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sexta-feira, 1 de junho de 2012

As capas dos jornais e as principais notícias de Sábado, 2 de Junho de 2012.

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Atentado contra JFK: Fidel estava informado
Kosovo: cinco feridos em confrontos
Lisboa: Presa por assaltar
Marco de Canaveses: GNR atacados
Valongo: Esmagado por eucalipto
Duarte Lima: Queixa arquivada
Anadia: Tractor mata idoso

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Cavaco lembra Europa que já superou crises que ameaçavam devastá-la
Governo diz estar “focado” em reduzir encargos associados às PPP
Chefe das secretas garante que serviços não fizeram relatórios de Balsemão e Ricardo Costa
Relatório sobre aeroporto complementar à Portela conhecido ainda este mês
Suspeito do homicídio de subdirectora do Igespar fica em prisão preventiva
Recondução do procurador-geral do Porto chumbada “sem um só argumento”

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Os salários portugueses
Os javalis na vinha do Senhor
Duas dúzias de perguntas que o País queria ver respondidas
Jornalistas não devem atribuir afirmações a pessoas que não as proferiram
MAC deve manter apoio perinatal
Problemas económicos levam ao descontrolo da asma
Ministério quer esclarecer transporte de doentes

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Portugal vence Rússia por 1-0 no Europeu sub-21
Viriato, um conquistador da decoração hoteleira mundial
Um dia no JN
Oito dicas para divertir a família sem gastar um euro no Porto
Dânia Neto: "Nunca me caiu nada de graça no prato"
Dois mortos em despiste de mota no IC-22
Internadas 35 crianças com sintomas de intoxicação alimentar em Seia

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Wall Street cai mais de 2% na pior sessão em seis meses
Santos Pereira diz que revisão da 'troika' foi "bastante bem sucedida"
Banco de Portugal conclui acusações à gestão do BPP
Passos promete à 'troika' acelerar reformas estruturais
CDS acusa Teixeira dos Santos de ter faltado à verdade
Presidente da Fundação everis vem a Portugal para ajudar a “Transformar” Portugal
"Custo do BPN para o Estado rondará 2,7 mil milhões"

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Dados económicos levam Wall Street a cair mais de 2%
Santos Pereira: Avaliação da troika foi "muito bem sucedida"
Passos Coelho: "Portugal está muito próximo do caminho do crescimento"
Banco de Portugal avança com acusação contra "diversas pessoas" no caso BPP
Renault e Volkswagen foram únicas marcas que venderam mais de mil ligeiros em Maio
Franceses da Altice negoceiam compra de posição relevante na Zon
Inquérito/BPN: Audição de Norberto Rosa adiada para terça-feira

Capa do A Bola A Bola

Real Madrid defronta Juventus e Milan na pré-época
Bayern contrata esperança do Colónia
PSG disposto a loucura por jogadores do Milan
Dragões ponderam regresso de Bruno Alves
José Peseiro esteve reunido com António Salvador
Bruno Ribeiro é o novo treinador do Farense
Piscinas do Jamor encerradas devido a bactéria

Capa do Record Record

Pulga com forte apoio
Kléber: «Melhorar ainda mais»
Carvalhal: «É uma equipa forte e muito competitiva»
Orlando Dias Agudo: «Uma vez tive de fugir do pavilhão da Luz»
À procura do título que teima em escapar
Olsen acredita poder recuperar espírito de 1992
Patrícia Mamona: «Sonho chegar à final com os meus ídolos»

AZNAVOUR IGUAL AO VINHO DO PORTO...MAIS VELHO MELHOR!!!


Aznavour aos 84 anos...cantando com as netas! LINDO

NOTAS VERBAIS E A "BANDALHEIRA" DE VISTOS NA GUINÉ-BISSAU

Clique em baixo para entrar na "bandalheira"

E então chegou-se à conclusão de que.

Da revista Sábado(Nuno Tiago Pinto):

Angariados 26 mil euros para trasladar corpo de jovem morta em Macau

Campanha vai continuar, para angariar fundos para ajudar a família

Por: tvi24 / MM  |  30- 5- 2012  13: 26
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A campanha de solidariedade à família da jovem portuguesa recentemente falecida num acidente de viação em Macau juntou mais do dobro dos 13 mil euros necessários à transladação do corpo para Portugal, foi hoje revelado. Vanessa Valente, de 25 anos, morreu no sábado num acidente de viação em Macau.

De acordo com a informação disponível na página do Facebook criada para prestar informações sobre a campanha, até meio da tarde de hoje em Macau (manhã em Portugal), e um dia depois do início da ação, tinham sido depositados donativos de 264.513 patacas (cerca de 26.450 euros).

Em declarações à agência Lusa, Gonçalo Lobo Pinheiro, editor do jornal Hoje Macau, com o qual a jovem colaborava, explicou que por indicação de várias pessoas a campanha vai continuar. «Da parte do jornal deixamos hoje de fazer publicidade ao caso porque atingimos o objetivo de ajudar a família a conseguir o dinheiro necessário para transladar o corpo para Portugal, mas várias pessoas pediram para continuar com a campanha e por isso a conta vai continuar aberta até ao dia 01 de junho», explicou o jornalista.

À iniciativa do Hoje Macau juntaram-se os outros dois diários locais, Ponto Final e Jornal Tribuna de Macau, bem como os canais portugueses de rádio e televisão que fizeram eco da ação de solidariedade.

Gonçalo Pinheiro disse ainda que a verba conseguida será entregue na sexta-feira ao irmão de Vanessa Valente, que está em Macau para tratar de todo o processo de trasladação do corpo que deverá seguir ainda na sexta-feira para Hong Kong e, daí, para a Europa.

Além da morte de Vanessa Valente, o acidente provocou ainda um ferido grave - Rui Pãosinho - que segundo os amigos continua em coma induzido no hospital devido aos ferimentos provocados.

DIPLOMACIA: " A REVOLTA DO JORNALISTA JOÃO SEVERINO"


Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
DIPLOMACIA CHOCANTE

O consul Cansado de Carvalho (em camisa) a banquetear-se em Hong Kong em dia de luto na sua comunidade de Macau

> Em Macau faleceu uma jovem jornalista. A comunidade ficou chocada e triste. A maioria dos portugueses mobilizou-se para prestar a Vanessa Valente uma última homenagem. Juntaram-se numa campanha de angariação de fundos para ajudar a família a trasladar o corpo para Portugal. E enquanto isto, que fazia o consul-geral de Portugal em Macau? Comes e bebes em Hong Kong... chocante. Exige-se a substituição do diplomata (?).


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por joão eduardo severino às 21:24
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"Asianomics": As Lições do Capitalismo Asiático Para o Ocidente

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012



Na imagem pode ver-se o centro financeiro de Tóquio.  Na maior parte da Ásia, o caminho das políticas económicas tem sido na direcção de maior liberdade nos mercados financeiros e um comércio mais aberto. O “capitalismo asiático” sempre deu prioridade à criação e manutenção de emprego e é neste âmbito que o Ocidente mais tem a aprender com a Ásia.
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A Ásia é hoje a região económica do mundo que está a crescer mais rapidamente e em termos de GDP per capita, os territórios mais prósperos da Ásia estão localizados no extremo oriente.[1] É mais do que óbvio nos dias que correm, que enquanto o Ocidente asfixia debaixo de uma crise económica gravíssima, a Ásia continua a viver um autêntico boom económico. 
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Tanto os Estados Unidos como a Europa estão a braços com dívidas tremendas, desemprego galopante e falta de competitividade, porém, se analisarmos as economias da Ásia, em termos gerais estas não demonstram praticamente nenhum abrandamento face à crise actual e as empresas sediadas em nações asiáticas estão cada vez mais poderosas e dominantes no palco mundial. A Ásia vive hoje dias de glória económica e é mais do que claro que a crise económica actual, ao contrário do que muitos afirmam, não é uma crise mundial, mas sim, uma crise do Ocidente.[2]
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Muitos economistas asiáticos já falam abertamente da “superioridade asiática” em termos económicos e aconselham os ocidentais a acordar de vez e começar a aprender com as lições da Ásia.[3] É mais do que óbvio que algo no Ocidente tem de mudar a médio/longo prazo, pois estamos claramente a “perder o comboio” em relação à Ásia e obviamente que a melhor estratégia para a mudança é começando primeiro por observar as melhores políticas e modelos económicos que actualmente são praticados na Ásia.
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Durante décadas, o Ocidente deu lições à Ásia em termos económicos e podem ter a certeza que os asiáticos aprenderam as suas lições muito bem.[4] Hoje, é hora do Ocidente perder a sua tradicional arrogância típica de potências ex-colonizadoras (o caso da Europa) e começar a recolher aquilo que a Ásia tem de melhor para nos ensinar. É chegada à hora do Ocidente aprender com a Ásia.
Kishore Mahbubani, professor na Universidade Nacional de Singapura afirmou recentemente que: 
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“É possível que já tenha chegado o tempo em que os asiáticos agradecerão reciprocamente ao ocidente o facto de estes terem partilhado o capitalismo com a Ásia. Os políticos e pensadores ocidentais devem de ser convidados a visitarem os complexos industriais e as indústrias de serviços do Japão e da Coreia, Taiwan e China, Hong Kong e Singapura. Poderá haver aqui algumas lições valiosas a serem aprendidas.”[5]
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Que lições são estas de que Mahbubani nos fala? Será que o segredo da salvação do Ocidente reside mesmo no sempre místico e exótico Oriente?
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Este argumento de que o Oriente tem muito para nos ensinar em termos económicos já não é novo. Em 1979, Ezra Vogel defendeu no seu livro Japan As Number One: Lessons For America, que os Estados Unidos tinham de aprender com a economia japonesa de forma a não ficarem para trás no jogo mundial de nações em competição económica.
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A vantagem dos asiáticos começa logo no campo da educação[6], pois está mais do que demonstrado que os alunos asiáticos por norma têm resultados escolares muito superiores aos obtidos no ocidente. As escolas asiáticas destacam-se pelos rígidos hábitos de trabalho que impõem aos seus alunos e pela sua alta exigência. Este sistema de ensino tem produzido alunos altamente disciplinados e híper-bem preparados em comparação com o aluno médio típico da Europa ou dos Estados Unidos.
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Em contrapartida, no Ocidente as últimas décadas têm visto um alastrar do facilitismo nas escolas, fruto de políticas educativas erradas e o resultado está à vista. Os melhores matemáticos, engenheiros, arquitectos e cientistas estão hoje na Ásia. O cinema asiático tem cada vez mais força no mercado mundial e as empresas asiáticas estão cada vez mais agressivas. Nada consegue já travar o dragão asiático, a Ásia veio verdadeiramente para ficar.
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O Oriente oferece valiosas lições não apenas a nós ocidentais, mas também aos países mais pobres e miseráveis do mundo. As nações do terceiro mundo só têm a ganhar em observar atentamente as nações do extremo oriente[7] (que também eram extremamente pobres há apenas algumas décadas atrás) e aprender com elas. Não basta ser-se capitalista, é necessário saber ser-se capitalista e o know how para isso por vezes é algo que leva décadas a absorver. 
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Por sua vez, os políticos ocidentais que actualmente andam à deriva sem saber que direcção tomar, só beneficiariam se lessem Os Diálogos de Confúcio, a antiga sabedoria chinesa tem muito para nos ensinar a nós ocidentais e os nossos políticos deviam de parar de viver no mundo da fantasia megalómana (alguns na Europa ainda julgam que são os líderes de vastos impérios) e começar a tratar daquilo que realmente interessa tratar.
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Antes de ir mais longe, convém definir aquilo que podemos entender por “capitalismo asiático”. Muitos analistas económicos cometem actualmente o grave erro de por vezes afirmar que todos os países asiáticos têm seguido políticas económicas iguais. Isto é obviamente falso, no entanto, há quatro características comuns às economias asiáticas que lhes conferem uma particularidade única no mundo:
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1º - Os políticos asiáticos não confiam no “laissez-faire, laissez-passer” e estão muito mais dispostos do que os políticos ocidentais a intervir directamente na economia dos seus países. Alguns exemplos destas intervenções directas na economia são a definição de políticas industriais e o controlo das taxas de juro e das taxas de câmbio.
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2º - Os governos asiáticos têm recusado até agora implantar os vastos programas de apoio social que dominam em muitos países europeus. Os países europeus para sustentarem os seus imensos estados-providência necessitam de ter economias muito dinâmicas e uma população jovem, algo que a Europa neste momento claramente não tem. Os asiáticos só agora começam a criar estruturas de apoio social mais pesadas, pois só agora as suas economias o começaram a permitir. Sem economia, não há estado-providência.
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3º - Todas as economias asiáticas são obcecadas com as exportações.
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4º - As políticas económicas asiáticas têm tendência a favorecer a indústria em lugar dos serviços e o investimento em vez do consumo como formas de promover o crescimento económico.
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Como é que este “capitalismo asiático” pode salvar o Ocidente? O professor Mahbubani considera que o Ocidente tem de adoptar urgentemente uma atitude de maior intervenção dos governos nas economias como forma de atingir melhores resultados. Os políticos ocidentais têm de perder o seu dogma ideológico de julgar que os mercados só por si resolvem os problemas e apostar mais na intervenção estatal directa na economia quando é necessário.
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Segundo Mahbubani:
“O primeiro erro do Ocidente foi ter considerado o capitalismo como um bem ideológico e não como um instrumento pragmático para melhor o bem-estar do ser humano. Alan Greenspan foi provavelmente a maior vítima desta convicção ideológica de que os mercados sabem sempre o que é melhor… O Sr. Greenspan acreditava que os agentes dos mercados são mais inteligentes do que a regulação dos governos e isso levou a que ele não regulasse os mercados de forma severa… 
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No entanto, nenhuma sociedade asiática, nem sequer o Japão, caiu vítima desta convicção ideológica. Os asiáticos acreditam que nenhuma sociedade pode prosperar sem boa governação… Para que o capitalismo possa funcionar bem, os governos têm de ter um papel essencial de regulação e supervisão da economia.”[8]
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Portanto coloque-se a pergunta: será a regulação estatal de facto o motivo que está a fazer com que as economias asiáticas ultrapassem as do Ocidente? Na China o Estado tem tido “mão pesada” para com o sector financeiro e esta “mão pesada” constitui a médio/longo prazo um risco para a saúde do sector bancário chinês. De facto, não há provas nenhumas que sustentem que a intervenção do Estado na economia é a razão de ser do boom económico asiático.[9]
 .
Na prática, o motivo que levou as economias asiáticas a resistirem tão bem à actual crise do sector financeiro foi o facto de os bancos asiáticos desde o início terem evitado mexer no “lixo tóxico” que arruinou tantos bancos nos Estados Unidos e na Europa. Os banqueiros asiáticos neste aspecto foram e têm sido muito mais responsáveis e éticos do que os seus colegas europeus e americanos e o resultado está à vista.[10]
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Muitos empresários asiáticos queixam-se mesmo até dos obstáculos inconvenientes que a regulação estatal lhes traz e quando vistos os factos mais a fundo, é difícil sustentar a tese de que a regulação estatal só por si é responsável pela força das economias orientais.[11]
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De acordo com Michael Schuman, muitos analistas têm exagerado o papel do Estado nas economias asiáticas. Em 2009, no seu livro, The Miracle: The Epic Story of Asia’s Quest For Wealth, Schuman advoga que as verdadeiras causas do crescimento económico asiático têm sido a iniciativa privada, o comércio livre e o empreendedorismo, ao invés da regulação estatal. 
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É inegável que a intervenção estatal teve um papel importante no arranque das economias asiáticas e algumas políticas industriais ajudaram a desenvolver determinados sectores.[12] Porém, a intervenção do Estado na economia é sempre uma espada de dois gumes que pode criar tanto o sucesso como o desastre absoluto. 
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As crises económicas que o Japão e a Coreia do Sul enfrentaram no passado, têm as suas raízes na intervenção burocrática do Estado na economia e a manipulação da economia levada a cabo actualmente pelo governo chinês está a criar o terreno fértil para um crise económica chinesa dentro de alguns anos, isto caso nada seja feito para inverter o rumo da actual situação.[13]
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De facto, na maior parte da Ásia, o caminho das políticas económicas tem sido na direcção de maior liberdade nos mercados financeiros e um comércio mais aberto. A Ásia está actualmente a usar as forças dos mercados para corrigir as distorções provocadas pelas intervenções do Estado na economia e não o contrário.[14]
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Mahbubani argumenta que o “capitalismo asiático” tem feito um melhor trabalho a proteger trabalhadores e promovendo a igualdade do que o capitalismo do Ocidente:
 -
“Os governos asiáticos lutaram contra o desemprego criando esquemas de incentivo para promover o investimento e o emprego. Os governos ocidentais desprezaram sempre esta política por considerarem-na uma “política industrial”. Enquanto os trabalhadores do Ocidente sofrem, os capitalistas [do Ocidente] respondem que “os mercados é que sabem o que é melhor.” É possível que já tenha chegado o tempo para o Ocidente aprender com a Ásia a gerir os desafios existenciais do sistema capitalista.”[15]
 .
O “capitalismo asiático” sempre deu prioridade à criação e manutenção de empregos e é neste âmbito que o Ocidente mais tem a aprender com a Ásia. Quando as coisas correm mal numa típica empresa asiática, a primeira reacção não é despedir centenas ou milhares de trabalhadores deixando-os à mercê da sociedade. A razão para isto prende-se principalmente com a cultura asiática. Nas culturas asiáticas não é aceitável que se façam despedimentos em massa e isto tem contrapartidas muito positivas para a economia dos respectivos países.[16]
 
Em épocas de crise económica na Ásia, as empresas e os governos unem-se para encontrar toda a espécie de esquemas para manter os seus trabalhadores activos e não ter de haver despedimentos. Mais pessoas a trabalhar, significa mais pessoas a gastar dinheiro e isto é um contrabalanço muito positivo e extraordinário em qualquer crise económica. 
.
A longo prazo, as empresas asiáticas ao demonstrarem mais lealdade para com os seus trabalhadores, recebem esta lealdade em troca e o empenho e a dedicação dos trabalhadores asiáticos é por isso mesmo incomparável.[17] Existe uma verdadeira relação de respeito entre o trabalhador e a empresa e isto é uma vantagem inigualável num mundo em convulsão económica.
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No Ocidente a busca selvagem por lucro criou um clima nefasto na maior parte das empresas em que o trabalhador se vê a si próprio muitas vezes como uma mera peça ao serviço de um burguês e isto é fruto da falta de respeito das empresas ocidentais para com os seus trabalhadores. Se o Ocidente quiser ultrapassar a sua doença económica, então terá de repensar a forma como trata aqueles que trabalham. 
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Muitos trabalhadores no ocidente estão desejosos de acabar o seu turno e ir para casa, ao invés, na Ásia, muitos trabalhadores dedicam-se ao máximo às suas empresas e fazem muitas vezes horas extraordinárias porque eles sabem que em momentos de maior dificuldade a sua empresa não os abandonará. Há uma relação de interesse mútuo muito forte na Ásia entre o trabalhador e a empresa, algo que não existe no Ocidente.
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Outras lições importantes que o Ocidente pode aprender com o “capitalismo asiático” é na forma como os governos podem sustentar o crescimento económico. É necessário que, tal como na Ásia, os governos ocidentais invistam mais em infra-estruturas adequadas e na educação. Nos últimos anos os governos asiáticos têm-se concentrado muito em melhorar os seus sistemas educativos, as estradas e os aeroportos.[18]
 .
Acima de tudo e tal como o professor Mahbubani destaca, é necessário que os governos ocidentais saibam colocar em primeiro lugar o pragmatismo e a resolução de problemas, depois é que poderá vir a ideologia. Esta sim é a maior lição que o “capitalismo asiático” tem para nos oferecer. Até na China Maoista Deng Xiaoping já dizia: “não interessa se o gato é preto ou branco, o que interessa é que o gato consiga caçar os ratos.”
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É bem possível que o segredo da salvação das economias ocidentais esteja na Ásia e nós ocidentais só temos a ganhar em olhar para Oriente e aprender com o melhor que se faz por lá.[19] A prosperidade oferecida pelo capitalismo não é uma miragem, é uma realidade ao alcance de todos, basta boa governação e ética para que tal seja atingido.
Notas:

[1]INTERNATIONAL MONETARY FUND, Country and Regional Perspectives, Chapter 2, http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2010/02/pdf/c2.pdf, data da última consulta: 30/05/2012.
[2] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[3] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[4] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[5] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[6] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[7] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[8] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[9] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[10] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[11] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[12] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[13] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[14] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[15] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[16] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[17] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[18] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[19] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
João José Horta Nobre
Junho de 2012

KAOS:Começaram as festas da cidade


Como tinha acontecido com a EsColA da Fontinha no Porto foi agora a vez de em Lisboa  a casa de São Lázaro ter sido desocupada pela força policial. Mais uma vez um espaço devoluto, degradado e negligenciado há diversos anos é retirado a quem o procurava recuperar e colocar ao serviço da comunidade.
Neste caso a história é engraçada porque carregada de ilegalidades e hipocrisias. Ilegalidade porque a primeira tentativa de desocupação foi travada por uma providência cautelar pois a CML tinha alterado as regras, passando de 90 para 10 dias o prazo de desocupação sem passar pela Assembleia Municipal.
Hipócrita porque para ultrapassar a Providencia cautelar decretada pelo juiz vem alegar o interesse público para logo de seguida mandar emparedar portas e janelas condenando aquele edifício a voltar à utilização que teve durante muitos anos; ser refugio parar ratos e baratas.
Existem quase cinco mil prédios devolutos e a degradarem-se sem que se veja um plano ou uma ideia de como os recuperar e devolver à cidade. Mas existe também o medo de que alguns cidadãos possam demonstrar que é possível mudar esta estagnação, fazerem pelas suas próprias mãos arranjos nessas casas e transforma-las em espaços vivos e que possam ser utilizados pelos moradores dessa zona. A vergonha de quem não faz nem deixa fazer.
Como se isso não bastasse ainda a manifestação de centena e meia de cidadãos que se manifestou pacificamente em protesto pela desocupação foram cercados por um aparato policial digno de um filme demonstrando o medo que este poder tem da voz daqueles que desmascaram a sua incompetência.
É que para recuperar uma casa não é necessário um milhão como afirmam, mas sim a boa vontade de quem realmente quer fazer a diferença.

A memória dos Povos não deve ser curta…


A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, há menos de 60 anos - apenas uma geração - a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. 
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O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã. 
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O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas. 
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Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida. Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava. Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros. 
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Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação.  
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As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). 
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Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável. Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida. 
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Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota. "Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".






E ASSIM O SENHOR SILVA PASSOU A SER O BURRO DE TROIA

O Burro de Troia


“O único problema que existe neste momento [na União Europeia] chama-se Grécia”, afirmou Cavaco Silva em Sidney.
Anda o mundo preocupado com a banca, a recessão, o desemprego, as dívidas e os défices e eu sei lá que mais um pouco por toda a Europa e sobretudo nos países do sul  e afinal essa grande sumidade da economia sabe que tudo isso se resume num único problema; a Grécia.
Hoje já vou dormir mais descansado.

"Não me parece que os militares se queiram meter nisto. Não estão com a força anímica que tinham antigamente, aquela alma que reagia quando a pátria está em perigo".

Sexta-feira, Junho 01, 2012

Clique a seguir e vá para o interessante artigo

"A mentira e o roubo institucionalizados"


A RAPAZIADA DA BOLA BEM INSTALADA...!!!


A CAMBADA DE EXECRÁVEIS QUE NOS ARRASTARAM PARA O PRECÍPICIO



Este é ponto a que a Europa já chegou...

Obrigado PS, PSD CDS/PP e restante cambada por nos terem arrastado para um precípicio, sem dúvido que estamos todos muitíssimo gratos...

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2564255&seccao=Europa

Frente Comum exige reposição dos subsídios de férias e de Natal




A Frente Comum entregou hoje uma moção no Ministério das Finanças na qual exige a reposição dos subsídios de férias e de Natal e contesta as alterações ao Regime de Contrato de Trabalho da Função pública (RCTFP).
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O documento, aprovado à tarde no X congresso da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, que hoje terminou com o segundo dia de trabalhos, lança ainda um apelo aos trabalhadores para que participem na manifestação nacional da Função Pública, marcada para 22 de junho, em Lisboa.
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“Aprovámos a participação ativa nos dias 09 e 16 de junho [nas manifestações da CGTP – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses] e numa grande manifestação nacional no dia 22 de junho, passando pelo Tribunal Constitucional e que termina em São Bento para exigir o que nos roubaram”, disse Ana Avoila aos jornalistas.
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A coordenadora da Frente Comum integrou um cordão humano realizado por dirigentes e ativistas sindicais logo após o encerramento do congresso, que começou na praça dos Restauradores e terminou no Terreiro do Paço, em Lisboa.
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“Não aceitamos que nos roubem os subsídios, a adaptabilidade, o aumento dos horários, a precariedade, uma imensidão de problemas”, declarou, após a entrega do documento.
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Relativamente ao percurso do protesto de dia 22, Ana Avoila esclareceu que a passagem junto ao Tribunal Constitucional se destina a contestar que este órgão “se politize e faça aquilo que o poder político quer”.
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Entre os vários dirigentes que percorreram as ruas de Lisboa, destaque para a participação do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que encabeçou o cordão humano.

KAOS:Um anjinho

Um anjinho