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quarta-feira, 22 de maio de 2013

TGV ROMENO - MODERNA TECNOLOGIA SOBRE CARRIS


Para quem gosta muito de comboios !!!

Isto sim, é tecnologia de ponta!
ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO!!!

TGV romeno…
É pena ser via única, porque se se cruzassem, àquela velocidade não sei o que aconteceria.

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KAOS:O Boneco alemão





vitor gaspar Wolfgang Schäuble, boneco
Vítor Gaspar recebeu, em Berlim, elogios do ministro alemão das Finanças Wolfgang Schäuble e anunciou  em Berlim, que o banco público de investimento alemão está a avaliar a extensão de apoio financeiro às empresas portuguesas, podendo assumir participações indirectas em pequenas e médias empresas (PME).

Parabéns Gaspar já tens o futuro assegurado num qualquer cargo da elite financeira. Para nós fica mais dívida, mais austeridade e até as pequenas e médias empresas portuguesas nas mãos do Banco Público Alemão. Já há muito que entregámos a independência financeira e politica, faltava agora só os restos da económica. Alguém me explica qual a diferença entre aquilo que hoje é Portugal e um país colonizado?

Este esclarecimento não pode passar na comunicação social?

J. Antunes
Sócio 779
2013/5/15 José Reis Gameiro
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Bons dias amigos:
Passo em anexo notícia distribuída pela DN para esclarecer certos equívocos da nossa Comunicação Social.
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Penso que uma da notícias ali referenciadas respeita a trabalho de José Gomes Ferreira na SIC NOTICIAS a quem, reconhecendo embora o profissionalismo e desassombro dos seus trabalhos, aponto como falha grave na apresentação que fez dois ou três dias atrás, o facto de, ao mencionar a situação deficitária da CGA ter omitido o esclarecimento de essa situação deficitária  resultar do facto de apenas referir o produto das contribuições pagas pelos funcionários e não incluir aquilo que era obrigação legal do Estado como entidade patronal.
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Isto é os patrões privados são obrigados a contribuir com 23,5% salvo erro. O Estado fez a opção de não contribuir e de apenas ir subsidiando a CGA anualmente na medida do necessário para garantir as pensões.
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Agora apresentam a CGA deficitária, mas não fazem as contas ao montante que ao longo destes 70 ou mais anos o Estado se dispensou de entregar mensalmente à CGA como entidade patronal limitando-se a entregar apenas o necessário para garantir as pensões. Mais, invocam ainda que o Estado está a garantir essas pensões com o dinheiro dos impostos.
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Pois é.  Para além de os actuais pensionistas da CGA também pagarem esses impostos (o que equivale a subsidiarem-se a eles mesmos), também o Estado está apenas a entregar parte daquilo que, em devido tempo, deixou de pagar regularmente como  entidade patronal dos seus funcionários !!!!! 
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O Estado, entidade patronal, é devedor à CGA em montante correspondente à diferença entre o que subsidiou e subsidia a CGA  e o que devia ter mensalmente entregue a essa mesma CGA, ou seja 23,5% das remunerações que pagava.
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Da mesma maneira é absurda, e mais desonesta ainda, tal argumentação pelo menos em relação aos pensionistas das autarquias locais e das demais entidades públicas com autonomia financeira,, também pagos pela CGA.  
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Quanto a estes acontece que além das contribuições próprias do seu pessoal, também todas as autarquias e  demais Entidades entregavam, e continuam a entregar mensalmente,  também os 23,5% da entidade patronal.
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Naquela notícia do José Gomes Ferreira nada disto foi considerado.  E a imagem ficou: “O Estado está a pagar as reformas dos pensionistas públicos através dos impostos de todos nós”.
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Ora o deficit que constava dos números constantes do quadro  apresentado por josé gomes ferreira, tinha de ser desmontado. Quanto é que o Estado, enquanto Entidade patronal, ficou a dever, e deve ao sistema a cargo da CGA  ?
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Nesse montante, qual a parcela representada pelas situações não contributivas estranhas ao funcionalismo público ou resultante de “tempo  acrescido” não contributivo,  ?
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Funções de administração superior por escassos meses com pensões logo fixadas em “contratos de gestão” por referencia a 15 e mais anos; Subsídios vitalícios por escassos anos de exercício de funções politicas com contagem de tempo a dobrar sem relevância contributiva e assegurados, em alguns casos, a quem mal tinha deixado de usar fralda;
etc.
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A CGA tem funcionado, ultimamente como a roda dos antigos conventos da Idade Média !!! 
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Deixo-vos estas considerações para reflexão.
Um abraço a todos.
José Gameiro.
Melhores cumprimentos,
J. Sanchez Antunes

A PUTA QUE DESEJA SER VIRGEM

Pode um homem sozinho dar cabo de um país?




? Miguel Sousa Tavares, Pode um homem sozinho dar cabo de um país? [hoje no Expresso]:
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?Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu.
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Já suportámos tudo a Vítor Gaspar: nove trimestres consecutivos de previsões sucessivamente falhadas; erros de avaliação de uma incompetência chocante; subidas de impostos que conseguiram o milagre de fazer cair a receita fiscal; meio milhão de novos desempregados em menos de dois anos e milhares de empresas chutadas para a falência; cortes cegos em tudo o que estava em marcha para mudar o nosso paradigma de país subdesenvolvido ? como a aposta na investigação, na ciência, nas novas tecnologias, nas energias alternativas; um despudor e uma arrogância a corrigir os erros cometidos com novos erros idênticos, que, mais do que teimosia e obstinação suicidarias, revelam sim o desespero de um ditador intelectual perdido no labirinto da sua ignorância. 
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Gaspar não sabe como sair do desastre em que nos meteu e, como um timoneiro de uma nave em rota de perdição, ele já não vê nem passageiros nem carga, ou empregos e vidas a salvar: prefere que o navio se afunde com todos a bordo e ele ao leme. Sem sobreviventes nem testemunhas.
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Vendo-o na sua última aparição pública, a dar conta das linhas orientadoras do DEO, percebi que ele já não tem rumo nem bússola. Nem sequer tem linhas orientadoras da estratégia orçamental ou do que quer que seja. Apenas tem um número, que, aliás, vai sucessivamente engrossando à medida que o desastre se vai tomando cada dia mais nítido: 1,3 mil milhões, 4 mil milhões, 6,5 mil milhões. 
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Cada nova previsão falhada, cada novo erro de avaliação por ele cometido, tem como consequência, não um pedido de desculpas ou a promessa de se render e arrepiar caminho, mas antes a ameaça de mais e mais sacrifícios sobre uma economia e um povo exauridos. 
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Afinal, anuncia ele agora, a recessão não vai inverter-se no final deste ano, como previra, mas só lá para 2015 ou 16; afinal, o "desemprego ainda vai subir antes de começar a descer" daqui a uns dois anos, talvez; afinal, a "sustentabilidade das contas públicas", que nos diziam iminentemente assegurada, vai exigir sacrifícios "para uma geração". 
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Mas o que mais me choca ainda é o tom nonchalant com que debita as novas ameaças, como se, milhão a mais milhão ou a menos, dois anos a mais ou dois anos a menos, não fizesse grande diferença nas vidas concretas de gente concreta, destruídas a mando da sua incompetência.
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Sim, incompetência: porque o mais extraordinário de tudo é pensar que Vítor Gaspar impôs ao país uma política de austeridade suicida que o conduziu a uma das maiores recessões da sua história e sem fim à vista e, em troca, não conseguiu as duas que ele e os demais profetas da sua seita de fanáticos juravam ir alcançar sobre as ruínas do país: nem fez a reforma do Estado nem controlou o crescimento da dívida pública ? pelo contrário, perdeu-lhe o controlo. 
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Mas para onde foram então os 24.000 milhões de euros que as políticas de austeridade de Vítor Gaspar roubaram à economia, às empresas e aos trabalhadores e pensionistas, nestes dois anos? Sumiram-se para onde, serviram para quê?
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Incompetência, porque tudo aquilo que Vítor Gaspar sabe fazer e faz, qualquer merceeiro, sem ofensa, sabe fazer: contas de somar e subtrair. Agora, faltam-lhe 6,5 mil milhões? É fácil de resolver, basta agarrar numa caneta e num papel.
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Ora, vejamos: conta de subtrair ? tiram-se 2 mil milhões aos pensionistas e 3 mil milhões aos salários dos funcionários públicos. Temos 5 mil milhões, faltam 1,5.
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Conta de somar: aumenta-se o IRS (o único imposto que ainda garante retomo acrescido na receita fiscal). Aí estão os 6,5 mil milhões ? a "reforma do Estado". Mas alguém lembra então a Gaspar que isto vai significar menos consumo privado e que menos consumo significa mais falências, mais desemprego, mais subsídios de desemprego a pagar. Contrariado, Gaspar volta a agarrar na caneta e desenha nova "medida de estratégia orçamental", ou seja, nova conta de subtrair: tira-se meio milhão às verbas do subsídio de desemprego. 
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E quando alguém lembra ao ministro que o subsídio de desemprego já foi reduzido na sua duração a um paliativo mínimo e as suas regras de acesso, de tão restritivas que são, apenas abrangem 45% dos desempregados, Gaspar responde: "Então, por isso mesmo, e, aliás, em obediência ao princípio da igualdade, diminui-se a prestação aos que a têm".
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É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da República. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados.
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Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. E, quando olharem para nós, sem a "protecção" da troika, o que irão os mercados ver? Um país em recessão permanente, com a dívida sempre a subir e governado por Passos Coelho e Vítor Gaspar. 
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Em que filme de aventuras é que eles aprenderam que um país assim é salvo por filantropos? Não, Gaspar não nos vai levar de volta aos mercados, a não ser em condições de estertor final; ele vai é levar-nos de volta a um novo resgate. E esse vai fazer-nos retroceder cem anos.?

JORNAIS, A BOLA E OS MORCÕES

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Os portugueses continuam a ser aqueles "gajos" porreirinhos que engolem todas as garfadas de comida que lhe enfiam na boca que não a mastigam para lhe tomar o paladar. Não e só a "malandragem" dos políticos que treta para o povoléu, mas também jornais no propósito de vender papel com letras. O futebol e as paixões (dos morcões) são aproveitadas por certa imprensa desportiva. A prova está nas paragonas, de primeiras páginas de jornais desportivos, que a Taça da Liga 2012/2013 são favas contadas para o Benfica.


E acabou o Porto por ser campeão!

O HEROI MARTIM NEVES



OVER IT partilhou o vídeo de Arnaldo Costeira.
FOI ASSIM!


A FALTA DE NOÇÃO DO RIDÍCULO!...
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A História é simples: Esta noite no Programa 'Prós e Contras', no qual se apresentavam em certa altura exemplos de empreendedorismo, um jovem com apenas 16 anos falava sobre determinação, vontade de fazer coisas e de motivação para a mudança e para a acção. 
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Apresentava o SEU caso de sucesso... uma marca de roupa chamada "Over it" que, surgiu da vontade de estar na moda a preços suportáveis e que em menos de um ano, está a ganhar mercado on-line e off-line, com encomendas até no estrangeiro. A certa altura é ridiculamente interrompido por uma convidada, Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na U. Nova e no Instituto Internacional de História.
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Poderia ser um contributo para a motivação para o empreendedorismo, mas não! Obviamente não sabe o que significa empreendedorismo, mesm estudando a fundo e do ponto de vista académico as questões laborais e esquecendo que para se criar emprego é preciso, antes de tudo ter uma ideia de negócio sustentável. Foi uma intervenção completamente descabida... de uma desfaçatez atroz. 
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São este tipo de intervenções que tolhem os sonhos dos que querem construir coisas novas, encontrar alternativas e ser donos do seu destino... mas este miúdo, o Martim Neves, deu-lhe uma lição!!! 
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É que há o perfeito, o óptimo e o possível... ser empreendedor é arriscar quando não há alternativas... quando se tem vontade de materializar sonhos... e pelos vistos há quem confunda com capitalismo!... Parabéns Martim! Persegue o teu sonho e não passes por cima de ninguém... 
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Cara Prof. Doutora Raquel Varela, o seu percurso académico é, de facto, impressionante e relevante... mérito seu, mas entenda que a sua investigação, apesar de ser importante, não cria postos de trabalho, os que tanto defende... são estes exemplos de empreendedorimo que podem fazer a diferença... 
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A questão não foi a pertinência das suas observações, mas o despropósito e a desproporção que utilizou neste caso específico. Não era de esperar que o Martim, um jovem do Secundário conseguisse entrar num debate sociológico consigo. 
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Ele teve uma ideia e colocou em prática... e tem vontade de continuar, e isto é ser empreendedor, não há que lhe cortar os sonhos... hoje apenas o Martim, amanhã quem sabe, uma cadeia de lojas!
Clique em baixo para o video

A Frase


Ninguém sabe o que se passou nas sete horas da magna reunião. Um comunicado de três parágrafos resumiu, desajeitadamente, o que eles entenderam ser justo o povoléu saber. O "não", violento pela secura, ao anúncio do que se passou entre os dezassete parceiros, constitui outra prova do desprezo que as "instituições" por nós dão testemunho. E a verdade é que temos o direito de conhecer o que a todos, sem excepção, diz respeito. Mas o sigilo, o silêncio e a escusa a que nos habituou este simulacro de democracia está a adensar-se, de modo que só uma pequena clique é sabedora dos enredos.
Baptista Bastos, Diário de Notícias

AGUENTAI VELHOS!


Holanda pode provocar o colapso do euro




É só Boas Notícias...

A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.

Bolha imobiliária

Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.

Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.

Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.

Profunda recessão

As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).

A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. 

O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).

Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.

Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.

Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.

Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.

Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.

Publicado originalmente em El Economista (http://www.eleconomista.es/opinion-blogs/noticias/4819350/05/13/Holanda-El-paIs-que-harA-estallar-el-euro-.html), republicado em Jaque al Neoliberalismo (http://mamvas.blogspot.pt/2013/05/holanda-el-pais-mas-endeudado-de-europa.html#more)

Sai uma maça envenenada para o Ministro, sff



nuno crato bad minister
O Nuno Crato já veio dizer que vai decretar serviços mínimos de forma a  boicotar a Greve de Professores marcada para a data das avaliações dos estudantes. O argumento é de que ela iria prejudicar os alunos (como se as politicas deste governo não os tenham prejudicado muito mais e não tenham baixado a qualidade de ensino e as condições em que ele é praticado). É verdade, da mesma forma que uma greve de transportes prejudica os utentes, uma de pilotos os passageiros ou uma de empregados de balcão os clientes. Com este argumento não há razão para não proibir as greves afinal todas prejudicam os governante. Mas, como esta gente é mentirosa e hipócrita, ainda veio o Ministro afirmar que sobre a principal razão desta greve, a mobilidade especial dos professores, nada está ainda decidido quando já foi dito e afirmado que milhares deles têm o destino traçado. Redução de salário durante uns meses e depois despedimento. Esta gente devia ter vergonha.

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