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sábado, 19 de fevereiro de 2011

LOP BURI (TAILÂNDIA) O ESPLENDOR DA REPRESENTAÇÃO DA HISTÓRIA DO REI NARAI

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Por um dia e uma noite que permaneci em Lop Buri, distante de Banguecoque, 150 quilómetros. A finalidade da minha viagem, seria para assistir à exibição de um evento, ao vivo, que retrata a vida do Rei Narai e de quando o Rei Luis XIV com suas ambições pretendia a todo custo colonizar o Sião.
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As fotografias abaixo inseridas, mostram parte do que foi um grandioso espectáculo cuja representação foi efectuada por actores locais. Tenho a agradecer à organização a amabilidade com que eu e minha mulher recebemos, nos ter sentado na parte VIP destinada a especiais convidados.
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Sem esta préstima colaboração seria impossível ter feito cerca de 400 fotografias do evento. Não tive a oportunidade de obter um melhor trabalho, dado que milhares de pessoas, tailandesas, estiveram presente e não me permitiram ângulos de imagens desejados.
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Para os interessados na história do Rei Narai, presença portugueses no Sião, Maria Guiomar e seu marido Constantino Falcão estão 5 endereços da internet para clicar. Talvez haja alguns erros, históricos, que mais tarde serão corrigidos.
José Martins


O hotel Lop Buri Inn, honrou a Maria Guiomar, luso japonesa, com uma das salas principais. Ruinas do palácio de Constantino Falção com o grande salão onde se realizaram grandes festas com a comunidade internacional. Era uma forma, diplomática, de relacionamento do Reino do Sião com os países europeus.

Imagem do lado esquerdo a entrada principal do Palácio do Rei Narai. Um guarda à entrada e um grupo para o revezar.
De Portugal, dentro das muralhas do Palácio do Rei Narai, era eu e a camisola das quinas, vestida por um miúdo, que certamente era admirador do Cristiano Ronaldo. Imagens seguintes: uma bonita jovem tailandesa vestida, como na época do Rei Narai, um actor que ir representar um japonés no evento conversa com uma senhora no papel de indiana.

Imagem do lado esquerdo: Jovens raparigas tailandesas, divertem-se no relvado do exterior do palácio entre as muralhas.Lado direito um sabor da moda, europeia, do século XVI.

Junto à residência do Rei Narai, no jardim, esmeradamente decorado, damas e senhores da época passeiam ao fim da tarde, fazendo lembrar o tempo auspicioso do Rei Narai e de quando os franceses se introduziram. O objectivo de França seria, colonizar a Tailândia e o pêndulo da balança entre os ingleses que dominavam a Índia e os holandeses a Batávia (Indonésia). Gorou-se a intenção e até hoje, os siameses desde que se identificaram como povo nunca foram colonizados por nenhuma nação ocidental.

A moda das senhoras nobres francesas, residentes, estão em Lop Buri. Jovens e belas tailandesas trajam ao sabor da época.


Imagem da esquerda e direita: figurantes que aguardam o início do espectáculo. Duas jovens sentam-se numa janela dos estábulos, reais, dos elefantes, do Palácio do rei Narai.


A imagem ao centro: um actor que representa o papel de um missionário, jesuita, das Missões Estrangeira de Paris. Tiveram um papel preponderante nas relações entre os franceses e a Corte do Rei Narai. Chegaram ao Sião em meados do século XVII.São uma parte do conflito gerado e a causa da morte de Constantino Falcão. Corre o boato em Lop Buri que o Rei Narai se tinha convertido ao catolicismo. Um missionário, jesuita, estava introduzido no palácio e este o motivo do General Petraja, sobrinho de Narai, usar como pretesto de prender Constantino Falção e, depois intronizar-se como Rei do Sião, depois da morte de Narai.


Justamente para os visitantes obter fotografias aos actores antes do evento começar.

Antes do grandioso, espectáculo ao vivo, em palanquins, lá seguem membros da comunidade estrangeira, residente, em Lop Buri. Menciono que os portugueses não tiveram um papel importante, na Corte do Rei Narai, em Lop Buri, durante a presença francesa. Porém, certamente, que houveram portugueses, na Corte do Rei Narai, como guardas e soldados artilheiros, outros na prestação de serviços. Rei Narai, durante o ano, passava 8 meses em Lop Buri, a 60 quilómetros da capital do Reino Ayuthaya, Historiadores referem o estado de saúde do monarca, enquanto outros, afirmam que Rei Narai deslocava-se, de Ayuthaya, durante a humidade e a calmaria dos meses de Maio a Agosto. Lop Buri é cercado por montanhas ao norte e com água potável que chegou a ser canalizada pelos franceses para o Palácio Real.

Actores e figurantes a postos. A representação não tarda a começar... As lanças o material de defesa que se misturava com as armas de fogo que os portugueses, foram os primeiros a dá-las a conhecer e ensinar-lhes a arte do manejo.


A cidade de Lop Buri é famosa pelos macacos que gozam de absoluta liberdade. A sua presençã é milenária e vindos com a civilização khmer. Lop Buri foi o encontro da religião hindu e a budista, que se fundiram e harmoniosamente têm vivido na paz plena, Os lótus são uma parte da vida dos siameses e além de a semente ser comestível com as flores adornam-se os altares do Lorde Buda.


Imagem da esquerda: Rei Narai, junto a uma dama indiana. Em Lop Buri, no reinado de Narai, viveu uma comunidade multirracial, aliás como sempre existiu no Reino do Sião, cujos monarcas foram tolerantes na divulgação de outras religiões. Os portugueses foram os primeiros a integrarem o catolicismo, pouco depois de chegarem ao Sião e a Ayuthaya em 1511. O três embaixadores, enviados especiais, siameses à Corte de Luis XIV, junto a Constantino Falção, posam para a fotografia, antes da respresentação.


Em Lop Buri, o luxo e as rendas, existiram, na época de Constantino Falcão e esposa Maria Guiomar. Constantino possui-a um raro perfil de diplomata. Nunca teve a ambição de fazedor de fortuna, mas elevar o Reino do Sião no contexto internacional das nações da Europa. A sua dedicação e amor ao Reino levou-a à desgraça e morte por degolamento, fora dos muros da cidade de Lop Buri. Considerado conspirador e inimigo do Sião, não teve a dignidade de a sua cabeça ser separada do corpo entre os muros da cidade. Seu corpo, não teve sepultura, mas lançado, aos abutres da selva.


Antes do início do espectáculo histórico, os actores que vão representar a magnífica peça, histórica, apresentam-se ao público para a fotografia. Na imagem do lado esquerdo Constantino Falção e a luso japonesa Maria Guiomar. Apresentei-me como português e falamos sobre o destino trágico, por que haja passado em Lop Buri. Poder, grandezas e miséria!


Imagem do lado esquerdo: Um junco chinês, chega a Lop Buri com mercadoria, estrangeira. Constantino Falcão, discute com o capitão da embarcação, antes descarregada, composta de caixas e pacotes. Imagem do lado direito, Constantino deixa o junco chinês, protegido pelos seus guardas.


Nobre da Corte do Rei Narai, dá instruções ao chefe da delegação de três embaixadores do Rei Narai, antes de se despedirem do monarca, cujo o destino será França e apresentarem-se ao Rei Luis XIV. Na imagem do lado direito, de joelhos, os embaixadores, despedem-se da comunidade estrangeira residente em Lop Buri.


Maria Guiomar à porta de seu palácio, recebe colares de jasmins que senhoras nobres da Corte do Rei Narai. Constantino Falcão (entre dois guardas que olham pela sua segurança), caminha a passos largos, onde se lhe nota austeridade, de líder, no rosto.


Os convidados, estrangeiros e de várias nacionalidades, fora do palácio de Maria Guiomar e Constantino. De notar e a realidade da época (século XVII), os convidados com copos de vinho tinto nas mãos. Nas grande festas e nos almoços e jantares oferecidos por Constantino e Maria Guiomar, não faltava o vinho à mesa e avultadas encomendas do francês chegavam a Lop Buri, para a garrafeira do palácio.


Actores que permaneciam no palácio do Rei Narai, para entretenerem o monarca, onde se incluiam chineses exibem a sua arte em frente à sala da recepção de uma das festas que Maria Guiomar e Constantino, enquanto o casal assiste à entrada da porta.


A "arraia-miúda" e súbditos do Rei Narai vêem mostrar-se aos convidados de Maria e Constantino. Gente feliz e crianças com os seus brinquedos da época uma folha de banana, entre as pernas e correndo como se montassem a cavalo. O povo siamês, sempre haja vivido sob o signo da abundância. Assim o relatou o nosso Fernão Mendes Pinto, na sua obra de dois volumes a "Peregrinação".


Passam, em palanquins aos ombros de guardas, as princesas reais, filhas do Rei Narai, em frente à sala da festa oferecida por Maria Guimar e Constantino Falcão, para assim se apresentarem à comunidade internacional, residente em Lop Buri


Dançarinas da Corte de Rei Narai, fora do palácio de Constantino Falcão exibem-se com a dança das unhas para obsequiarem os convidados.


Maria Guiomar e Constantino Falcão, entre os convidados, depois da faustosa festa, onde dançaram ao som da valsa, despedem-se do público. Imagem do lado direito, a bela Maria Guiomar com o seu esposo Constantino que não tarda a ser preso a ordens do General Petraja que nunca viu com bons olhos que um estrangeiro seja elevado a Primeiro-Ministro e pessoa próxima a Rei Narai.


Constantino Falcão (de costas) grego, Primeiro-Ministro de Rei Narai, que pretendeu criar relações comerciais com países estrangeiros, recebe ordem de prisão pelos soldados do General Petraja. Vítima da intriga, de invejas e nunca bem olhado pelos siameses ligados à Corte do Rei Narai.


As princesas, filhas de Rei Narai, cheias de dor, aguardam novas sobre o estado de seu Real Pai. Rei Narai está moribundo. Chega, entretanto, o médico da corte e anuncia o Rei está morto.
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Rei Narai, está morto, as princesas e suas aias retiram-se, absolutamente desoladas. O Grande Rei e o que deu início à continuação da moderna Tailândia dos dias actuais.

Em cima da história das fotgrafias acima inseridas clique nos endereços abaixo designados:

http://aquitailandia.blogspot.com/2007/01/maria-de-guiomar.html

http://www.aquimaria.com/html/mid_for.html#Lingua

http://maquiavelencias.blogspot.com/2010/06/maria-martins-encarnanum-filme-maria-de.html

http://maquiavelencias.blogspot.com/2010/08/reportagem-nas-terras-de-lopburi_13.html

http://www.portugal-linha.pt/legado/voriente/psiao9.html