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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A CRISE TAMBÉM ESTÁ NO CÉU


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As capas dos jornais e as principais notícias de Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012.




Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Assassinada familiar de ex-deputada
Ulrich: “Quem protestou ganhou”
Vasco de Mello: Desiste da ANA
Jorge Sampaio: Chocado com cortes
Ana Teresa Pereira: Melhor romance
Operador do 'Mensalão' condenado a 40 anos de prisão
Peniche: Casas e lojas inundadas

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Cláusula de salvaguarda não trava aumentos de IMI acima de 75 euros
Primeiro filme sobre a morte de Bin Laden estreia a dias das eleições
Daniel Oliveira crítica correntes e falta de debate no BE, Semedo recusa invocação do passado
FMI pede “esforços adicionais” para consolidar contas e promover crescimento
Valor mínimo do subsídio de desemprego reduzido em 6%
Psicólogo admite que psicose de Renato Seabra pode ter começado com crime

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

O Super-Homem e a crise dos jornais
Testemunha esteve com Duarte Lima um dia antes do crime
Chuva causa inundações e fecho de hipermercado
Estudantes vão apresentar abaixo-assinado nacional
Militares pedem ao Parlamento que não aprove OE2013
Estudantes protestam frente à Assembleia da República
Detidos dois suspeitos de roubo a posto de abastecimento

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Botafogo vence Figueirense e ainda sonha com Libertadores
Marcos Valério apanha mais de 40 anos de prisão
Mila Kunis é a mais sexy do planeta mas gorda para Dior
Castelo Branco vai concorrer à Câmara de Sintra e quer acabar com lojas de chineses
Casal desempregado vive debaixo da ponte há meio ano
Minho admite fechar ensino noturno e aos sábados
Família realojada em Peniche devido a inundações

Capa do i i

Vasco Graça Moura lamenta saída de Francisco José Viegas do governo
Carlos Castro. Psicólogo admite que psicose de Seabra pode ter começado com crime
Eva Longoria volta a estar solteira
Duarte Lima/Rosalina.Testemunha diz que esteve com arguido um dia antes do crime
Primeiro-ministro aceitou demissão do secretário de Estado da Cultura por "problemas graves de saúde"
Chuva forte causa inundações e fecho de hipermercado em Peniche
Agência suíça do medicamento suspende uso de vacinas antigripe não usadas em Portugal

Capa do Diário Económico Diário Económico

Declarações de Ulrich “são absolutamente lamentáveis”
Reformar o Estado social para salvar as pensões
As câmaras, o IMI e os contribuintes
Câmaras querem poder baixar IMI para compensar subida de impostos
Devolver um subsídio na Saúde custa até 300 milhões
PSD e CDS pressionam corte na despesa mas Gaspar diz que é difícil
Maioria e Governo acertam estratégia para debate do OE/13

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Saiba o que vai mudar nas prestações sociais
FMI pede "esforços adicionais" a Portugal
A primeira página do Negócios da edição de hoje
[484.] Fox e IPST
Governo quer IRC de 10% para novas empresas já em 2013
Empresas temem quebra nas vendas com novas regras de transporte
Portugal penaliza vendas da Heineken, dona da Central de Cervejas

Capa do Oje Oje

VW sofre maior queda do lucro desde 2009
Heineken eleva lucro em 9% no trimestre
Cristóvao Fonseca, co-fundador da produtora Les Films de l’Odyssée: “O sucesso pode ser algo que justifica o sacrifício de deixar tudo para trás”
CilNet aposta na internacionalização como resposta à crise
Portugal Ventures tem 20 milhões para investir em projetos inovadores
7 Razões para aderir ao digital
A competitividade das PME e os sistemas de informação

Capa do Destak Destak

Ex-secretário-geral do Governo de Taiwan acusado de corrupção
Obama critica comentário de candidato republicano ao Senado sobre violação
Design têxtil português atrai centenas de clientes em Xangai
União Interparlamentar vai investigar alegados abusos nas Maldivas e Turquia
Texas executa condenado por homicídio cometido há mais de 20 anos
Filho do Presidente da Coreia do Sul interrogado por suspeita de corrupção
Buraco de ozono na Antártida "encolhe" para tamanho mais pequeno em 25 anos

Capa do A Bola A Bola

«Apuramento para os oitavos de final será um milagre» - Mancini
«Pensei que dois anos na Mercedes fossem suficientes para ser campeão» - Schumacher
Rui Rangel avança com participação criminal contra Vieira
«Vale e Azevedo ao pé de Rui Rangel deve ser um principiante» - Luís Filipe Vieira
Resultados e marcadores da 3.ª jornada
Juventus nega interesse em Drogba
Daúto Faquirá é o preferido para treinar Mambas e estruturar futebol moçambicano

Capa do Record Record

O exemplo de Paulo Azevedo
Meter a primeira
Filip De Wilde: «Sporting não terá tarefa fácil com o Genk»
Wenger elogiou contratações dos portistas
Porta sem trancas
Cristiano a 3 golos de apanhar... Eusébio
Blackburn triunfa sem Nuno Gomes

Capa do O Jogo O Jogo

Bolt também sambou
Benfica e FC Porto goleadores
Godinho: "O Sporting não vai pagar a três treinadores"
"Seria incapaz de me demitir"
Jogos da I Liga deixam de integrar lista de interesse público
"Campeão três vezes em cinco anos"
Presidente da FCF cauteloso com sorteio da CAN

DE PARTIR O CACO A RIR


 Paco Bandeira e a violência doméstica. Bem apanhado

        http://www.youtube.com/embed/zZnSFd0DF-g?rel=0

UMA CARTA - PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE VÁ...





Exmo Senhor
José Martins

Apanhei o seu valioso  tema dos esquecidos da Ásia ... acrescentando que a memória não se vá para a construção do futuro, permita-me que lhe conte o seguinte:
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Passei por Malaca depois de uma missão de 3 anos em Timor-Leste. Fi-lo porque meu pai (falecido em 1955) falava da valentia dos marinheiros que chegaram a Malaca em barcos de cascas de nozes, comandados pelo bravo de Afonso de Albuquerque: Neste sonho que sempre me acompanhou, mas  não sabia que chegava ao Bairro Português de Malaca e me recebiam com tanto afeto. 

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Ouvi suas queixas de abandono de Portugal, falaram de tantas coisas nossas e do Padre Pintado. Acabei por prometer que não os iria esquecer.
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Cheguei a Portugal e em 12 de Junho de 2008 nasce a Associação Cultural Coração em Malaca (Korsang di Melaka)
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Não tive mais descanso até hoje e muito temos feito em prol de um legado que não podemos deixar morrer.
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Por 2 vezes visitamos Freixo de Espada à Cinta para visitar as irmãs do Padre Pintado e saber mais sobre SEU  valioso contributo.
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Fala do Padre Pintado no mesmo artigo. Na certeza que muito nos poderá ajudar para a divulgação da sua influência na cultura da comunidade de Malaca.
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Um dos nossos objectivos são palestras nas escolas e outras instituições divulgando este legado secular .
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Estamos ao seu dispor para outras informações, aguardando as melhores noticias.
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Muito obrigada

Um fraterno abraço da Korsang di Melaka
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Luisa Timóteo
Presidente da Direção

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25.10.2012
Senhora Dona Luisa Timóteo,
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Muito obrigado pelo seu bonito e-mail.
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Por mais estranho que possa parecer e depois de uma longa vivência na Tailândia nunca viajei a Malaca. Porém ligado a ela de alma e coração.
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Conheci e fui amigo do falecido Padre Pintado e numa das suas viagens à Tailândia mostrei-lhe as coisas, antigas, portuguesas neste Reino.
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Tenho nos meus arquivos algo de interesse que se refere a Malaca que terei muito prazer em oferecer  à Associação criada: micro-filmes com os registos de nascimento, casamento e óbitos da  Comunidade Lusa-descendente (sec 18 e 19), que Padre Pintado me ofereceu  e outra documentação, fotografias. 
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Necessito, tempo, de a reunir para depois a expedir para Malaca desde que me informe a direcção.
Abraço lusofóno
José Martins

AS IGUARIAS DOS DEPUTADOS QUE TEMOS!




Perdiz, porco preto e whisky para os senhores deputados 
 
Perdiz, porco preto e whisky para os senhores deputados porcos, gamela de pocilga, pouca boleta e forte porreta!


Está dentro dos princípios da escumalha política!!! Numa altura em que
o Povo passa fome ...o deputado come lagosta, perdiz,etc , etc.... Temos o que merecemos !!

Expresso

Perdiz, porco preto e whisky para os senhores deputados

A forma aburguesada e parola de estar deste conjunto de indivíduos que designamos deputados e que continuamos a eleger para se alimentarem na AR atingiu as raias do ridículo. Não sei qualificar, não consigo quantificar e torna-se difícil analisar a leviandade e falta de vergonha, especialmente na época de crise em que vivemos e para a qual muitos destes senhores contribuíram decisivamente.
 


Exigem sacrifícios, inventam cortes muito para além do aceitável e sustentável mas continuam a viver dentro das portas por nós pagas muitíssimo acima do necessário. Um olimpo intocável, vergonhoso, luxo descarado e difícil de compreender. Veja-se o menu: 


"Perdiz, porco preto alimentado a bolota e lebre são alguns dos produtos exigidos pelo Caderno de Encargos do concurso público para fornecer refeições e explorar as cafetarias do Parlamento. Das exigências para a confecção das ementas de deputados e funcionários constam ainda pratos com bacalhau do Atlântico, pombo torcaz e rola..." Correio da Manhã

"Pombo torcaz, rola e porco preto alimentado a bolota"? Não podem os senhores deputados alimentar-se como os demais cidadãos? 
Febras, bitoques e filetes de pescada, não pode ser? 

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Estes tiques pseudo-chique-saloios de quem tem acesso ao poder e dinheiro e se está a borrifar para a imagem que passa para o cidadão comum, o desgraçado que tem de continuar a andar à pancada no Pingo Doce uma vez por outra para pagar metade da factura, são mesmo fundamentais? 
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É necessário este descaramento em forma de cardápio? 
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E se levassem de casa a comidinha no tuperware e aquecessem no micro-ondas, não fariam melhor figura?

"...o café a fornecer deverá ser de "1ª qualidade" ( isto é transcrição de uma escuta telefónica?) e os candidatos ao concurso têm ainda de oferecer quatro opções de whisky de 20 anos e oito de licores. No vinho, são exigidas 12 variedades de Verde e 15 de tintos alentejanos e do Douro."

"Whisky? Licores? 12 verdes e 15 tintos? Exigidas"? Estamos a falar da
lista de compras de um bar da 24 de Julho ou das cafetarias da AR?
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Existe uma discoteca chamada "Parlamento" na cave do edifício? Digam
que sim - por favor, para não sentir tanta vergonha por ajudar a sustentar esta pandilha democrática. Digam-me que vão todos beber como uns alarves para esquecer o que têm feito ao país e sempre dá para compreender este chorrilho de disparates.
 

Isto só vem demonstrar que por muitas diferenças que ostentem nos debates matinais, à hora do almoço eles são todos iguais. Comem-nos todos da mesma maneira e sem vergonha nenhuma. O exemplo neste país vem sempre de baixo para cima. E isso é inaceitável.
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Vitor Ferreira
 Rua D. Luis da Silveira Lt. M-11, 8600-575 Lagos, Portugal
Mobil: +351 917620223
Ph:(at night) +351 282761209           Fax: +351 282761591
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SOMOS NÓS OS PORTUGUESES AVES DE ARRIBAÇÃO



"Carta de despedida à Presidência da República

Excelência,
Não me conhece, mas eu conheço-o e, por isso, espero que não se importe que lhe dê alguns dados biográficos. Chamo-me Pedro Miguel, tenho 22 anos, sou um recém-licenciado da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Nasci no dia 31 de Julho de 1990 na freguesia de Miragaia. 
Cresci em Alijó com os meus avós paternos, brinquei na rua e frequentava a creche da Vila. Outras vezes acompanhava a minha avó e o meu avô quando estes iam trabalhar para o Meiral, um terreno de árvores de fruto, vinha (como a maioria daquela zona), entre outros. 
Aprendi a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” quando me cruzava na rua com terceiros. Aprendi que a vida se conquista com trabalho e dedicação. Aprendi, ou melhor dizendo, ficou em mim a génesis da ideia de que o valor de um homem reside no poder e força das suas convicções, no trato que dá aos seus iguais, no respeito pelo que o rodeia. 
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Voltei para a cidade onde continuei o meu percurso: andei numa creche em Aldoar, freguesia do Porto e no Patronato de Santa Teresinha; frequentei a escola João de Deus durante os primeiros 4 anos de escolaridade, o Grande Colégio Universal até ao 10º ano e a Escola Secundária João Gonçalves Zarco nos dois anos de ensino secundário que restam. 
Em 2008 candidatei-me e fui aceite na Escola Superior de Enfermagem do Porto, como referi, tendo terminado o meu curso em 2012 com a classificação de Bom. Nunca reprovei nenhum ano. No ensino superior conclui todas as unidades curriculares sem “deixar nenhuma cadeira para trás” como se costuma dizer. 
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Durante estes 20 anos em que vivi no Grande Porto, cresci em tamanho, em sabedoria e em graça. Fui educado por uma freira, a irmã Celeste, da qual ainda me recordo de a ver tirar o véu e ficar surpreendido por ela ter cabelo; tive professores que me ensinaram a ver o mundo (nem todos bons, mas alguns dignos de serem apelidados de Professores, assim mesmo com P maiúsculo); tive catequistas que, mais do que religião, me ensinaram muito sobre amizade, amor, convivência, sobre a vida no geral; tive a minha família que me acompanhou e me fez; tive amigos que partilharam muito, alguns segredos, algumas loucuras próprias dos anos em flor; tive Praxe, aquilo que tanta polémica dá, não tendo uma única queixa da mesma, discutindo Praxe várias vezes com diversos professores e outras pessoas, e posso afirmar ter sido ela que me fez crescer muito, perceber muita coisa diferente, conviver com outras realidades, ter tirado da minha boca para poder oferecer um lanche a um colega que não tinha que comer nesse dia. 
Tudo isto me engrandeceu o espírito. E cresci, tornei-me um cidadão que, não sendo perfeito, luto pelas coisas em que eu acredito, persigo objetivos e almejo, como todos os demais, a felicidade, a presença de um propósito em existirmos. Sou exigente comigo mesmo, em ser cada vez melhor, em ter um lugar no mundo, poder dizer “eu existo, eu marquei o mundo com os meus atos”. 
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Pergunta agora o senhor por que razão estarei eu a contar-lhe isto. Eu respondo-lhe: quero despedir-me de si. Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou. 
Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro. Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu. Junto comigo levo mais 24 pessoas de vários pontos do país, de várias escolas de Enfermagem. Somos dos melhores do mundo, sabia? 
E não somos reconhecidos, não somos contratados, não somos respeitados. O respeito foi uma das palavras que mais habituado cresci a ouvir. A par dessa também a responsabilidade pelos meus atos, o assumir da consequência, boa ou má (não me considero, volto a dizer, perfeito). 
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Esse assumir de uma consequência, a pro-atividade para fazer mais, o pensar, ter uma perspetiva sobre as coisas, é algo que falta em Portugal. Considero ridículas estas últimas semanas. Não entendo as manifestações que se fazem que não sejam pacíficas. Não sou a favor das multidões em protesto com caras tapadas (se estão lá, deem a cara pelo que lutam), daqueles que batem em polícias e afins. 
Mais, a culpa do país estar como está não é sua, nem dos sucessivos governos rosas e laranjas com um azul à mistura: a culpa é de todos. Porquê? Porque vivemos com uma Assembleia que pretende ser representativa, existindo, por isso, eleições. A culpa é nossa que vos pusemos nesse pódio onde não merecem estar. 
Contudo o povo cansou-se da ausência de alternativas, da austeridade, do desemprego, das taxas, dos impostos. E pedem um novo Abril. Para quê? 
O Abril somos nós, a liberdade é nossa. E é essa liberdade que nos permite sair à rua, que me permite escrever estas linhas. O que nós precisamos é que se recorde que Abril existiu para ser o povo quem “mais ordena”. E a precisarmos de algo, precisamos que nos seja relembrado as nossas funções, os nossos direitos, mas, sobretudo, principalmente, com muita ênfase, os nossos deveres.
Porém, irei partir. 
Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão. Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país. Mostrarei o que sou, conquistarei mais. 
Mas não me esquecerei nunca do que deixei cá. Nunca. Deixo amigos, deixo a minha família. Como posso explicar à minha sobrinha que tem um ano que eu a amo, mas que não posso estar junto dela? Como posso justificar a minha ausência? 
Como posso dizer adeus aos meus avós, aos meus tios, ao meu pai? Eles criaram, fizeram-me um Homem. Sou sem dúvida um privilegiado. Ainda consigo ter dinheiro para emigrar, o que não é para todos. Sou educado, tenho objetivos, tenho valores. Sou um privilegiado.
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E é por isso que lhe faço um último pedido. Por favor, não crie um imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade. Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia. Permita-me, sim? E verá que nos meus olhos haverá saudade e a esperança de um dia aqui voltar, voltar à minha terra. Voltarei com mágoa, mas sem ressentimentos, ao país que, lá bem no fundo, me expulsou dele mesmo.

Não pretendo que me responda, sinceramente. Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho.

Cumprimentos,
Pedro Marques

Enviada para a Presidência da República no dia da partida para Inglaterra.

2003 LUIS FIGO E CARLOS QUEIROZ EM BANGUECOQUE

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MEMÓRIAS: ESTAMOS A 8 DIAS DO MUNDIAL DO FUTESAL

Na Tailândia, tudo relacionado com Portugal, estive no lugar certo na hora exacta.



 Mas que linda festa!
E mais bela ainda porque com a equipa de futebol, dizem a melhor do mundo, o Real Madrid, estava o seu treinador Carlos Queirós e o Luis Figo.
Um Figo português (pingo de mel) que foi o mais “bom-bom” das raparigas tailandesas e, prova-o isso que depois de o Luis Figo autografar uns calções e a camisola, com o seu número, uma jovem beijava-os e cheirava-os como se fosse perfume da flor de “rosmaninho” .
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O Carlos Queirós que apenas o conhecía por fotografia, preguei-lhe uma partida!
Foi mesmo isso.
O Carlos Queirós observava as voltas ao campo de aquecimento que o Luis Figo  (certamente para se refazer de uma lesão numa perna e que não lhe permitiu mostrar as suas habilidades futebolisticas aos sem conta admiradores/as que já possui na Tailândia).
Sorreitaramente e, de máquina preparada para o disparo:
“ Ó Carlos sorria-se?” 
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Foi o melhor “boneco fotográfico” que consegui  a curta  permanência de 36 horas do Real Madrid na “Cidade dos Anjos”.
Estupefacto, ficou o treinador (claro o melhor do mundo) de ali ter encontrado um “portuga”, dos quatro costados, na pista de atletismo a fazer uma reportagem.
Trocámos breves palavras, onde se conjuga a minha permanência na Tailândia.
Não tive tempo de lhe falar da história de Portugal na Tailândia (na proximidade dos 500 anos) e assim lhe dizer que os portugueses foram os primeiros ocidentais a ter relações de amizade com a Tailândia.  
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 Paciência fica para a próxima.
O treinador português é uma pessoa que denota muita humildade, nenhuma vaidade e cativa todos aqueles que conversam com ele.
Não se privou de tirar fotos com as pessoas que lhe pediram  e  autógrafou  camisolas quando se dirigia para os balneários.
Com o Luis Figo e, porque a um jogador não lhe sobra tempo para falar não deixei, porém, de lhe dar as boas vinda quando passou, junto a mim, numa sala do hotel.
“Luis Figo bem-vindo a Banguecoque”! 
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Respondeu-me com um obrigado.
Não entendo “nadinha” de futebol. 
Conheço a cara de meia dúzia de jogadores portugueses dado ao favor e graça da nossa RTPi (que dizem, agora, estar melhor) que me entra em casa 24 horas.
Encontros de futebol só os vejos quando a selecção de Portugal  e, se está a perder desligo.
Perder não é comigo  mesmo que seja a feijões.
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Sem o Escudo Português a figurar na manga da camisa de Carlos Queirós e na camisola de Luis Figo regozijei-me pela presença de duas figuras conhecidíssimas integradas no “nuestro hermano grande y rico”  Real Madrid na capital da Tailândia.
Finalmente, Portugal,  não importa só azeite,frutas, leite e vinho da vizinha Espanha mas (está à vista) exporta material, humano, para ajudar o Real Madrid a obter bons resultados.
De futebol os espanhois talvez sejam melhores que os portugueses.... mas no jogo do pau e de pá do forno, isso é que eles nunca foram!
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Estou agradecido aos “rapazes dos jornais”, de Banguecoque, de não se ter esquecido nos seus relatos inseridos nos seus jornais e revistas  que o Figo e o Queirós eram de nacionalidade portuguesa.
A presença do Real Madrid no passado dia 10 de Agosto foi uma autêntica festa. Ganharam, como se diz em calão desportivo: “à rasquinha”!
A combatividade da selecção tailandesa só deu a oportunidade da vitória com uma escassa margem de 2 a 1.
E, se não houvessem umas batidas nas traves das redes do guarda redes Cesar Gonzales  a selecção tailandesa teria ganho a partida.  Bem feito!
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 Aqui há também de se ter em conta o tamanho dos “calmeirões” dos atletas do “plantel” de Carlos Queirós e o dos mais pequenos e aguerridos jogadores tailandeses.
A assistência de 70 mil pessoas (todas sentadas) num estádio a rivalizar com os melhores que existem por esse mundo fora estavam ali para apreciar  a fina flor do “chuto”, do mercado mundial e nunca (se viesse era boa), vaticinar o infringir uma derrota ao Real Madrid.
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 A organização que promotora da vinda da equipa madrilena a Banguecoque e as gentes tailandesas mais uma vez mostraram a sua forma hospitaleira de receber e não só o civismo demonstrado durante o jogo.
A a louvar a eficiência das autoridades e polícia tailandeses que conseguiram um sistema de segurança impecável quer no hotel onde o Real Madrid esteve hospedado e durante o encontro.
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Houve algumas anomalias na circulação automóvel e arrumo nos parques à volta do estádio  Rajamangala mas isto se deve à afluência de milhares de veículos.
Os bilhetes esgotaram-se e, como em toda a parte houve “mercado negro” à volta do estádio.
Claro que não foi às escondidas mas às claras e o preço era o de quem dáva mais!
Negócios são negócios e cada um que investe o seu “papel” que lhe traga os melhores lucros.
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O preço foi vário desde 400, 500 e 800 bhat (  8, 10 e 16 euros) 
Depois de finalizar o encontro as luzes,principais do estádio apagaram-se e milhares de velas surgem acesas das bancadas e, na pista de atletismo os jogadores dos dois grupos e outras altas individualidades tailandesas, seguravam nas mãos, também, uma vela acesa, em honra da celebração do aniversário e os 71 anos de S. M. a Rainha Sirikita a esposa real de S. M. o Rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej.
José Martins
Agosto 2003