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem as câmaras municipais podiam entrar em bancarrota. Agora já perceberam que isto pode mesmo entrar em ruptura. Para já reduziram até dez por cento o ordenado dos funcionários públicos, mas no ano que vem pode vir a ser necessário chegar aos vinte por cento. E que é que adianta andar a papaguear que é inconstitucional e que mexe com os direitos adquiridos? Se não há dinheiro o que é que se faz? Esta questão é que tem de ser respondida.
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_Não há dinheiro para o Estado social mas tem havido para obras e infra-estruturas. O que pensa disto?
Eu não sei o suficiente para perceber quando é que é necessário um novo aeroporto em Lisboa ou em Beja. Mas como sou um prático, penso que se não é preciso no imediato e temos falta de dinheiro, então temos de investir na criação de riqueza e de emprego e não em obras que têm um retorno mais longínquo.
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_Não quer um TGV para o Porto?
Eu não. O que quero é que a TAP faça voos mais baratos. Um bilhete Porto-Lisboa-Porto custa 283 euros, o mesmo que gasto para ir a Oslo. O comboio que temos, o Alfa e o Intercidades, já é muito cómodo mas para ir a Lisboa não é prático, ou nos levantamos de madrugada ou perdemos metade de um dia. O que também necessitamos é de nos ligar à Galiza com mais eficiência porque o aeroporto do Porto tem condições para ser o grande aeroporto do Noroeste peninsular.
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_Se fosse governante imagina-se a discutir tantas vezes os mesmos assuntos?
Não. Falta-me experiência política, não tenho treino de negociação. Mas assusta-me saber que há tantas dúvidas sobre investimentos monstruosos. Não consigo perceber porque se continua a discutir a ligação de Lisboa a Madrid por TGV quando aquilo não tem hipótese nenhuma de ser sustentável.
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_Os impactes da crise económico-financeira foram durante muito tempo menosprezados pelos governantes. O que pensa disso?
O que senti e sinto é que se não fosse este governo, se fosse outro, teria sido exactamente a mesma coisa. Temos uma crise económico-financeira, mas também temos uma crise de líderes - os políticos portugueses gritam muito contra o estado das coisas e, depois, para ganharem eleições adoptam um discurso demasiado optimista. A primeira coisa que todos os que venceram eleições nos últimos anos fizeram foi, uma vez eleitos, dizer que isto estava uma tragédia. E toda a gente sabe que a maquilhagem do défice foi feita à custa de receitas extraordinárias quer por governos do PS quer do PSD.
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_Somos ingovernáveis?
Os nossos líderes e os seus partidos vivem mais para ganhar eleições do que para servir o país e os interesses da nação. Na administração pública até os directores-gerais cessam funções quando há mudança de governo. Ora é óbvio que, assim, qualquer um quer que o seu partido continue no governo, se não corre o risco de ir para a rua. O nosso individualismo militante e a fragilidade organizativa contribuem também para a ingovernabilidade.
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_O Estado é refém da administração pública?
O Estado deixou desenvolver, no seu seio, várias corporações, cada uma mais egoísta do que a outra - juízes, médicos, professores, militares, etc. Além disto, partidarizou a administração pública e passou a fazer concessões despudoradas aos chamados novos poderes, aos construtores, à banca, à comunicação social. Isto já não é culpa do Dr. Salazar.
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_O FMI vem aí?
Todos os tipos em quem eu confio dizem que sim, por isso acredito que sim, que está no vir. Ainda há dias estive numa reunião com João Cravinho, António Barreto e Rui Rio e esse foi um dos temas da conversa. A conclusão foi de que a vinda do FMI será provavelmente inevitável.
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_Sente o orgulho beliscado por ter de ser o FMI a pôr ordem na nossa casa?
Não, de todo. Mas não sei o suficiente de economia para perceber o que é que a intervenção do FMI vai implicar. Vão mudar o sistema das reformas, as pensões, os impostos? Nós já temos uma carga fiscal enorme, tenho assistido com muita tristeza ao empobrecimento da classe média portuguesa. Se a intervenção do FMI empobrecer ainda mais a nossa classe média e as famílias mais desfavorecidos ficarei muito triste.
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_Pensa que esta crise vai ser pior do que as outras?
Penso, infelizmente sim. E quando ouço os economistas falarem ainda fico espantado. Como é que eles não se aperceberam de que aumentando progressivamente o défice tínhamos uma receita para o desastre? Sei que vamos ter de mudar de vida. Se tivermos de o fazer num contexto de protecção da Europa e do euro prefiro a solução FMI a ter de saltar do euro e ir para soluções do domínio da magia, com a desvalorização da moeda, altivos e sós.
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_Afirmou várias vezes que o que de melhor nos aconteceu foi a entrada no euro. Foi uma oportunidade perdida?
Foi uma oportunidade muito mal aproveitada, mas teria sido muito pior para o país e para os portugueses se não tivéssemos entrado. Desbaratámos as vantagens da entrada no euro sem que os cidadãos tenham sido alertados para as fragilidades que vieram com a moeda única. Limitámo-nos a ser os recipientes líquidos de uma quantidade enorme de dinheiro em vez de aproveitar esses fundos para desenvolver e inovar. Não é por acaso que temos automóveis de luxo, iates e terceiras casas numa quantidade que é obscena relativamente ao nível de vida da população. Ainda assim, defendo que, se for preciso, devemos fazer o pino para nos mantermos no euro. Prefiro ficar sob o domínio da Europa do que ficar apenas entregue aos jogos políticos portugueses. Estamos na pontinha da Europa, se isso acontecesse, connosco sozinhos e em roda livre, seria mortal.
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_Acha que os países europeus mais fortes, nomeadamente a Alemanha, vão continuar a tolerar os nossos esquemas?
Não. Vão ser implacáveis porque é a Europa e o projecto União Europeia que estão em causa. Este ano, só a Índia vai pôr no mercado mais engenheiros do que todos os 27 países da Europa. O que é que a França ou a Alemanha representam na competição com a Índia? As pessoas não têm consciência da nossa dimensão. Eu dou aulas na China, em Chengchow, uma cidade que ninguém conhece a sul do rio Amarelo, na província de Henan, onde fica o templo de Shaolin.
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Só esta província tem cem milhões de habitantes e a cidade de Chengchow tem sete milhões. É outra escala. O campus universitário de Chengchow, onde estão sempre uns guardas de metralhadora em riste, é simplesmente enorme. Os hospitais não são apenas maiores, são melhores do que o São João, aqui no Porto, ou o Santa Maria, em Lisboa. Não estamos a falar de Xangai, de Hong Kong ou de Pequim, essas são cidades extraordinárias. Estamos a falar de uma cidade de que não se ouve falar mas que tem uma universidade que é uma coisa de um mundo que já não é o nosso. Isto para dizer que a Europa ou se enxerga ou desaparece.
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_O estado a que isto chegou era evitável?
Fomos sempre muito bons a avaliar meios, mas nunca quisemos avaliar os resultados. Nos hospitais vejo muita gente preocupada em discutir o número dos médicos, enfermeiros, consultas e exames realizados. E não se discute o mais importante que é a frequência das complicações e da mortalidade dos doentes, os reinternamentos, a sobrevida dos doentes com cancro aos 5 anos, etc. O que precisamos de conhecer é a quantidade e a qualidade de vida dos doentes que são tratados em cada um dos nossos hospitais, mais do que avaliar os meios. O mesmo sobre os blindados da PSP. Não quero saber se comprámos dois ou seis. O que precisamos de saber é como e quanto é que a eficiência da PSP aumenta com os ditos blindados. Nós fugimos aos «finalmente». Não temos cultura de avaliação.
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_Entretanto as universidades formaram muitos jovens. Eles não têm lugar em Portugal?
Pois não. Nesta altura não há espaço para os jovens. Os muito bons vão logo para fora e os outros também vão, ou como bolseiros ou já como profissionais. E eu acho que é uma boa solução para o país - por exemplo, entre enfermeiros, médicos e médicos dentistas temos uma leva de emigrantes diferenciados em Inglaterra de que nos devemos orgulhar.
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_Precisamos dos povos do Sul ou temos de rumar para sul?
África oferece imensas oportunidades mas ainda tem problemas com a segurança, a política, a organização. Há muitas oportunidades de negócio no retalho, na construção, nas energias, até na saúde, um sector que não tem um retorno tão imediato mas que também é rendível e socialmente muito importante. A América do Sul também é um destino a equacionar, embora os estados do Sul do Brasil sejam muito desenvolvidos e também tenham jovens com muito boa formação universitária.
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_Se fosse governante o que é que mudava?
Melhorava a educação, mas fazia-o com seriedade. Temos os miúdos na escola, e bem, mas não acautelámos a qualidade do ensino. Vejam-se os resultados dos estudos PISA, onde os nossos alunos, comparados com outros da mesma idade e de outros países da OCDE, revelam competências muito baixas nos conhecimentos da língua materna, da matemática e das ciências, três instrumentos básicos. Isto é um problema gravíssimo.
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_Defraudámos as expectativas das famílias?
Completamente. Há muitas famílias cujos pais fizeram sacrifícios enormes para custear os estudos dos filhos, inscritos em universidades privadas e em cursos que não têm saída. As pessoas não entendem. Disseram-lhes que o diploma era importante. Por outro lado, não faz sentido que tenhamos 28 cursos de arquitectura em Portugal. E outros tantos de tecnologias da saúde. Aqui no Porto, em instituições privadas, os enfermeiros estão a ganhar cerca de quatro euros por hora.
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_Já os seus alunos têm boas perspectivas, pois faltam médicos.
Os alunos de medicina também estão assustados com o futuro. Já não sabem se vão poder fazer a especialidade que gostariam, ou se serão forçados a adaptar-se às vagas que existirem e às condições de trabalho e de remuneração que lhes forem impostas.
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_O SNS está ameaçado?
Em termos de sustentabilidade, está. Mas o último relatório do Tribunal de Contas vem dizer que as soluções de gestão que foram introduzidas nos hospitais-empresa, muitas vezes à revelia dos profissionais, não funcionaram. A saúde é um bem imaterial, não é um bem que se venda a retalho. Como a educação. Os serviços assistenciais também vivem da manutenção do respeito pelos pares, e as hierarquias não são apenas funcionais, são também de competência.
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_Ainda defende a regionalização?
Sim.
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_E não teme que sirva sobretudo para criar mais uma casta de burocratas?
Defendo-a mas confesso que tenho muito medo, precisamente por causa disso.
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_E defende a criação de mais estruturas, para além das que existem?
Não, isso não. Para já defendo que se avance com as regiões que temos e à experiência, com líderes e profissionais que já deram provas e sem cargos de confiança política. As regiões precisam de autonomia e não podem ser extensões de outros poderes. Sou a favor da regionalização dos serviços de saúde e de ensino, incluindo as universidades.
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_Com a crise corremos o risco de nos tornar um país mais desigual?
Em relação à Europa já somos dos piores e agora a desigualdade vai agravar-se. Quer o número de pobres, quer a diferença entre eles e os muito ricos, não cessam de aumentar. Vamos ter de criar alguns mecanismos de suporte para ajudar as pessoas que estão aflitas e eu tendo a valorizar os mecanismos da sociedade civil, por exemplo o papel das misericórdias. A filantropia social está desaproveitada - há muito boa gente com competências, vontade e redes sociais a funcionarem bem. Não podemos deixar pessoas morrer à fome e ao frio e não podemos deixar de dar leite às crianças.
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_Taxar mais a riqueza pode fazer parte da solução?
Taxar mais a riqueza não resolve nada, primeiro porque calculo que os poucos milhares de muito ricos que temos em Portugal não têm cá a massa e, se tiverem, não serão facilmente taxáveis. Mais impostos também não. Para aumentar a produtividade temos de ser mais competitivos e receio que, a curto prazo, com ou sem FMI, tenhamos de baixar ainda mais os salários. Uma coisa é certa: temos de pagar as nossas dívidas porque se não o fizermos ninguém nos empresta dinheiro.
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_Contacta com muitos cientistas e investigadores estrangeiros. Como é que eles nos vêem?
Na ciência não há grandes diferenças entre nós e eles. Em algumas especialidades médicas também não. Por exemplo, os patologistas que conheço têm vidas muito parecidas com a minha, não há grandes diferenças sociais. Já um reumatologista ou um cirurgião português que tenha actividade privada ganha bastante mais do que um colega do centro da Europa.
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_E na sociedade?
Na sociedade há bastantes diferenças. Nós não fomos eficientes em criar riqueza, nem conseguimos deixar de gastar mais do que produzimos. Há mais de trinta anos que vou com frequência à Noruega e lembro-me de eles serem relativamente pobres quando nós éramos razoavelmente ricos. Um médico norueguês vivia pior do que um médico português, um advogado também. Nunca conheci um casal norueguês da classe média que tivesse dois carros e muito menos uma empregada de limpeza. Eles agora vivem com algum conforto mas nunca gastaram mais do que aquilo que produzem. As receitas das reservas de petróleo e de gás estão aplicadas num Fundo, não estão a ser gastas e muito menos ao desbarato.
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_Enquanto nós desperdiçamos o que pedimos emprestado...
Nós somos mal governados em parte por culpa própria, em parte pela escassez de líderes exemplares. Gosto muito dos países nórdicos, aprendi imenso lá, toda a minha família aprendeu. Na Noruega, na Suécia, na Finlândia, não corremos o risco de ser atropelados quando atravessamos a rua. Eles quando bebem não conduzem, vão para casa de táxi. E um ou outro que o faça é alvo de medidas sérias de repreensão económica e social e vai para a prisão. Nos países nórdicos, o exemplo conta e quem não é exemplar é punido socialmente.
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_Os portugueses são condescendentes?
Pior, nós admiramos o sucesso do aldrabão. Em Portugal não há censura social para a esperteza saloia nem para a corrupção a que passámos a chamar informalidade. Pelo contrário, admiramos os esquemas, os expedientes. Vivemos deles.
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_Mas depois queixamo-nos.
A nossa tragédia é que somos um povo pré-moderno. Não perguntamos, não responsabilizamos, não exigimos nem prestamos contas. Não temos a literacia nem a numeracia necessárias. Outro problema é a falta de transparência, a opacidade. Olhe o que se passou com o BPP e com o BPN, histórias tão mal contadas.
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_A evasão e a fraude fiscal são duas das grandes marcas nacionais. A corrupção é outro crime sem castigo. Não metemos ninguém na cadeia, deixamos os problemas eternizarem-se sem punições, mas também não recompensamos ninguém. O Estado é burocrático, não nos deixa avançar, mas dá-nos segurança. A nossa tradição é empurrar os problemas com a barriga esperando que se resolvam por si. Quando as coisas dão para o torto somos injustos ou por excesso ou por defeito. Quem tem muito poder económico pode recorrer a expedientes e a mecanismos dilatórios que são usados de maneira desproporcionada. Quem não tem esse poder é totalmente vulnerável. Somos demasiado tolerantes, somos condescendentes, no mau sentido, aderimos mais ao tipo que viola a lei do que ao polícia. Temos afecto pelo fulano que faz umas pequenas aldrabices, admiramos secretamente os grandes aldrabões, não punimos os prevaricadores. Na verdade somos contra a autoridade.
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_Tem 63 anos e é funcionário público. Já meteu os papéis para a reforma?
Não, não sei fazer mais nada além de trabalhar. E fui sempre funcionário público, não me imagino a trabalhar numa actividade privada. O meu pavor é pensar que um dia talvez não possa trabalhar. Às vezes sinto-me um pouco desconfortável por ter de responder a tantas solicitações burocráticas no dia-a-dia, mas pior será quando deixar de trabalhar.
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_Continua a ser leitor compulsivo de jornais?
Fico nervoso se não tiver jornais. Leio muitos, sobretudo semanários e estrangeiros. Infelizmente gasto cada vez mais horas diárias a ler revistas científicas. Não tenho tempo para ler literatura de novo isto é, quase só releio. A falta de tempo é o meu maior problema.
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_O que é que o faz perder a paciência?
A irresponsabilidade e a incompetência, não sei o que é pior. Sou um exaltado mas já não tenho idade para fazer fitas. Disfarço melhor, mas se sou apanhado de surpresa é tramado.
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_E o que é que o faz dar uma boa gargalhada?
Sorrio mais do que rio e acho uma graça especial aos meus netos. BI
Médico, investigador, professor, contador de histórias. O Norte e o Porto são o seu território, o Hospital de São João e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a sua casa, o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular) a sua ilha. Uma ilha que está ligada aos cinco continentes através da ciência e do ensino. Manuel Sobrinho Simões, 63 anos, prémio Pessoa em 2002, recebeu muitas outras distinções nacionais e internacionais e é um dos mais consagrados peritos do mundo em oncologia, sobretudo em cancro da tiróide. Sobrinho Simões é um português ao serviço da humanidade.

A VACA (REGABOFE) DO ORÇAMENTO DAS ILHAS DOS AÇORES


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JORNAL CORREIO DOS AÇORES (3Dez10) e AS DESPESAS DA REGIÃO (Açores)

TODA A VERDADE

Esta Região, como está estruturada político-administrativamente, não é sustentável. Os nossos políticos usam um discurso fantasioso, irreal, que ilude os cidadãos, e que importa desvendar e desmontar. Para que todos saibamos o que somos, onde estamos e para onde vamos.
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A Região Autónoma dos Açores é uma pequena região insular com apenas 245.000 almas. Mas esta pequena região criou e mantém uma máquina administrativa regional que hoje é um verdadeiro monstro que custa anualmente mais de 600 milhões de euros, perfeitamente desajustada à sua população e ao seu nível de desenvolvimento. Só para as despesas com pessoal gasta a Região mais de 300 milhões. As receitas próprias desta Região nem sequer conseguem financiar esta máquina que aqui funciona (apenascobrem 88% das despesas).
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Para financiar 12% da máquina e ainda o Plano anual de investimentos os Açores dependem de fontes exernas. Vivemos portanto de transferências do exterior : do Orçamento de Estado e da União Europeia. Transferências de fundos é, portanto o "negócio" da Região, ou seja, a sua sobrevivência económica. Mas os nossos políticos e governantes falam como se não existisse esta tremenda dependência do exterior.
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Mais de 600 milhões representa 2.500€ por cada Açoriano gastos na máquina administrativa e governativa. É muito dinheiro. É insustentável. E é preciso assumir isto com verdade e determinação para alterar. Perdeu-se recentemente uma excelente oportunidade aquando da discussão do Plano e Orçamento para 2011 para se colocar este assunto na agenda política.
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Nem o governo, nem o partido que o suporta, nem a oposição abordaram esta questão fulcral para a nossa sobrevivência económica. A solução para este despesismo de 600 milhões é emagrecer quanto antes esta monstruosa máquina. E compete essencialmente ao governo e também à Assembleia Legislativa Regional propor os cortes necessários para redução desta despesa.
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Porque se assim não for outros farão por nós, pela via da redução das transferências. Ou acham que o FMI e a UE vão permitir que se gaste, numa conjuntura tão difícil e adversa, 600 milhões numa administração regional para 245.000 almas? Quando o país porventura vai ter de fazer ainda mais cortes na despesa? Acham que é defensável? Não será mais adequado antecipar este cenário de cortes das tranferências e fazer trabalho de casa sério no sentido de cortar a despesa?
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Acham que vai ser possível manter uma Assembleia Legislativa Regional com 57 deputados e que custa mais de 12 milhões por ano para representar 245.000 almas? E acham que vai ser possível manter uma estrutura governativa com 12 secretários, e seus gabinetes de secretárias particulares, motoristas, adjuntos, acessores, directores regionais e chefes de gabinete? Acham que é aceitável que o Gabinete do Presidente do Governo e Secretaria-Geral gastem 4 milhões por ano?
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E que o Gabinete do Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos gaste mais de 11 milhões por ano? E que o Gabinete do Secretário Regional da Economia gaste quase 3 milhões por ano? E ainda que o Gabinete da Secretária Regional Trabalho e da Solidariedade Social gaste 2,6 milhões por ano? Acham que a chanceler Ângela Merckel vai permitir continuar com este regabofe?
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Tenham respeito pelos Açorianos, especialmente aqueles que mais sofrem: os pobres, os idosos, os toxicodependentes, as crianças em risco, as famílias disfuncionais, os desempregados. Comecem a cortar na despesa antes que seja tarde, libertando assim importantes verbas para acudir aos mais carenciados e para investimentos reprodutivos. E comecem pelos seus gabinetes e pela Assembleia. O povo vai de certo aplaudir.
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Luís Anselmo
Correio dos Açores
03DEZ2010

VOTARAM NUM "SAPATILHAS".....AGORA NÃO SE QUEIXEM!

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Não peças a quem pediu e nem sirvas a quem serviu... Este gajo, pelas dificuldades que passou, no começo da vida, terminou em artista e vigarista.
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«Gabinete do sr. Sócrates:
436,70€/dia em combustíveis (aos preços de hoje são 4549 km/dia);
382,00€/dia em chamadas de telemóvel (são 53 horas/dia ao telefone);
370,00€/dia em deslocações e estadas;
750,00€/dia em despesas de representação;
276,00€/dia em refeições; Só aqui já vamos em cerca de 2.216€/dia, mas há mais:
220,00€/dia em locação de material de transporte;
72,81€/dia em telefone fixo;
1.434€/dia em aquisição de bens; Já vamos em cerca de 3.940€/dia.
Mais: 448 são as viaturas da presidência do Conselho de Ministros (gabinete do sr. sócrates e do sr. pedro silva pereira); Desde Outubro de 2009 Sócrates nomeou 71 pessoas para o seu gabinete, onde se incluem 13 secretárias e 20 motoristas;
No total é um gasto médio diário de 11.391€. ATENÇÃO QUE É POR DIA»
Não há povo que tal suporte!

APOIOS À EXPORTAÇÃO: "CARROS TOPO DE GAMA E FALÊNCIAS POR AÍ!

Só vão solicitar apoio, para as exportações, as empresas falidas!

Continua a bebedeira

O Ministério da Economia só serve para lixar a vida dos portugueses. Então com Vieira da Silva a dirigi-lo, é um fartar vilanagem.

Agora esta treta das «linhas de apoio ás exportações». Mais um roubo aos portugueses.

Repare-se: o estado aumenta impostos e taxas e custos administrativos ás empresas. Estas terão de cobrar mais pelos seus produtos/serviços: pagam os consumidores e diminuiu competitividade internacional.

Vai daí e o Estado resolve «ajudar» as empresas na exportação: subsídios (dinheiro dos contribuintes); juros bonificados (preço de crédito abaixo de custo de mercado, pago pelo contribuintes); seguros de crédito (em condições favoráveis face ao mercado, portanto abaixo de custo e com risco superior, a ser tal custo/risco suportado pelos contribuintes).

Quem ganha com esta operação? Os consumidores estrangeiros, que obtêm produtos mais baratos.

.Quem perde? Os consumidores nacionais + os contribuintes que financiam estas palhaçadas + as empresas que não precisam, ou não são «admitidas» a este tipo de incentivos mas que são vítimas desta concorrência desleal + a produtividade e inovação que diminuem, por serem apoiados artificialmente produtos/serviços fora das condições de concorrência;

Esta entrada foi escrita por Gabriel Silva, publicada em 8 Fevereiro, 2011 at 13:59, arquivada em Geral. Marcar permalink. Siga quaisquer comentários aqui deixados com o RSS feed deste post. Comente ou deixe um trackback: URL do Trackback.

REINO UNIDO: "VELHA COM PELO NA VENTA"

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Velha heroína com uma bolsa, de mão, evita um assalto à mão armada

Ashish Joshi, correspondente da Sky News

A velha heroína com bolsa aparentemente lutou contra assaltantes armados com marretas quando eles tentaram quebrar a montra de uma loja de jóias.

O assalto foi filmado por um transeunte mostrando seis homens tentando arrombar a montra da Michael Jones Joalheiro no Gold Street, Northampton, às 9h30.

A loja e a velha a "malhar" nos ladrões
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Com o pessoal activar persianas automatizadas para proteger janelas da loja, uma mulher vestindo um casaco vermelho atravessa a rua em direcção a eles.

Ela é então vista batendo nos membros da gangue com sua bolsa, forçando-os a recuar e fazer uma pausa e fugirem nas suas scooters.

Em pânico, dois dos ladrões caem da scooter na frente da mulher enquanto ela está pegando algumas jóias da terra. Ela aproveita a oportunidade para lhes bater novamente.

Neste ponto, ela se junta a outros membros do público, incluindo o cinegrafista, que conseguem conter um dos homens.

A mulher, cujo nome não foi divulgado, teria dito a Crónica de Northampton & eco o que lhe causou a agir com tanta coragem.

"Eu estava falando com uma mulher quando ouvi um barulho e viu seis homens jovens em scooters.

"No começo eu pensei que um deles estava sendo atacado por três outros. Eu não ia ficar e assistir a alguém tomar uma tareia ou, pior ainda, então eu tentava intervir.

"O que me preocupou foi que muitas pessoas só ficou olhando ao redor como se estivessem em estado de choque e ninguém fazia nada.

"Quando cheguei mais perto deles eu percebi que era um assalto e, em seguida, fiquei ainda mais irritada que eles sentiram que poderiam ir longe com o que estavam fazendo em plena luz do dia."

A heroína já disse que a deixem só e não quer mais atenção da imprensa.

O incidente foi filmado por um cinegrafista freelance que trabalhava nas proximidades de um documentário do SNS.

Ben Jacobson disse ao jornal: "A loja estava atrás de mim e quando isso aconteceu eu só fui em modo de cameraman.


Os infratores foram perturbados por membros do público e fugiram da área, sem levar nada. O porta-voz da polícia de Northamptonshire disse

OS DOIS MAIORES BOCAS E ALDRABÕES DESTE PAÍS

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Tranquilos portugueses a crise vai passar ao largo. As exportação estão a crescer... Calma por aí, já não será necessário Portugal ir ao mercado, internacional, financeiro pedir "cacau" emprestado a juros de 6 e 7%. O boy da imagem do lado direito, Basílio Horta, é um grande artista e traz a ideia que o Banco Português de Negócios (BPN) deveria estar vocacionado para o crédito às exportações.
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Não haverá alguém por aí de quando estes dois "aldrabas" falam que lhe mande uma baldada de merda à cara?

CAPANGAS: "OS NOSSOS MAIS ILUSTRES"

Banca: Chovem lucros durante a tempestade financeira


Todos nos recordamos bem que a crise que justifica todas as malfeitorias porque passamos foi criada pela ganancia do sistema financeiro apoiada sobretudo na especulação imobiliária. Não foram só responsaveis por casos de fraude descobertos, pela especulação dos mercados mas também o são pela divida externa do país. (Basta ver que a maior parte da nossa divida externa é privada e bancária e não do estado como tanto gostam de apregoar). Faria por isso sentido que a banca fosse o sector que mais se estivesse a ressentir da crise por ser o seu centro e origem. Mas não, nunca vimos a banca parar de aumentar os seus lucros mesmo durante o epicentro da crise apesar dos muitos lamentos que ouviamos dos seus responsaveis. Senão veja-se o que aconteceu no ano de 2010 em que os três maiores bancos privados tiveram um lucro que excedeu os mil milhões de euros. Nada tenho contra a banca ganhar dinheiro, mas pareceria lógico e justo que o estado exigisse à banca uma maior comparticipação nos sacrificios que pede ao país, sobretudo sabendo que de todas as actividades económicas é a que menos impostos paga e que mais engenharia financeira faz para pagar cada vez menos. Sem falar nos offshores e em todas as outras maningâncias que utilizam para escapar ao fisco. Mas não, o estado continua a olhar para o lado e a não se meter com os lucros da banca e da especulação mostrando bem que quem governa este país não são os interesses dos cidadãos, mas sim o grande capital, ou como agora gostam de lhe chamar os "mercados".

O CARLOS VAI TER RUA EM LISBOA...!!!

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Carlos Castro: Nome de rua
Um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade.

AS SUAS NOTÍCIAS NO DIA 08.02.11

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Carlos Castro: Nome de rua
Michèle Alliot-Marie: Avião errado
Pescadores Salvam dois de naufrágio
Algarve: Idoso morre na EN125
Seia: Rapazes feridos em colisão

Capa do Público Público

PCP admite apresentar moção de censura e PSD não exclui hipótese de a apoiar
Dois pescadores salvos ao largo da Costa do Varzim depois de barco de pesca artesanal ter afundado
Ferido grave em acidente sob custódia policial após ter sido detectado com bolotas de haxixe no corpo
Portas acusa PS e PSD de terem desistido da "questão social" nas negociações orçamentais
Costinha considera venda de Liedson “ruinosa” para o Sporting

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Ferido grave em acidente tinha bolotas de haxixe no corpo
Estrangeiros são condenados a penas mais duras
Larápios fazem 'raide' em cinco locais de culto
Maioria dos senhorios não passa recibo
Moradores inquietos com casas ocupadas

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Manchester United na frente por Fábio Coentrão
Cidade desportiva de Famalicão reavaliada
Vítima de violência vê-se sem apoios
Um oásis para alunos com deficiência
PSD exclui apresentação de moção de censura

Capa do i i

Incêndio em habitação nas Caldas da Rainha mata três pessoas
João Loureiro condenado a dois anos de prisão com pena suspensa
Henrique Neto. "Seguro deve avançar contra Sócrates"
Festas VIP também são afectadas pela crise
Autoritarismo de Sócrates ultrapassa "centralismo democrático" de Lenine

Capa do Diário Económico Diário Económico

Polémica no Facebook relança debate sobre privacidade
"Seguro devia concorrer contra Sócrates"
Egipto aumenta Função Pública em 15% para travar revolta popular
Mais de 30% dos pais não controla uso da net pelos filhos
Penedos tenta hoje derrubar escutas

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Acções asiáticas negoceiam animadas pelos resultados da banca australiana
As notícias em foco na edição de hoje, dia 8 de Fevereiro, no Negócios
Mota-Engil quer atrair exportadores de petróleo e soja ao porto de Paita
Crédito malparado desce em Dezembro
Juros dos depósitos às empresas sobem para máximos de dois anos

Capa do Oje Oje

Wall Street fecha em alta, animada por resgates financeiros e banca
Sonangol na rota da ENI para a Galp
Encomendas à indústria sobem 24,7%
Portucel aposta no hemisfério Sul
Corticeira Amorim reforça na China e Rússia

Capa do Destak Destak

Estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses
Farmacêuticos vão poder trocar remédios mesmo quando médico não autoriza
Certezas de um futuro incerto
Vitalino Canas: PCP nunca hesitou em tentar derrubar os governos do PS
Transtejo anuncia perturbações ou supressões de carreiras em todas as ligações na quarta-feira

Capa do A Bola A Bola

NDiaye abre as asas com o Benfica
Hélder Barbosa na montra
Iturbe arrasa na selecção da Argentina
Javi Garcia celebra 24.º aniversário em alta
«Recusei o convite do Vasco porque não posso trabalhar» - Carlos Queiroz (COM VÍDEO)

Capa do Record Record


Capa do O Jogo O Jogo

Direcção "leonina" não reage a declarações de Costinha
Contador apresenta "novos dados" nas alegações do processo de doping
Costinha: “Penso que os adeptos do Sporting separaram-se da equipa por causa da mentira”
Costinha desmente conflitos com Izmailov
Costinha: “Torsiglieri não custou 3,4 milhões como todos dizem, mas sim metade desse valor”