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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O segredo dos privilégios dos políticos já é lei.

Salve!

Recebi isto.
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É com certeza mentira! Ainda por cima com maioria absoluta? O PS de seguro que não alinharia! Nem vou ver, tenho mais que fazer.
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Somos um Estado de Direito, Democrático e o Peculato foi ultrapassado há muito. Coisa do antigamente!
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Favor desmentir. Vejam o que o DL diz. Esse não é Secreto. Depois digam-me o que acham. Se tenho ou não razão.
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Se não for mentira, digam-me também. Para eu tentar ficar admirado…nobre povo, nação valente…há mais de 100 anos a levantar isto de novo… e o D. Sebastião que tarda e, coitado, nem sequer podia ser Democrata. 
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O pior, é que não poderá ser, nem mesmo que seja DEMOCRATA a sério (com O como até os Brasileiros dizem mas como abrem os “A” parece que dizem À sériA, mas não… Pronunciam apenas “À sériO”… e dizem que as telenovelas não são um veículo de cultura, da melhor e da pioríssima).

Saudações

RON
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PS – Por via das dúvidas Post Scriptum: Mas não se esqueçam que sem eleições q.b. não há eleitos e lá se vai a democracia. Se valer a pena repassar…


Terça-feira, 27 de Agosto de 2013
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O segredo dos privilégios dos políticos já é lei.

Já tem a forma de Lei n.º 64/2013, de 27 de agosto, o sigilo dos privilégios dos políticos e foi hoje publicado no Diário da República.
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Portanto, por proteção da lei agora aprovada pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e do PS, passaram a ser secretos os privilégios dos políticos.
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Vejam-se, neste caso e segundo esta lei, por exemplo, as chamadas pensões de luxo atribuídas aos ex-políticos (ex-deputados, ex-Presidentes da República, ex-ministros e ex-primeiros-ministros, ex-governadores de Macau, ex-ministros da República das Regiões Autónomas e ex-membros do Conselho de Estado) e os ex-juízes do tribunal constitucional, passaram a ser escondidas do povo português.
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A partir de agora e na vigência desta lei, os portugueses e contribuintes ficam a desconhecer quem são e quanto recebem financeiramente do erário público e do orçamento geral de estado os ex-políticos e governantes.
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O que é o mesmo que dizer que os políticos e governantes passam a poder decidir secretamente entre eles a atribuição a si mesmos dos benefícios, regalias, subsídios ou outras mordomias, sem que os portugueses, o povo português portanto, ou até mesmo os tribunais, tenham direito a saber o que os políticos fazem com o dinheiro que é de todos nós.
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De facto e de lei, passou a haver uma qualidade superior de sujeitos, ao caso os políticos, governantes e juízes do tribunal Constitucional, que estão isentos do escrutínio público, não se encontram mais obrigados a revelar as fontes, as origens e a natureza dos seus rendimentos de proveniência pública, ou seja, que fazem com o dinheiro público o que muito bem entendem e não estão obrigados a prestar contas públicas do que fazem.
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Lida esta nova lei tive de socorrer-me do Código Penal, onde fui encontrar semelhantes comportamentos e condutas nos dos artigos 308º e 375º do Código Penal, respetivamente o crime de "Traição á Pátria" por abuso de órgão de soberania e o crime de "Peculato".
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Triste república esta em que vivemos, a dlinquência já tem proteção de lei!

Organograma da actual 3ª Guerra Mundial



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TIRO PELA CULATRA Tire uns poucos minutos leia e medite...

 
Não vai perder o seu Tempo,lendo esta breve e interessante entrevista!!!

TOLOS OS QUE NÃO VÊEM, NEM QUEREM VER, O QUE O CARDEAL VÊ.  TIRO PELA CULATRA
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Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o atual Papa quando ele era o então Cardeal Bergoglio, na Argentina. 
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Na realidade, foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergolio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo. Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
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O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza. A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, perguntou-lhe o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
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O Cardeal respondeu:
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" - Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
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- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.
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- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
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- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável "
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Mathews pergunta: - O senhor culpa o governo?
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 " - Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. 
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Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas”.
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Replica Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
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" - As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres"
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 Ataca Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
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 "O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo.
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Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
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 - Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina.
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Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?"
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 Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.
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 " - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
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 - Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?
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- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
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 - “Suas idéias são radicais”, diz o jornalista.
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 - "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "
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 Mathews diz: - “Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento”.
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 O Cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. 
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O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo. 
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- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. 
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E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza

Um governo de traição nacional


3 de September de 2013


É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram, as empresas públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência. (José Vítor Malheiros)

Um governo de traição nacional

A história e a política estão cheias de grandes tiradas, de declarações que mudaram o rumo do mundo e que inflamaram o desejo e o sonho de milhões durante décadas ou séculos. “Obviamente, demito-o!” “De l”audace, toujours de l”audace, encore de l”audace!” “We shall fight on the beaches…” “Os proletários não têm nada a perder senão as suas grilhetas!”…

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E há também frases aparentemente banais que, por uma conjugação de circunstâncias, conseguem mudar o curso dos acontecimentos. O fim do senador republicano americano Joseph McCarthy foi ditado quando, durante um das famosas audições no Senado, o advogado do Exército dos EUA Joseph Nye Welch lhe perguntou simplesmente, com um ar de profundo desdém, “Have you no sense of decency?” 
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Uma pergunta que bastou para os americanos – havia 20 milhões a seguir a transmissão televisiva em directo – adquirirem a consciência de que aquele arruaceiro pomposo era apenas um pequeno traste à procura de poder. O homem não merecia senão desprezo.

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O que é espantoso é como, na actual situação política portuguesa, há tão pouca gente a fazer a mesma pergunta a todos e a cada um dos membros do Governo português, de cada vez que abrem a boca, quando é tão evidente que essa gente é apenas, como McCarthy, um bando sem escrúpulo, sem noção de decência, sem respeito pela lei, sem apego à democracia e com um profundo desprezo pela vida dos cidadãos e uma subserviência criminosa em relação aos interesses financeiros internacionais. Há decência nos swaps? Na destruição da escola pública? 
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Na humilhação dos pobres? Na destruição da universidade? No aumento do desemprego a que chamam flexibilização? Na destruição da administração pública a que chamam requalificação?

Não têm o sentido da decência? Não. Não têm, não querem ter e têm raiva a quem tem.

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Parece uma caricatura? Parece. Mas isso é apenas porque o Governo de Passos Coelho é de facto uma caricatura, um excesso de mentiras e pouca-vergonha, uma organização de rapina que governa sem qualquer escrúpulo. Aquele conjunto é de facto caricatural. Portas é caricatural. Mota Soares é caricatural. Maduro é caricatural. Passos Coelho é caricatural como todas as pessoas sem escrúpulos são caricaturais. 
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Porque é que as enormidades que diz não são denunciadas como as enormidades que são? Porque é que se acha aceitável este estilo de títere tiranete? Porque há uma reserva de boa vontade nas pessoas que lhes diz que as coisas talvez não sejam tão más como parecem e que as pessoas podem não ser tão desprovidas de princípios morais e de sentimentos como parecem na televisão. 
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Há sempre pessoas que levam a sua magnanimidade até à estultícia. E os Passos Coelhos deste mundo contam com isso. Com isso, com os crédulos que podem convencer a continuar a votar em si e com os moluscos que os servem no Parlamento.

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É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram, as empresas públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência.

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O que temos é um Governo não de salvação mas de traição nacional. De traição às suas promessas eleitorais, às suas juras de tomada de posse, às instituições democráticas e aos compromissos da civilização que todos abraçámos, de traição ao povo, espremido e vendido barato para enriquecer os credores.

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E, no entanto, os portugueses não se movem. Ou quase não se movem. As acções do bando de malfeitores que se apoderou do Governo com falsas promessas parece tão inconcebível que parece impossível que alguém as leve a cabo sem que haja fortíssimas razões de interesse público, ainda secretas. Imagina-se que deve haver aí alguma racionalidade. Talvez o que o Governo diz da austeridade seja verdade. Talvez seja justo matar os pobres à fome para pagar aos bancos.

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Custa a acreditar que alguém possa ser tão desonesto, tão insensível, com um tal ódio aos mais fracos. Pensamos que isto não é possível, que a lei nos protege, que a filosofia nos protege, que a história nos protege, que a decência que temos o direito de esperar dos outros nos protege.

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Mas a história está cheia de exemplos destes. Durante anos ninguém acreditou que Hitler quisesse exterminar os judeus, ninguém acreditou que Pol Pot tivesse dizimado um quarto da população do Camboja. 
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E na sombra destes grandes ditadores sempre houve pequenos velhacos, pequenos capatazes como Passos Coelho ou Mota Soares que fizeram o trabalho sujo apenas para terem as migalhas da mesa do poder. Há racionalidade na acção do Governo, mas é a racionalidade do saque, do roubo descarado, da tirania da oligarquia. A decência está fora da equação.

José Vitor Malheiros – “Público” 03 setembro 2013

Já foi em tempos... mas ... Holocausto em Angola


 
Pouco a pouco o azeite vem vindo à tona de água e a verdadeira história do abandono forçado de Angola, de Moçambique e da Guiné vai-se escrevendo e clarificando os traidores !!!!!
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ROSA COUTINHO (IMPORTANTE SABER)
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Angola é nossa ! 

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Holocausto em Angola' não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo.  .
Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'.
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O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. 
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Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. 
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O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos.
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O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. 
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Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
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A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba.
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Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. 
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O livro publica, em *fac simile*, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. 
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Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. 
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Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar.
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Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.
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Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à
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Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. 
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Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
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Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. 
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Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador.
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Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. 
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Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
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Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. 
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Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade.
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Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós?
Somos de quem?

Sociólogo

As capas dos jornais e as principais notícias de Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013.


Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Se os ‘três grandes’ tivessem apenas portugueses
Cascais: Gasolineira assaltada
Algarve: Cadáver em alto-mar
Albufeira: Roubo ao Euromilhões
Político deixa-se esmurrar em vídeo
Portimão: Praia desaconselhada
Trabalho: Empresas fiscalizadas

Capa do Público Público

Seguro alerta para “mais cortes” depois das autárquicas
Cidade mexicana cria a sua própria rede de telecomunicações
Vietnamitas deixam de poder partilhar notícias online
Tribunal aceita acção popular para acabar com isenção de IMI dos partidos políticos
Euromilhões: Primeiro prémio com jackpot de 25 milhões de euros na sexta-feira
Ministério da Educação admite rever número de alunos por turma no ensino profissional
Seguro quer pelo menos manter número de câmaras nos Açores

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Jovem mascarado assalta bomba de gasolina e foge a pé com dinheiro
Seis fogos ativos no continente
Os trapalhões
Para acabar com as duas crises do verão
Passos Coelho lamenta morte de mais um bombeiro
"Jackpot" de 25 milhões de euros na sexta-feira
Morreu bombeiro de Carregal do Sal

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Sismo de 6,9 de magnitude no Japão
Passos lamenta a morte de mais um bombeiro e anuncia mais segurança
Falha elétrica deixou a Venezuela às escuras
Seguro alerta para "mais cortes" depois das autárquicas
Famílias gastam mais 2,1% na comida e vendas de smartphones dispararam
Filho de Mourinho é reforço do Fulham
"McDreamy" dá a cara por marca portuguesa

Capa do i i

Portagens pagas por viaturas estrangeiras renderam 1,5 milhões em Agosto
Sindicato dos Impostos avança com impugnação da lei das 40 horas de trabalho
António Vitorino pede "razoabilidade" aos políticos na análise das decisões do TC
Conflito na Síria já provocou mais de dois milhões de refugiados
Egipto. Tribunal militar condena 11 membros da Irmandade Muçulmana a prisão perpétua
Centros de emprego com mais inscritos vão ter horário alargado já a partir de Outubro
Gasolina só vai subir significativamente se houver guerra no Médio Oriente

Capa do Diário Económico Diário Económico

Dívidas fiscais paradas nos tribunais crescem 400 milhões
Reformas impostas por Bruxelas garantem banca menos expansionista
Patrões querem compromisso com PS para reforma do IRC
PS e RTP em conflito por causa de novo programa de entrevistas
Conheça os meganegócios que estão a transformar as telecoms mundiais
Governo pondera manter excepções para acumular salário e pensão
PS envia 40 horas para o TCna próxima semana

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Inovação e instituições fortes são cada vez mais importantes para a competitividade
Seguro alerta para "mais cortes" depois das autárquicas
Primeiro-ministro lamenta a morte de mais um bombeiro e anuncia mais segurança
Portugal cai duas posições no ranking mundial de competitividade
A espera
Sindicatos rejeitam corte de salários no BCP
O monstro glutão

Capa do Oje Oje

Chile ultrapassa 3 milhões de toneladas de cobre até julho
Credit Agricole encaixa 230 milhões com venda de 7,6 % no Bankinter
Verizon não descarta expansão internacional
S&P altera outlook da Cimpor para positivo
Bankia ultima venda de unidade imobiliária à Cerberus
Banca Leonardo ajuda Alitalia a reunir 300 milhões antes do fim do ano
PSI20 fecha em queda penalizado pela banca

Capa do Destak Destak

Funeral de Bernardo Cardoso realiza-se hoje em Carregal do Sal
Obama vai reunir-se com homólogos francês e chinês durante a cimeira do G20
Al-Qaida criou células anti-drone -- The Washington Post
Dominado fogo no concelho de Vila Nova de Paiva
Dominado fogo no concelho de Castro D'Aire
Sequestrador de Cleveland encontrado morto na sua cela - imprensa
Nove fogos ativos em Portugal continental às 05:00

Capa do A Bola A Bola

Djamal enviado para a equipa B
Bruno Cortez fora da lista para a Champions
Labyad recusou Turquia
«Temos de travar Ronaldo», diz selecionador da Irlanda do Norte
Prandelli pode abandonar ´azzurra` após o Mundial
«Não sairia do Barcelona pelo dobro do dinheiro» - Fabregas
Advogados impostores tentaram contratar Ander Herrera

Capa do Record Record

Apenas direitos de formação para Joris Ditu
Vítor treina-se hoje na Academia
Zezinho passará um ano no Veria
Permanência é meta de Barcelos renovado
Regresso do histórico Oliveirense à Liga
A força da união
Diego: «Cardozo não dá sossego»

Capa do O Jogo O Jogo

Bale e Ronaldo vs Messi e Neymar: a arena está pronta
"Puyol é a nossa melhor contratação"
Enoh no melhor e no pior
Gil Vicente com dois jogadores suspensos
Mikhail Youzhny suou, mas venceu
Jean Pablo é reforço
Inglaterra no topo dos compradores

KAOS:Mais uma só porque sim

pedro mota soares contorcionista pintura
Encontrei esta pintura na net e soube logo que tinha de fazer um boneco com ela e até quem seria o personagem retratado. Mais uma vez sem conscientemente ter uma razão definitiva  do porquê, mas a pintura andava aqui na minha área de trabalho do programa de edição de imagem e ia-me aparecendo frequentemente  pela frente, Estava a pedir para ser feita e que seja feita a sua vontade.