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terça-feira, 16 de outubro de 2012

PREFERÊNCIAS NÃO SE DISCUTEM...SERVEM-SE!


Trabalhadores da Lusa denunciam plano de rescisões em vésperas de greve


Trabalhadores da Lusa denunciam plano de rescisões em vésperas de greve 
DR

Um comunicado dos órgãos representativos dos trabalhadores (ORT) da agência Lusa denunciou hoje a pressão exercida pelo Conselho de Administração sobre os trabalhadores, em vésperas de uma greve de quatro dias, ao avançar com um plano de rescisões ditas "amigáveis". No momento em que foi conhecido o plano, os ORT estavam a ser recebidos na Assembleia da República.

Segundo o comunicado, "os ORT foram, no decorrer das reuniões na Assembleia da República, surpreendidos com um plano de rescisões amigáveis hoje aprovado pelo conselho de administração e comunicado aos trabalhadores".

O comunicado, assinado por Comissão de Trabalhadores, Conselho de Redacção e delegados sindicais, dá conta dos contactos realizados no parlamento, em que o serviço público prestado pela Lusa obteve, desde logo, o reconhecimento dos partidos da oposição, PS, PCP e BE; mas em que também o deputado do CDS Raúl Almeida admitiu a importância do trabalho da agência no que toca a dar voz “aos partidos mais pequenos como é o CDS”.


Especialmente significativo no contacto com o CDS foi o facto de o deputado Raúl Almeida ter admitido que não pode ser inegociável o corte de 30% pretendido pelo Governo para a dotação orçamental da Lusa.


Também a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, admitiu, segundo o mesmo comunicado "que a Lusa tem garantido a racionalidade no processo de comunicação democrática, ao assegurar uma mensagem direta e clara".


Ao teor mais ou menos encorajador das declarações ouvidas a um deputado do CDS e a uma presidente de filiação social-democrata não correspondiam, no entanto, as realidades no terreno da empresa. No comunicado "os representantes dos trabalhadores lamentam que o CA tenha gizado um plano de rescisões antes da aprovação do OE 2013 e da definição do novo contrato programa com o Estado" e rejeitam "qualquer pressão sobre os trabalhadores em vésperas de uma greve de quatro dias (de 18 a 21 de outubro) aprovada em plenário".

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P.S.  P.S. Solidário com os meus ex-colegas da Lusa. Servi a Lusa por mais de uma dúzia de anos na Tailândia e resto de países do Sudeste Asiático.  

Vale a pena ler até ao fim !...



Silva das vacas - um mimo de texto !!!

Que bem se escreve sobre vacas (e não só) em Barcelos, apesar de ser a terra do "galo".

Parabéns ao autor. Esta "pérola" jornalistica merece ser lida até ao fim.

    O Silva das vacas

     Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. 
    
     Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

     "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. 
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       A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."

       Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção. 
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          Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria "gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo "sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! 
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      Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!

     Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
      
     Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
 
     A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr. Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha
in «Jornal de Barcelos», 5 de Outubro, 2011.                

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         Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.
                              
                                                              
        
                                                                                      '' António Aleixo''

KAOS:Angela Merkel, persona non grata em Portugal




Depois da Grécia, Angela Merkel deve visitar Portugal no próximo dia 12 de Novembro. Depois de conseguir vergar os governos dos países do sul da Europa chegou a vez de vir exibir-se nas suas novas colónias.
Cabe-nos a nós mostrar-lhe que os nossos governos lhe podem lamber as botas cardadas mas que os povos não se vergam à sua arrogância nem ao seu poder.
Somos gente pobre mas somos gente honesta, mas não aceitamos que os nossos filhos passem fome, os nossos vizinhos desesperem por não terem trabalho e os nossos idosos morram mais cedo por não terem dinheiro para comprar medicamentos só para sustentar o império do IV Reich. A Frau Merkel não é bem vinda a Portugal. A nossa dignidade não o permite.
É por isso que lhe temos de preparar uma boa recepção onde ela compreenda que não nos verga e que estamos disposto a lutar pelo nosso futuro contra ela e contra todos que nos queiram condenar à miséria.
Que cada um pense em alguma forma de lhe mostrar isso e a partilhe com os outros de forma a que de uma maneira organizada e unidos lhe digamos Não.
Se o poder tem medo e fecha as portas aos cidadãos, como aconteceu no 5 de Outubro, então vamos para as ruas que são nossas. O medo e a resignação não nos leva a lado nenhum e só a luta e a determinação nos podem garantir um futuro.

KAOS:Vão de burro mas zurrem baixo



 
Depois de um fim-de-semana  e de protesto contra a Troika e a situação de miséria a que está a condenar os portugueses e de um serão de segunda-feira bem quentinho à porta do Parlamento para renegar o roubo este orçamento  representa finalmente volto a casa e me sento em frente do computador.

Posso agora dizer aqui que estes políticos que têm passado pelo poder não têm a mínima ideia daquilo que sentem os cidadãos e que por isso já há muito perderam o direito de falar em seu nome.

Quem não tem o discernimento para entender que num momento em que a austeridade está a destruir a vida de milhões de pessoas, quando há gente a passar fome, sair a noticia de que a Assembleia da Republica gastou duzentos mil euros em quatro carros para a liderança parlamentar do PS é algo que choca e ofende as pessoas.

Mas, vir alguém que já foi liderou essa bancada, mostrando-se muito indignado e perguntar se queríamos que o lider parlamentar do PS andasse de Clio é inimaginável.

É não entender o sofrimento, é não entender o desespero, é não entender a raiva que cresce contra os políticos profissionais da treta, é não compreender todo um povo.

Nós não queremos que ele vá de Clio, nós queremos que ele vá a pé, de transportes públicos (talvez ai aprendesse alguma coisa e entendesse o que sentem as pessoas), de carroça ou a cavalo num burro, Queríamos que ele andasse como quisesse se fosse pago por ele.

Se quer ir de carro, compre um que ganha o suficiente para isso e para pagar a gasolina, o imposto automóvel, as revisões e as inspecções e os parquímetros e as portagens e tudo o resto. Queríamos que ele fosse um cidadão e não alguém que se considera valer mais que os outros.

Queríamos que ele fosse gente como nós e que por isso pudesse representar-nos. Assim, só representa uma classe de parasitas que vivem à custa do sofrimento daqueles que deviam representar. Assim não passam de uma praga que temos de correr do poder.

SEITA MAÇÓNICA SOMA E SEGUE NO PSD...Filhos da MÃE


  
 PSD TOMADO PELA MAÇONARIA

1 - Há informações que as pessoas deviam ter, mas que, pela sua própria natureza, são difíceis de transmitir. É o caso das seitas secretas, em particular, da Maçonaria.

Justamente porque são secretas, não são noticiadas na comunicação social, ou~melhor, quando os jornais delas falam, raramente conseguem identificar os seus membros, porque é impossível apresentar provas inequívocas.

Somos jornalistas que temos informação relevante sobre essa matéria, mas que, por razões óbvias, não a podemos divulgar pelos meios tradicionais e no exercício normal da nossa profissão. Apesar de todos os perigos a ela inerentes, a internet permite hoje dar algumas informações às pessoas que a comunicação social clássica não consegue.

Enquanto jornalistas, o mais que podemos fazer pelos "leitores", é informá-los por esta via e não desperdiçar o fruto do nosso trabalho e do nosso conhecimento.

2 - No início do século passado, a Maçonaria teve um papel relevante em termos ideológicos. Hoje, em Portugal não passa de uma seita secreta que apenas existe para conseguir promover e defender quem a ela pertence.

É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e proteção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público.

3 - Desde que Passos Coelho subiu à liderança do PSD, a maçonaria começou a
tomar conta do partido.  Sabemos hoje, que os principais elementos que o rodeiam pertencem a essa seita.

O principal é o secretário-geral Miguel Relvas, cabeça de lista por Santarém. É ele, destacadamente, o principal obreiro da estratégia maçónica de assalto a este partido político.

 A súbita presença de Fernando Nobre no PSD tem justamente a ver com o facto de ele também ser da seita e com a solidariedade maçónica que deve prevalecer sobre tudo o mais.
  
Carlos Abreu Amorim, que já foi da extrema-direita, do CDS, do PND (Manuel
Monteiro) e agora do PSD, em boa verdade nunca foi de nenhum deles, é um peso pesado da maçonaria. Por isso, entrou inesperadamente (?) na lista de Viana.

 Feliciano Barreiras Duarte, chefe de gabinete de Passos Coelho,  e agora Secretário de Estado, é igualmente da seita e, por isso, é também deputado, voltando à Assembleia da República onde, há anos, já não estava.

Marco António Costa, Vice-presidente do PSD nacional e Presidente da distrital do Porto, é outro dos mais ativos maçons. No Porto pode-se ainda contar com Paulo Morais e com Ricardo Almeida, entretanto estrategicamente colocado na Câmara de Gaia.

O leitor já se questionou por que é que, por exemplo, Carlos Abreu Amorim, Gomes Fernandes (PS) e Paulo Morais, têm tanta penetração no JN? - Porque o pivô maçónico dentro desse jornal faz o seu trabalho - e que, admitimos, possa ser o próprio diretor José Leite Pereira.

 Carlos Carreiras, Presidente da distrital de Lisboa e da Câmara de Cascais, é outro dos pivôs da seita no partido laranja.

 Jorge Moreira da Silva, também Vice-presidente do PSD nacional e assessor de Cavaco Silva, e outros deputados como, por exemplo, Emídio Guerreiro ou António Rodrigues também reforçam a equipa.

Pedro Marques Lopes que, no Eixo do Mal (SIC Noticias) dá a cara pelo PSD de Passos Coelho (em tempos tantas vezes esteve contra Manuela Ferreira leite), é outro dos elementos com uma função a cumprir na estratégia de assalto da maçonaria ao PSD.

4 - A nossa investigação ainda não consegue saber com toda a certeza o trajeto de cada um dos novos elementos "independentes", que ninguém conhece e que este "novo" Partido Social Democrata está a apresentar, mas, para nós, é seguro que muitos deles vão para o Parlamento (e /ou  para o Governo) no âmbito do assalto maçónico.

5 - É este o estado em que Portugal se encontra. O partido do Governo está dominado, não pelos seus ingénuos militantes, mas por esta gente que se prepara para se servir do poder em benefício duma seita que o cidadão comum desconhece em absoluto.

6 - Esta denúncia por e-mail é o máximo que está ao nosso alcance fazer no sentido de dar a conhecer aos cidadãos o que sabemos mas não podemos noticiar da forma clássica.

"O exemplo convence-nos mais do que as palavras.

Nada é tão contagioso como o exemplo."
  
Manuel Bartilotti.

Cai a máscara de um crápula


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O texto vem de Moçambique onde, ao que parece, têm em fraca conta o jornalista Mário Crespo.
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O sujeito que observo neste texto é aquele que diariamente fecha o telejornal  da SIC dizendo que a RTP gasta,   diariamente, não sei quantos milhões e que dá pelo nome de Mário Crespo.
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Este sujeito foi meu colega de liceu Salazar, em Lourenço Marques, hoje Maputo. Sempre foi mau estudante, mas cheio de truques  e boas amizades, sobretudo com a Mocidade Portuguesa.
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Á custa das amizades, supõe-se, fez a "guerra" como relações públicas do Gen. Kaúlza de Arriaga,  Comandante Chefe, em Moçambique.
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Com o fim da guerra tornou-se no "papagaio" da rádio do apartheid na África do Sul, a SABC.
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Com os estertor do regime sul africano, esperto como é, resolveu mudar de ares. Como era bem falante em inglês,  e certamente com bons contactos nos protetores do apartheid (USA), veio para Portugal onde logo lhe ofereceram um bom tacho  na RTP- correspondente em Washington. 
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Trabalhava pouco, o que parece ser mal de nascença, mas gastava muito do dinheiro  de todos nós, em cartões de crédito, ajudas de custo, festas, whisky etc. Foi devolvido, por má figura, para Lisboa. 
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Infelizmente, em vez de ser despedido, foi colocado na prateleira onde a SIC o foi buscar.
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Imaginem quem o repatriou de Washington para Portugal. Um governo do PS! Está explicado o posicionamento político do crápula.
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Os jornais revelaram que o seu amigo Relvas apadrinhava o regresso do Crespo à RTP. O Presidente da RTP, e bem, recusou. Foi demitido.
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PS- Para que se saiba. Quando durante o governo de José Sócrates, este já farto do aproveitamento da posição de pivot na  SIC Notícias, Mário Crespo fazia em direto uma campanha sem fundamento e contra o governo, José Sócrates então declarou  num restaurante a um amigo que almoçava com ele, que era preciso afastar o Mário Crespo. 
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Esta frase de desabafo foi ouvida  numa mesa ao lado onde se sentava um amigo do Mário Crespo que lhe foi dizer, atiçando-o e dando origem a uma série de  atitudes de aproveitamento político que envolveram a Assembleia da Republica onde o Mário Crespo também foi depor,  fazendo então uma cena ridícula com uma T-shirt.  
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Ora, quem era o amigo do Mário Crespo que ouviu o desabafo de José Sócrates....foi o "dr" Miguel Relvas.
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Pertencem ambos ao mesmo conjunto de pessoas-tipo.

Funcionários consulares na Suíça dizem que é "humanamente impossível" suportar impostos em 2013




 Número de Documento: 15146790

 Lisboa, Portugal 15/10/2012 16:55 (LUSA)
 Temas: Trabalho, Salários e pensões, Diplomacia, emigrantes

Redação, 15 out (Lusa) - 
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Os trabalhadores dos consulados portugueses na Suíça enviaram ao Governo e ao Presidente da República um manifesto a alertar para as quebras nos salários, sublinhando ser "humanamente impossível" suportar a carga fiscal anunciada para o próximo ano.
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Os trabalhadores contestam nomeadamente a aplicação do escalão máximo de cortes e da taxa máxima de IRS em salários que em Portugal são considerados elevados, mas que na Suíça, um dos países mais caros do mundo, equivalem ao salário mínimo.
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O salário mínimo na Suíça ronda os 3.500 francos suíços (cerca de 2.900 euros).
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No manifesto enviado ao Governo, Presidente da República, partidos políticos e provedor de Justiça, os trabalhadores lembram que, por viverem na Suíça, estão há anos a sofrer perdas cambiais resultantes da desvalorização do euro face ao franco suíço a que se juntam desde há dois anos os cortes salariais e de subsídios decretados para a generalidade dos trabalhadores da função pública.
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Os funcionários estimam que as perdas cambiais sobre os salários líquidos se situem atualmente nos 20,25 por cento e garantem não poder suportar os impostos anunciados para o próximo orçamento de estado de 2013, nomeadamente a sobretaxa de 4 por cento.
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"Estamos a ter sucessivos cortes no vencimento por causa da depreciação do euro face ao franco suíço. Acrescido a isso temos todas as medidas de austeridade que têm sido aplicadas aos funcionários públicos em Portugal", disse à agência Lusa, por telefone, Marco Martins, funcionário da embaixada de Portugal em Berna.
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Os trabalhadores adiantam que a aplicação no estrangeiro dos mesmos critérios que em Portugal colocou a generalidade dos trabalhadores no escalão de cortes mais elevado (9 a 10 por cento) decretados em 2011 e que são cada vez mais os casos de funcionários a sobreviver com dificuldade "num país e cidades que figuram entre os mais caros do mundo".
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"Depois de pagarem as despesas e a renda de casa, que para um casal com filhos rondará os 2.200 a 2.500 francos suíços, sobram 400 a 500 francos para alimentação", disse Marco Martins, adiantando que há pessoas, entre as quais se inclui, que estão a receber vencimentos na ordem dos 2.800 a 2.900 francos suíços líquidos.
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Marco Martins garante que muitos trabalhadores só conseguem sobreviver graças à ajuda de familiares e que outros têm "trabalhos paralelos para ganhar algum dinheiro".
Há ainda casos de trabalhadores que estão a abandonar os consulados por não conseguirem aguentar viver na Suíça com os salários pagos pelo Estado português.
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Os funcionários portugueses na Suíça fizeram há cerca de um ano uma greve de cinco semanas para pressionar o Governo a encontrar uma solução que pudesse compensar as perdas salariais decorrentes da desvalorização cambial, mas, segundo afirmam, o problema mantém-se.
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Por isso, o manifesto visa, segundo Marco Martins, lembrar, em vésperas da aprovação do Orçamento do Estado para 2013, que há um problema que continua por resolver.
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Ana Cruz, funcionária do Consulado Geral de Portugal em Genebra, garante que “é impossível suportar uma carga fiscal de 45 por cento”, além das perdas relacionadas com as diferenças cambiais e que tal medida gerará situações de desespero.
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"Se este aumento da carga fiscal também nos for aplicado, passamos da pobreza para a miséria. Até aqui ainda se paga a renda de casa e sobra alguma coisa para comer. Depois de janeiro de 2013 teremos que escolher: ou comemos ou pagamos a renda de casa", disse.
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A funcionária diz que a generalidade dos trabalhadores recebe hoje menos metade do salário, considerando que um Estado não pode ter a representá-lo no estrangeiro "pessoas que quase têm que pedir ajuda à Caritas".
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Na Suíça existem cerca de 50 funcionários consulares distribuídos pela embaixada em Berna, consulados em Genebra e Zurique, escritórios consulares em Sion e Lugano e representação permanente nas Nações Unidas em Genebra.
CFF // HB
               Lusa/Fim

NAS TERRA DOS CARTEIRISTAS