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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESTE BLOGUE HOJE ESTÁ DE VIAGEM


Krabi um paraiso terrestre

Em direcção ao sul, Krabi e na rota dos portugueses a trabalhar e a viver na Tailândia. AQUI
Dará notícias fim da tarde de hoje

CUNHADOS, PRIMOS, AMIGOS E NAMORADAS.

O Portugal dos mediocres


Duarte Valente/Manuel Liberato/António Antunes/Guilherme Terra

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Várias autarquias estão envolvidas em nomeações questionáveis. A RTP exibe hoje uma reportagem de investigação sobre casos recentes em que os presidentes de Câmara nomearam familiares para cargos de confiança. O clientelismo é o tema do primeiro Sexta às 9 de 2014.

A Frase


Corpo opaco
A relação que o Governo tem construído entre o Estado e os cidadãos já não padece apenas da habitual opacidade. Faz-nos sentir a todos irrelevantes. Desprezados. Muito preocupado, e bem, com a incerteza que pode gerar nos investidores, o Governo manifesta um aparente, se não autêntico, desprezo pela incerteza e o medo que causa nos cidadãos.
Helena Garrido, Jornal de Negócios

TAILÂNDIA POLÍTICA: PENSEI QUE NUNCA MAIS!!!

 Ontem depois do ataque de granada - Retirada do local de dois feridos.
Dezenas de feridos em ataque com granada
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The Nation 18 janeiro de 2014 01:00 
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Líder do protesto espera mais ataques ; armas encontradas em prédio abandonado
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A violência aumentou na tarde de ontem , quando uma marcha de manifestantes anti-governo no centro de Banguecoque foi atingida por um ataque com granadas que deixou pelo menos 36 pessoas feridas.
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A explosão foi o primeiro ataque em plena luz do dia e ocorreu perto de protestar líder Suthep Thaugsuban . Um total de 26 homens e 10 mulheres foram levadas ao hospital de ambulâncias.
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Os membros da unidade "Ordenance Disposal Explosivo" polícia disse mais tarde que eles acreditam que a bomba era uma granada de fabricação chinesa .Teria sido jogado de um prédio abandonado rua Banthad Thong contra uma multidão de manifestantes que se juntavam  a marcha liderada por Suthep .

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Alguns guardas dos líderes do protesto afirmaram que tinham encontrado um pino de segurança granada em um edifício abandonado, a partir do qual a bomba teria sido lançada.
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Incidente de ontem foi o último de uma série de ataques violentos que visam os sete locais de protesto na cidade e locais pertencentes a partidários ou simpatizantes do movimento , incluindo políticos de oposição . Granadas de mão e fuzis de assalto estavam entre as armas utilizadas .
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Cerca de meia hora depois do ataque , Centro do Governo para a Administração da Paz e da Ordem advertiu os membros do público e as autoridades estatais contra a adesão protestos de rua organizadas pela Comissão de Reforma Democrática do Povo ( PDRC ) .
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CAPO disse que a acção legal seria tomada contra não só os líderes do protesto , mas também os manifestantes comuns.
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Lendo uma declaração para uma transmissão ao vivo, zelador Vice-Primeiro Ministro Pracha Promnog observou que, segundo o Código Penal o crime de insurreição levada penalidades severas. Ele disse que qualquer torcedor do movimento de protesto , inclusive a doação de dinheiro, seria considerado para estar a violar a lei.
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Sua advertência também foi dirigida a funcionários do Estado que participam do protesto ou simpatizam com os manifestantes. Eles teriam de enfrentar não só a acção disciplinar , mas também um processo criminal ea reputação de sua família seriam afetados negativamente , alertou.
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Pracha não mencionou o ataque a bomba na declaração, mas disse a repórteres mais tarde que ele havia sido informado sobre o incidente.
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Houve muitas marchas sem incidentes desde o protesto começou em novembro. Mas, com uma intensa pressão sobre o governo , cinco dias após a "paralização Bangkok" começou , disseram analistas partidários pró-governo pode querer dissuadir as pessoas de se juntar comícios que visam obter a renunciação do zelador PM.
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Suthep, que não ficou ferido, foi imediatamente levado para longe da área de guarda-costas .
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A explosão aconteceu pouco antes Suthep foi devido a desfilar no local, de acordo com a porta-voz PDRC Akanat Promphan .
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" A bomba explodiu a cerca de 30 metros da Suthep e seus guarda-costas escoltaram de volta a uma fase de reunião ", ele foi citado pela Agence France- Presse .
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Houve tiroteios por assaltantes desconhecidos em locais de reunião e de ataques com granadas nas casas de políticos da oposição, incluindo Bangkok governador MR Sukhumbhand Paribatra .
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Zelador, Vice-Primeiro Ministro Surapong Tovichakchaikul , que está no comando da CAPO , disse ontem que os ataques foram plotados para incitar a violência .
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" Um movimento foi criado para criar uma situação de ataques a bomba contra as casas e os manifestantes dos líderes ", disse ele a jornalistas .
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Satit Wongnongtaey , outro líder do protesto e ex- Democrata MP, disse que espera mais ataques ao redor dos locais de protesto nos próximos dias .
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Dentro do prédio abandonado , uma variedade de armas de guerra foi encontrado em um quarto. Oficiais do Exército Ordnance Corps entrou no prédio com equipes de TV e guardas manifestante . Além do pino de segurança granada , eles encontraram armas, incluindo partes desmontadas de um fuzil de assalto M16 , de acordo com o canal de televisão Bluesky por satélite pró- oposição.
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Ele relatou que na sala também havia uma geladeira, roupas, uma toalha de banho , comida e um boné vermelho .
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Enquanto isso, Piyaman Tejapaibul , presidente do Conselho de Turismo da Tailândia , disse que o ataque a bomba contra os manifestantes anti- governamentais em Banthad Thong teria um impacto negativo sobre o sector do turismo.
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" Agentes de viagens locais com parceiros no exterior avaliaram a reação de seus clientes estrangeiros quando ouvir falar de tal violência , e como determinados países irá aumentar o nível de alerta para o seu povo em vir para a Tailândia ", disse ela .
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" No entanto, o ataque a bomba vai afetar principalmente a indústria do turismo na Tailândia , durante o período do Ano Novo Chinês , que será executado a partir do final de janeiro até o início de fevereiro. "
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O número total de turistas chineses que vêm para a Tailândia este mês está previsto em cerca de 400.000 .
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Pornsilp Patcharintanakul , vice- presidente da Câmara de Comércio da Tailândia , disse que o ataque a bomba na procissão liderada pelo Comitê Popular Reforma Democrática secretário-geral Suthep Thaugsuban ao meio-dia de ontem enviou um sinal de que a tensão política se transformou em violência. O incidente pode tirar um maior número de manifestantes.

MEMÓRIAS DE BANGUECOQUE: "Maio Negro"

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No dia 19 de Maio, de 1992, levantei-me à hora habitual de todos os dias (seis da manhã) e dirigi-me para o emprego. Entrei na parte sul da larga avenida Sathorn (com um canal ao meio) e no primeiro cruzamento encontrei uma "caseta" da polícia destruída e os "robots" , sinais de trânsito, com os vidros partidos .
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Num cruzamento um "mini bus" de rodas para o ar. Porém nos cruzamentos seguintes as "casetas" e os "robots", igualmente, como os primeiros encontrados.
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Longe, estava, de prever que durante a noite, passada, grupos de vândalos tinham corrido a baixa com ferros e martelos a destruir os abrigos da polícia nos cruzamentos e as colunas de orientação do movimento automóvel no centro da cidade de Banguecoque.
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As eleições gerais de 22 de Março produziram a coligação de partidos, aliados às Forças Armadas, cujos estes apoiavam a nomeação do General Suchinda Kraprayoon, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, para Primeiro-Ministro.
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Quatro de Maio Chamlong Srimuang inicia uma greve de fome e determinado a morrer, se o General Suchinda não resignar de Primeiro-Ministro. Chamlong instala-se, no passeio do lado oposto ao Parlamento, numa "barraca"; está deitado numa cama feita de bambús e ao seu lado umas garrafas de água. Antes de Chamlong iniciar o jejum já um outro de nome Chalard ali tinha estado com mesmo propósito de levar até à morte uma greve de fome.
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Não resistiu ao calor e quando desfaleceu, foi levado imediatamente para o hospital e foi-lhe salva a vida. Chalard chama atenção da comunicação social e internacional, noticiam o jejum e o local onde o "grevista" passa a ser um local de romagem.
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Na altura, correspondente da "Tribuna de Macau", em Banguecoque, encontrava-me bastante activo na informação. Fazia-o por paixão e também para me ajudar a viver. O meu ordenado na Embaixada de Portugal em Banguecoque, onde sempre ganhei mal e na altura com um salário, mensal, de 500 dólares. Era necessário "dar à perna", para me manter a mim e mais duas bocas em casa: minha mulher e filha.
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Um dia no começo da manhã, ainda lusco fusco e para passar despercebido às autoridades, sob o controlo militar, foi visitar o Chalard e com o propósito de lhe tirar fotos. Pouca gente por alí havia além de meia dúzia de pessoas que o assistiam. Deitado num cama de paus de bambu a cabeça pousada num travesseiro perguntei-lhe: (em língua inglesa que traduzo para a portugesa)
- "Senhor Chalard quando vai deixar a greve de fome"?
- Respondeu-me:
- Quando morrer!
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Notei no Chalard a decadência da constituição fisica e o propósito de morrer por uma causa e dar vida pela democracia.
Cem mil pessoas estão solidarizadas com Chamlong. A área de Sanam Luang é um local de protesto e romagem. Receiam pela sua vida e os protestos continuam para que o General Suchinda resigne de Primeiro-Ministro.
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Entretanto declara que lhe será fácil conseguir cinco milhões de assinaturas para que se conserve no posto. Durante a semana que Chamlong se encontra em jejum, as manifestações, sem violência, junto ao Parlamento não chegam ao fim.
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Seis de Maio 80 mil pessoas concentram-se à volta do Parlamento e pedem a S.M. o Rei Bhumibol Adullyadej que dissolva o Parlamento. Estudantes de várias universidades de Banguecoque juntam-se aos manifestantes.
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Sete de Maio forças de segurança do Governo fazem uma barreira aos acessos para o  parlamento e lança o aviso público: "para que as pessoas não adiram aos manifestantes".
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Ao princípio da noite 50 mil pessoas juntam-se em Sanam Luang e continuam a protestar contra o General Suchinda.
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Oito de Maio 200 mil pessoas deixam Sanam Luang e dirigem-se para a "Royal Plaza" com Chamlong em cima de uma viatura a liderar a manifestação. Pede a calma e que não seja usada qualquer tipo de violência. São bloqueados pela polícia.
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Nove de Maio Chamlong pergunta à multidão se deve sair da greve de fome. A aprovação foi geral. Anuncia que além de parar com a greve de fome, vai resignar de Presidente do partido "Palang Dharma" e deixar de liderar os protestos contra o General Suchinda.
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Dr. Arthit Urairat, porta voz do Parlamento, transmite aos presidentes dos partidos que encontrem uma solução para que os protestos cheguem ao fim. Todos os partidos acordam em reformar a Constituição.
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Dez de Maio Chamlong anuncia o fim das manifestações e aguarda o progresso da reforma da Constituição anunciada e a contento dos partidos. De 10 de Maio a 16 não existem ajuntamentos de pessoas em frente ao Parlamento e Sanam Luang.
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Dezassete de Maio principiam as manifestações na Sanam Luang e organizadas pela Federação para a Democracia. Há dúvidas sobre a sinceridade dos membros do Parlamento. As palavras de promessa dos parlamentares, ao Dr. Arthit de reformarem a Constituição não são levadas à acção. Os manifestantes dirigigem-se para a avenida Ratchadamnoen (onde ao centro está erigido o monumento da democracia) e são bloqueados pela polícia.
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O Ministro do Interior declara a "Lei Marcial" e proibe ajuntamentos, na via pública, de mais de dez pessoas. Dezoito de Maio forças militares prendem Chamlong Srimuang, os manifestantes tentam protegê-lo, não o conseguem e levam-no para local desconhecido. Outras manifestações de protestos têm efeito em outras cidades do país. O protesto generalizou-se.
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Dezanove de Maio as forças militares suprimem os demonstradores que se encontram estacionados em frente do Departamento das Relações Públicas na avenida Ratchadamnoen. A via é vedada com rolos de arame farpado. Um autocarro dos transportes públicos chegou junto à barreira e estaciona, porque tem a via à sua frente vedada. Os passageiros abandonam a viatura. 
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Um manifestante entrou dentro dele destravou-se e dirigiu-o contra a barreira de arame farpado. Os soldados, recebem ordem de fogo do comandante e começa a disparar indiscriminadamente contra a população. Morre muita gente e os primeiros feridos são socorridos no Hotel Royal, onde já se quedava uma equipa de médicos e enfermeiros, prevendo o "pior". Há sangue no asfalto da avenida e muita gritaria.
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Os manifestantes pegam fogo ao Departamento das Relações Públicas e ao edifício onde é feito o sorteio dos bilhetes de lotaria. Vinte de Maio os manifestantes tomam o lugar, de protesto, e movem-se para a universidade aberta Ramakhaeng.
O número de protestantes aumenta durante o dia e diminui na altura que a lei do recolher obrigatório, estipulado (nove da noite) toma efeito.
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Vinte e um de Maio S.M. o Rei da Tailândia ordena que o General Suchinda e Chamlong Srimuang se apresentem, de lado a lado, no Palácio Real, para lhes transmitir que a reconciliação é um facto necessário. Os acontecimentos provocaram perdas de vidas e um prejuizo enorme na danificação de bens públicos e particulares.
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Após a audiência com o Rei a "Lei Marcial" é retirada; a multidão dispersa da Universidade Ramakhaeng e as tropas retiram-se para os quarteis.
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Vinte e dois de Maio os cinco partidos concordam que seja submitida a reforma da Constituição e é aprovada em 25 de Maio. Organizações não governamentais responsabiliza o Governo do General Suchinda pelas mortes ocorridas e exige que seja levado a cabo uma investigação e apurar os responsáveis pelo "massacre" e levá-los perante a Justiça. Exigem que as famílias das vitímas sejam compensadas.
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Vinte e três de Maio o General Suchinda tem uma reunião com o General Kaset, Comandante das Forças Armadas, outras altas patentes militares. Espalha-lhes o rumor que o General Suchinda teria resignado e abandonado o país.
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Vinte e quatro de Maio os canais da televisão anunciam a resignação do General Suchinda, para facilitar o cumprimento da reforma da Constituição e que teria chamado a si todas as responsabilidades ocorridas durante os incidentes.
A vida na Tailândia volta à normalidade.
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À MARGEM
Foram momentos dificeis em Banguecoque, para os jornalistas e correspondentes estrangeiros, onde no grupo me encontrava como correspondente da "Tribuna de Macau". Era difícil chegar-se ao lugar das manifestações.
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O Governo do General Suchinda Kaprayoon, puramente militar, era adverso aos jornalistas. Um jornalista da Nova Zelandia tinha já sido assassinado com um tiro que partiu de um atirador furtivo de um telhado.
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A fotógrafos e "camera men" já lhes tinham arremessado as máquinas contra o solo. Quando os acontecimentos tinham atingido o auge, recebi um telefonema do director da "Tribuna de Macau", José Rocha Diniz, se não poderia, chegar ao local e obter mais informações.
- Impossível e perigoso!
- Já assassinaram um jornalista, máquinas partidas e molestados, jornalistas, pela tropa ali estacionada no local.
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Porém resolvi o problema de casa e conseguir ter conhecimento como a situação se encontrava em várias zonas de Banguecoque. Usei o telefone e liguei para pessoas conhecidas que residiam em determinados pontos da cidade e fui tendo conhecimento do que por lá havia. A cidade estava calma dado à lei do recolher. Ninguém se atrevia sair de casa e o terror estava implementado em Banguecoque.
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O pessoal que servia nos hoteis pernoitavam neles. Alguns empregados que se atreveram a sair, ao fim do turno usando as motocicletas, levaram tiros, de pessoas armadas (não se sabe que polícias ou militares), em cima das caixas de carrinhas.
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Os que não conseguiram livrar-se dos tiros, cairam mortos ou feridos, recolhidos no solo e colocados na caixa. O destino dos atingidos nunca chegou a ser conhecido.
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Depois daquela tormenta a bonança chegou e de quando S.Majestade o Rei da Tailândia, fez sentar frente a frente o General Suchinda e Chamlong Srimuang e lhes afirmou: "A Tailândia não é propriedade vossa mas de todos os tailandeses". S.Majestade não dera a razão ao homem mau e ao bom.
Culpou os dois!
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Um porque não aceitava resignar do posto de Primeiro Ministro que o tinha tomado ilegalmente e suportado pelos chefes militares, que era composta por cunhados e compadres onde o Suchinda estava inserido.
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O Chamlong (General na reserva e ex-Governador de Banguecoque), embora um homem onde a corrupção não tinha lugar, no seu ser e com uma enorme popularidade entre a classe média é em parte culpado na morte e de feridos na Avenida Ratchadmnoen que bem poderiam ser evitadas.
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Na manhã de vinte e dois de Maio de 1992, a paz está nas ruas de Banguecoque e a população, embora ressentida dos acontecimentos dos dias anteriores, entrou na normalidade do dia-a-dia. No fim do dia de 22 de Maio recebi uma chamada telefónica em minhas casa.
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Era o jornalista Ferreira Fernandes do jornal "Diário Notícias" do aeroporto a pedir-me colaboração na reportagem que vinha, de Lisboa, incumbido de relatar os acontecimentos. Respondi-lhe: "Você está com azar... a guerra terminou hoje"!
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No dias 21 de Junho de 1992 o matutino "Bangkok Post", inseria uma lista com o número das casualidades:
46 mortes confirmadas (com nomes e idade designados, todos, jovens, do sexo masculino e apenas uma mulher. O mais novo abatido tinha 15 anos) 699 desaparecidos (com os nomes e idades designados)
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Nunca foram apuradas as responsabilidades e os autores, parte deles já morreram e os que ainda vivem, velhos miltares, estão reformados. O Chamlong Srimuang continua activo na política (cerca de 72 anos) e teria sido um dos autores que deu aso ao "Golpe de Estado" de 19 de Setembro de 2006 que viria a depôr o Primeiro Ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção. 
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José Martins/22 de Maio 2007 (15 anos depois dos acontecimentos - Actualmente quase de 22 anos depois)