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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"....NADA QUE LHE SATISFAÇA O APETITE."


 

É no mínimo muito estranho que seja, precisamente, agora que se lembram da reforma do Estado, perante a demonstração flagrante do inevitável falhanço da execução orçamental de 2012, apesar dos cortes inconstitucionais dos subsídios de férias e de Natal de funcionários públicos e pensionistas, das aventuras e desventuras da taxa social única e do chamado "plano B" que ameaçam já estar na forja, para o caso altamente provável de virem a constatar, mais lá para o fim do inverno, que a execução fiscal já não encontra nos bolsos dos cidadãos nada que lhe satisfaça o apetite.
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Notícias

KAOS:A pobreza não é um destino traçado


Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, esteve na SIC Notícias esta semana, onde afirmou que os portugueses deviam aprender novamente a ser pobres.
Vir para as televisões fazer a apologia da pobreza porque esteve na Grécia e lá já estão ao nível da miséria, (levam um ano de avanço ou já nem tanto), é triste e mostra bem a vergonha a que estas políticas nos estão a conduzir. 
Custa ver gente fazer a apologia da caridadezinha, fazendo lembrar os sombrios tempos salazarentos que pensávamos estar erradicados das nossas vidas. Eu acredito que a riqueza pode e deve ser distribuída por todos, que a miséria não é um destino traçado e que os homem podem viver todos com dignidade. 
O que se está a passar é assustador e os discursos como o que ouvimos mostra que temos de escolher outro caminho. Não podemos aceitar que uns vivam na pobreza, que chorem ao ver os seus filhos com fome, enquanto outros vivem na opulência. 
Não podemos ver a fome de um alado e outros a dizer que merecem os milhões que ganham à nossa custa. Falar do futuro fazendo a apologia da pobreza é vergonhoso e a partir de hoje, enquanto essa senhora estiver à frente do Banco Alimentar Contra a Fome passarei a contribuir com o que dava nos seus peditórios para outras instituições. 
Discursos destes são intoleráveis e nem merecem mais comentários.

MUNDIAL DE FUTSAL 2012 NA TAILÂNDIA - SELECÇÃO DAS QUINAS VISITA EMBAIXADA


O filme em imagens da visita da delegação e atletas lusos, ao Mundial de Futsal 2012, de cortesia ao representante de Portugal na Tailândia Jorge Torres Pereira.
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Ontem, dia 9 de Novembro, pelas 11 da manhã, a delegação e atletas que compõe a selecção das Quinas ao Mundial de Futsal 2012, presentemente a ser disputado na Tailândia visitaram a embaixada de Portugal na capital tailandesa, para apresentar cumprimentos ao embaixador Jorge Torres Pereira cujo o representante de Portugal no Reino da Tailândia lhes deu as boas-vindas.
Delegação e atletas, portugueses, estão hospedados no Hilton Bangkok, situado na margem direita do Rio Chao Prya (Praiá) e a montante de cerca de uns 100 metros da missão diplomática de Portugal, na margem esquerda do grande rio que nasce nas terras-altas da Tailândia.
O majestoso rio Chao Prya por onde homens portugueses navegaram desde há 501 anos em direcção à segunda capital, Ayuthaya, do Reino do Sião que viria a cair em Abril de 1767 e dar lugar à nova e moderna capital, Banguecoque, da Tailândia.
Os homens luso e mais confortável atravessaram de barco o rio. À frente o seleccionador Jorge Braz e o chefe da delegação prof. Pedro Dias.
Logo ali se juntaram ao jovem treinador, Mário Lemos, dos juvenis do Muangthong United, campeão da 1ª Liga de futebol da Tailândia 2012. Mário Lemos de 26 anos de idade com grande futuro na Tailândia como técnico de futebol.
E uma fotografia nos dentes da boca do tubarão... Espera-se que o peixe não se chame a selecção do Paraguai a qual a de Portugal enfrentará amanhã, Domingo, dia 11 de Novembro.
Sai a primeira fotografia de família tendo como pano de fundo o grande Hilton Bangkok.

Em fila indiana os componentes da Selecção das Quinas com o prof. Pedro Dias e o funcionário da embaixada de Portugal Marcos do Vale, que foi receber, em nome do embaixador Pereira Torres ao desembarque e encaminhá-la para a chancelaria.
Aqui vai o conjunto caminhando pela rua Captain Bush Lane em direcção (a poucos metros) da missão diplomática de Portugal. O funcionário Marcos do Vale vai dando explicações ao chefe da delegação prof. Pedro Dias.
Na chancelaria a diplomata e número 2 da embaixada, Teresa Matos, recebe a delegação e atletas que em seguida levaria e apresentar ao embaixador Jorge Pereira Torres que aguardava na residência.
A parte lateral da residência, frontal lado esquerdo, dos embaixadores, acreditados no Reino da Tailândia. Edifício, histórico e único em território nacional e conhecido, o estilo arquitectónico, sino português
A diplomata Teresa Matos, acompanha o chefe da delegação prof. Pedro Dias para embaixador Torres Pereira o receber e apresentar as boas-vindas.
Embaixador Torres Pereira, sorridente, cumprimenta um-a-um a delegação e atletas lusos
Torres Pereira segue à frente do grupo lusitano para a residência e à qual, há anos, a baptisei  " A Nobre Casa"
No grande salão no rés-do-chão, embaixador Pereira Torres dá explicações, histórica, sobre o edifício construido na década sessenta do século XIX.
Chefe da delegação prof. Pedro Dias, oferece, ao embaixador Torres Pereira uma camisola das Quinas autografada por todos.
E depois da oferta de uma camisola das Quinas, autografada, é também oferecido, na varanda da residência, um galhardete que vai marcar a passagem da Selecção Nacional do Futsal no Reino da Tailândia, que tão cedo, certamente, não voltará a suceder.
E depois da oferta um brinde de vinho espumoso rosé das vinhas, de boa cepa, de Luis Pato da Bairrada.
E aqui bem à moda portuguesa: "bota acima e bota abaixo"
A rapaziada lusa, que não sofre de fastio, vai aos petiscos de sabor português, durante a recepção e beberete oferecido pelo embaixador Torres Pereira.
A petiscada decorada com bandeirinhas portuguesas
O seleccionador do Futsal Jorge Braz e dois dedos de conversa com o jovem treinador Mário Lemos. E quem sabe... talvez um novo Zé Mourinho na Tailândia...!!!
Embaixador Torres Pereira é entrevistado, no relvado do jardim, para a equipa de reportagem que acompanha e reporta as actividades da selecção lusa.
A "rapaziada" satisfeita da vida... e a sorrir para a lente da máquina fotográfia que vai disparar automáticamente.
A fotografia de família e para a posteridade do conjunto luso junto ao embaixador Torres Pereira.
Um dos pontos altos da visita é a presença do seleccionador nacional de futebol da Tailândia (camisa branca) Winfried Shãfer, de nacionalidade alemã, que se viria a juntar à selecção lusa.
Mister Shãfer conversa com embaixador Torres Pereira
Mas embaixador Torres Pereira, tinha uma surpresa para o mister Shãfer e era mais nem menos oferecer que uma camisola, autografa, de Cristiano Ronaldo, que na sua passagem pela Tailândia, há poucos meses, ofereceu ao embaixador de Portugal.
Fotografia de família com mister Shãfer e embaixador Torres Pereira segurando a camisola de Cristiano Ronaldo encaixilhada.
A camisola de Cristiano Ronaldo que vai fazer parte da colecção de lembranças do mister Shãfer.
Jorge Braz, seleccionador nacional conversa com mister Winfried Shãfer responsável pela selecção nacional da Tailândia.
Jovem treinado Mário Lemos trouxe uma camisola de seu clube o Muangthong United (campeão da 1ª Liga de Futebol da Tailândia, que ofereceu ao embaixador Torres Pereira.
A fotografia de família com Mário Lemos e a camisola oferecida ao nosso embaixador na Tailândia
Mister Dhãfer conversa com o prof. Pedro Dias e Jorge Braz
Não deixamos cair no esquecimento as duas cara bonitas que se juntaram à Selecção Nacional, a Ana Ferreira, secretária do embaixador Torres Pereira e a diplomata Teresa Matos número 2 da embaixada.
Mister Sháfer deu uma entrevista à equipa de televisão que acompanha a selecção portuguesa de Futsal, composta pelo, sempre diligente, Filipe Félix, assessor de imprensa da FPF e João Craveiro técnico de audivisionais.
Na imagem a diplomata e número dois da embaixada Teresa Matos despede-se do mister Shãfer.
E assim depois da visita de cortesia, apresentar cumprimentos ao embaixador Torres Pereira a Selecção Nacional de Futsal sai do Jardim da Residência.
A "malta" descontraída dirige-se para o local de embarque e de regresso ao hotel
A selecção embarca para o hotel, almoço e de tarde um treino para desentorpedecer os pés e as canelas.
O Hotel Hilton está no outro lado do rio e a selecção das Quinas não tarda a desembarcar.
José Martins

SELECÇÃO NACIONAL DE FUTSAL NA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE


Abre mais tarde com imagens da visita


Clique na imagem em baixo para ver o video


Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

FUTSAL NA TAILÂNDIA: UMA HISTÓRIA PORTUGUESA COM CERTEZA

Afinal como julgava, antes, não fui só eu, português, que estive (fora a selecção das Quinas e acompanhantes) em Nakhon Ratchasima, mas mais dois portugueses um o Jorge, chegado de Carcavelos e o Rui Silva de Sidney da Austrália.  
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 O Jorge já eu sabia que estaria em dois jogos (Portugal-Líbia e Portugal-Brasil), dado que ainda não tinha partido de Banguecoque para Nakhon Ratchasima, já tinha lido este blogue e me enviado um e-mail. 
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Como resposta, desde logo, lhe ofereci uma boleia no meu carro que não pode aceitar, mas informei-o, a melhor forma e mais conta de chegar à cidade onde a equipa das Quinas iria disputar três jogos: Líbia, Japão e Brasil.  
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No primeiro jogo Portugal com a Líbia, o Jorge esteve apenas parte do encontro, (chegou atrasado) e na mesma noite regressou a Banguecoque. E porque estive, a colher imagens, num canto do tablado de madeira, não coloquei a vista em cima do Jorge, nem vi a identificação o cachecól, mas informou-me que esteve lá e voltaria, novamente, a Nakhon Ratchasima para assitir ao jogo Portugal e Japão. 
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Pelo telefone o Jorge foi (que não conhecia) trocando mensagem comigo e que chegaria (rés-vés-Campo de Ourique) à hora do jogo. A identificação do Jorge para eu lhe colocar a vista em cima seria o cachecol... Olhava do meu lugar, junto à pista ( onde o fotógrafo ou operador de câmara pode levar uma bolada e ficar a ver estrelas por um momento) e nem via o Jorge nem cachecol.  
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O meu móvel deu sinal de mensagem e era o Jorge a dizer-me: "estou com o cachecól nas bancadas". Entretanto vejo do lado oposto onde me quedava, a bandeira das Quinas.  
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Quando um português a enfrenta num país estrangeiro, entra em órbita ou (no meu caso) chega-lhe um calafrio no corpo. Olho a bandeira de dois panos no colo de alguém, mas não vislumbrava bem se era por amor de algum tailandês (os tailandeses gostam de Portugal...entenda-se por aí) ou se era mesmo o Jorge. 
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Estava-se no intervalo do jogo e caminhei até junto à bancada e vejo que o possuidor da bandeira era mesmo um homem de cara de português. Os portugueses até se conhecem, no estrangeiro, sem mesmo se lhe perguntar a nacionalidade... É a voz do sangue luso! 
Aqui o Jorge Silva abre a bandeira das Quinas de dois panos...quero-a mais aberta e no seu todo...
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O homem da bandeira, nem deu por mim quando a metro e meio e em pontas dos pés lhe gritava: "é português, é português". O Rui Silva, tão distraído estava  não deu pela minha voz... Foi então que um homem tailandês lhe indicou a minha pessoa... O Rui Silva veio junto à barra que separa a bancada com o salão de jogos e dize-me. Sou português e vim da Austrália. 
Foi então que um senhor tailândês ajudou o Rui Silva abrir a querida, bandeira das Quinas com toda a dignidade que merece...
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Não houve tempo para mais apresentações... Olhe estenda-me a nossa bandeira quero tirar-lhe umas fotografias... Então para que a Bandeira das Quinas ficasse de jeito para a imagem um homem tailandês ajudou o Rui. 
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Foi então que neste momento apareceu o Jorge Martins com o seu cachecol e a sua identificação como português em Korat e nas terras nordestinas do Reino da Tailândia.
Ora aqui temos, na bancada o Rui Silva e o Jorge com o querido símbolo da nossa identidade, Lusa, no mundo.
Ao fim do jogo fiqcou combinado que os meus, já amigos, portugueses os levaria ao Dusit Princess Hotel onde a selecção das Quinas e delegação acomodada para cumprimentarem  diregentes e jogadores... Na imagem o autocarro a chegar ao hotel
Ainda não tinham chegado os jogadores ao hotel o Rui e o Jorge, exibem os símbolos lusos.
Aqui o Rui Silva e Jorge cumprimentam os atletas.
Junto ao Professor Pedro Dias e o guarda-redes João Benedito
E para a posteridade! Rui Silva, João Benedito, Prof. Pedro Dias, Jorge e Arnaldo junto à Bandeira das Quinas, na hora da despedida dos dois, portugueses, para Banguecoque.